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«As boas equipas também têm pontos fracos»

O Casa Pia joga amanhã (10/11/19), às 17.15 horas, em casa do GD Chaves, a 11.ª jornada da Liga Pro, desafio de elevado grau de dificuldade.
Rui Duarte, treinador, concorda.
«O GD Chaves é uma boa equipa deste campeonato que em casa faz uso da sua força e qualidade. Mas também temos os nossos objetivos e vamos lutar por eles. Temos de ir determinados, a pensar que temos uma estratégia e que temos a nossa força», enfatiza, acedendo a analisar melhor o adversário. «É equipa bastante equilibrada, com muita qualidade e com alguns jogadores com experiência de I Liga. Provavelmente, será uma das equipas a andar nos lugares cimeiros da tabela, grupo que cedo assumiu querer regressar à I Divisão. Mas estamos preparados. Já disse várias vezes que não temos receio de jogar seja contra quem for. Temos de preparar-nos bem porque até as boas equipas têm pontos fracos», lembra, desvalorizando o desgaste inerente a viagem de largos quilómetros: «Se faz mossa? Não, acho que não. São situações normais de deslocações longe. Não vejo nisso um problema. Estamos a acautelar toda a logística para minimizar desgaste. Tudo para que na hora de jogo todos entrem com a máxima força e empenho», comenta Rui Duarte.
Depois da visita a Chaves, é o GD Chaves a visitar Pina Manique, dia 16, ainda que em diferente contexto: segue-se jogo da fase de grupos da Taça da Liga. «Se este jogo é um ensaio? Bem, espero ganhar ambos os jogos. Não quero chamar esta deslocação de bom ensaio. Vão ser jogos distintos, competições diferentes mas o nosso foco está neste jogo agora em Chaves. Queremos fazer um bom resultado. O nosso grande objetivo está em mantermo-nos no campeonato. Só com pontos e vitórias lá chegamos, só com pontos e vitórias a equipa cresce e ganha confiança», alerta.
O Casa Pia, recorde-se, voltou na última jornada a jogar em casa, estreando o remodelado Pina Manique num jogo intenso, com direito a cambalhota no resultado e vitória no fim. Um bálsamo que a equipa há muito esperava. «As vitórias trazem confiança, trazem alegria mas também trazem responsabilidade. Espero que eles, jogadores, encarem isso. É bom que se sintam alegres- porque o futebol é prazer, é paixão, é alegria- , mas também espero que sintam a responsabilidade da última vitória para que consigamos dar continuidade a esse bom resultado. Sinto a equipa melhor, já no caminho certo para o que queremos e esta vitória veio confirmar isso, embora não tenha sido uma vitória fácil. Temos de agarrar neste último jogo, tirar o que de bom ele teve e corrigir o que de menos bom também nos revelou. Mas não podemos, de maneira alguma, dormir à sombra de uma vitória sabendo nós da posição difícil em que nos encontramos. »

«Voltar a casa sem deslumbramento»

O Casa Pia volta a casa na jornada 9 da Liga Pro que dita receção ao Vilafranquense. A semana foi trabalhosa, dentro e fora de campo, mas, e sublinha o treinador Rui Duarte, importa, sobretudo, não perder o foco do jogo e do objetivo que é regressar às vitórias.
«Temos a missão de acompanhar tudo o que está a ser feito à volta do clube e da equipa. O clube está a apetrechar-se com condições e isso tem de ser fator motivacional para todos mas, principalmente, não nos podemos deslumbrar. Temos de focar-nos no jogo porque há objetivo a alcançar. Haverá tempo, depois, de desfrutarmos melhor do estádio e das novas condições mas agora é tempo de entrar em campo e dar o tudo por tudo. Acho que a equipa apreendeu a mensagem. Acredito que quando chegarem ao estádio remodelado vão sentir-se motivados e não deslumbrados. Deslumbramento traz apatia, falta de concentração, falta de foco e isso é tudo o que não queremos», principia o treinador, ávido de fazer de Pina Manique a muralha da equipa.
«Estamos numa situação em que não queremos estar e temos de fazer das tripas coração para inverter este ciclo negativo. O fator casa tem de ser o virar de página difícil e de adaptação à Liga Pro. Não fizemos um ponto em casa e isso é revelador que estamos sempre a jogar fora. Qualquer equipa tem de sentir-se bem em casa e Pina Manique vai ser a nossa fortaleza.»
O discurso de Rui Duarte é incisivo na palavra concentração: «Que não percam o foco. É verdade que durante a semana não conseguimos estar concentrados, fechados, devido às obras e demais preparação. As dinâmicas de trabalho não foram as ideais mas tudo o que está a acontecer é para melhorar. Todos entendemos e somos sensíveis a isso.  Daí o passar constante da mensagem de compromisso, trabalho, exigência. Mas vejo o brilho nos olhos deles de quererem dar a volta a esta fase e espero que Pina Manique seja o realizar de muitas vitórias.»
O adversário vem de Vila Franca de Xira, sendo também recém chegado aos campeonatos profissionais. «Vai ser jogo difícil. Verdade que as equipas já se cruzaram várias vezes nos últimos tempos. É uma equipa que conhecemos bem, equipa difícil, muito bem orientada. Nesta Liga Pro não há jogos fáceis. Temos de estar determinados, temos de sentir aquela vontade de nos superarmos, vontade que vem de dentro. Tudo aliado à qualidade, à estratégia, ao pensar do jogo, a percebermos os momentos do jogo. O facto de as equipas se conhecerem bem pode ser fator determinante», antevê Rui Duarte, satisfeito com os progressos do grupo.
«Equipa à imagem de Rui Duarte ? Sim, cada vez mais. Sinto que estão cada vez mais próximos do que queremos. Notam-se sinais positivos na ideia de jogo que está a ser posta em prática. A equipa está com mais bola, muito mais agressiva. Tenho a certeza que vamos ser aquilo que queremos ser no futuro. Estamos mais próximos do que preconizamos. A equipa já percebeu que é preciso espírito de sacrifício e organização. As equipas são processo de evolução mas estamos mais próximos do que queremos, sim», garante.

«Uma palavra para o jogo? Identidade. Identidade de equipa!»

Volta a Liga Pro, voltam os compromissos do Casa Pia que amanhã, dia 26, recebe o Académico de Viseu. A semana foi trabalhosa, após eliminação da Taça de Portugal, percalço do qual saíram ilações.
«A equipa percebeu a mensagem passada. Por muito que possa haver alguma resistência do grupo, têm de perceber que a frustração é sentida. Há que criar identidade forte dentro de campo para percebermos qual o caminho. Mas esta semana foi positiva. Penso que a resistência foi ultrapassada. Compromisso? Quando falo em compromisso, falo em acreditar, verdadeiramente, no que estamos a fazer. De perceber-se que o espírito de sacrifício e a entrega têm de ser diárias, sempre nos limites. Na posição em que estamos, e depois do mérito fantástico do último ano com a subida de divisão, esse caminho não pode perder-se. Temos de criar espiral positiva que possa fazer com que toda a gente sobressaia dentro do projeto», principia Rui Duarte, elogiando o adversário que viaja da terra de Viriato.
«É a terceira defesa menos batida, sim. O Académico de Viseu é uma boa equipa. Estão muito estáveis. São equipa com bons princípios de jogo, claramente identificada com esta divisão, com jogadores com muita experiência de Liga Pro. Vai ser jogo difícil, duro, mas acredito, plenamente, na nossa equipa e nas possibilidades que teremos de discutir o resultado», vinca o treinador, voltando a usar frase que já havia proferido aquando da sua chegada a Pina Manique.
«Não queremos ser os coitadinhos deste campeonato. Para tal é preciso criarmos identidade forte, termos coragem e carácter. Temos de criar espírito de sacrifício grande, através de trabalho árduo diariamente para nos igualarmos a estas equipas com mais experiência e com jogadores com muita rotina desta divisão. É trabalho com o qual temos de lidar mas que não nos mete medo. Que se consiga, de uma vez por todas, quebrar esta fase negativa e ganhar confiança para nos estabilizarmos na tabela», desafia o técnico, crente também de que até os índices físicos da equipa sofrerão melhorias.
«Fisicamente? Foi aspeto que sentimos ter de melhorar . Não por a anterior equipa técnica estar a trabalhar mal, nada disso, apenas porque no meu modelo e ideia de jogo a equipa tem de ser muito mais agressiva, tem de correr muito mais, tem de estar muito mais predisposta para o jogo. Trabalhamos bastante nestas ultimas três semanas. Não se conseguem resultados de um dia para o outro mas tenho a certeza que vamos melhorar gradualmente. Aliás, já tenho indícios disso mesmo. Quando se eleva um pouco a dinâmica de treino, ou a forma de se treinar, é natural que, com a mudança de metodologia, possa perder-se um ou outro jogador. Mas, no fundo, já conseguimos manter todos os outros num nível acima. Semana após semana vão começar a sentir-se cada vez melhor», aposta.
Uma palavra para a missão de amanhã?
«Identidade. Identidade de equipa . Uma identidade forte para que as relações interpessoais dentro de campo se conjuguem e os façam criar identidade forte como equipa. É o que nos falta neste momento para tudo mais fluir: questões técnicas, táticas e físicas.»

Fascínio da Taça e enorme vontade de seguir em frente

Chegou a vez da Taça de Portugal. A III eliminatória reserva ao Casa Pia receção ao FC Vizela, equipa do CNS que sucede ao último jogo de campeonato, em casa do Leixões. Apesar de resultado menos conseguido, Rui Duarte, tira dele boas ilações.
«Acho que fizemos coisas muito boas no último jogo, apesar do resultado não ter sido o que ambicionávamos. Tivemos pouco tempo para trabalhar mas fizemos coisas boas a nível de organização. Já estivemos bem melhores, dentro do que pedimos à equipa. É verdade que a nível ofensivo temos de melhorar e insistimos nisso esta semana», revela o treinador, elogioso para com o adversário de amanhã.
«É uma equipa boa do Campeonato de Portugal. Há equipas boas, há boas equipas, há bons treinadores e jogadores no CNS. Esta é, sem dúvida, uma dessas equipas. É uma equipa que tem uma ideia de jogo, um bom treinador, que está a fazer um bom trabalho, que tem boa dinâmica de vitórias fruto dos dois últimos anos que têm jogado neste campeonato. Este ano não é exceção e o FC Vizela quer chegar à Liga Pro. Acredito que vai ser jogo difícil, disputado mas estamos confiantes e a trabalhar para resultado que nos faça seguir em frente. Mais que olhar para o adversário temos de olhar para nós, para o que temos e devemos fazer. Estamos a trabalhar bem e o jogo tem de refletir isso mesmo. Se a equipa está a ficar mais à minha imagem? Sim, cada vez mais», concorda Rui Duarte, para quem a Taça também muito diz.
«Só a palavra Jamor já significa muito. Tem muito valor para as equipas, treinadores e jogadores. Mexe com todos. Sabemos que há surpresas, que há caminhadas interessantes que nos valorizam e vamos tentar dar continuidade ao nosso percurso nesta prova que tem muito carisma e mística. Até porque, depois, podemos apanhar jogos de maior grau de dificuldade. O facto de podermos enfrentar equipas da Liga NOS é, por si só, fator de motivação. Como treinador? Já tive a experiência de estar nos quartos de final da Taça e recordo que a cada eliminatória aumentava a envolvência, a mobilização, o mediatismo e atenção de todo o mundo do futebol. Temos de querer mais e chegar o mais longe possível para que nos identifiquem como um bom grupo. O que só valoriza todos. Lógico que a nossa missão é o campeonato mas, de qualquer forma, não vamos menosprezar este jogo de maneira alguma. Vamos joga-lo para ganhar», assegura.

«Vamos ser corajosos»

Rui Duarte, 41 anos, acredita que o jogo em Matosinhos vai ser de viragem
rumo ao objetivo do Casa Pia

Rui Duarte estreia-se no comando técnico do Casa Pia em Matosinhos, casa do Leixões, e o otimismo não poderia ser maior. As saudades de treinar estavam já a tornar-se insuportáveis.
«Tenho verdadeira paixão pelo futebol, gosto de treinar! Gosto tanto de treinar… Estar de fora oito meses é duro. Agora quero implementar as minhas ideias, a minha forma de estar e ver o futebol. Que forma é essa? É uma forma de querer jogar, de ser ambicioso, de querer chegar o mais longe possível, de querer passar o que aprendi enquanto jogador. De ver que o que se faz no treino tem tradução no campo. Fundamentalmente, ver a equipa acreditar no que nós, equipa técnica, acreditamos. A minha forma de estar no futebol preconiza trabalho, ambição, coerência, o máximo possível», define o treinador que apenas teve uma semana para preparar a visita ao Estádio do Mar.
«Ter pouco tempo foi um desafio, não há dúvida. Sinto que a equipa quer, e está a acompanhar, as nossas ideias. Foi uma semana muito intensa, tanto da nossa parte, como da deles, jogadores, mas é muito difícil trabalhar todas as ideias em poucas unidades de treino. Quisemos, essencialmente, passar o que consideramos ser mais importante para este jogo. O processo é depois de evolução e melhoramento. Sentimos, que, de alguma forma, muita informação podia ser contraproducente. É que não é só o desgaste físico, é também o mental . Assimilar muita informação podia ser prejudicial», explica Rui Duarte que, desde que chegou a Pina Manique, fala de «máxima liberdade, máxima responsabilidade».
«Temos de ter consciência do objetivo do clube. Se não fosse para atingir o objetivo eu não vinha. Estou aqui para isso. A realização pessoal também é importante para mim, não posso mentir, mas cumprir o objetivo coletivo é o maior desafio. Um clube com quase cem anos de história não pode chegar a uma liga profissional e no ano a seguir voltar para onde estava. Não faz sentido. O clube tem de continuar a crescer. Até porque as infraestruturas estão a melhorar, as condições gerais do clube são já outras… Nós, jogadores e treinadores, temos de caminhar para o mesmo lado. Daí a máxima liberdade, naquilo que é o nosso relacionamento interpessoal, mas também máxima responsabilidade por termos vasto caminho a percorrer.»
A estreia acontece, pois, em casa do Leixões, equipa deveras apoiada por uma massa associativa briosa. «Conheço. Conheço bem. Até porque fui lá jogador. O Leixões tem adeptos fervorosos. Mas, sinceramente, acredito que vamos ser corajosos, audazes, vamos ser atrevidos. É essa a mensagem que lhes passo. Coragem, audácia, atrevimento, organização e trabalho. São estas as características que quero que a equipa siga, porque nós, equipa técnica, somos assim. Naturalmente, que passamos algumas noções básicas do que vão encontrar em termos de ambiente mas estamos mais focados no nosso comportamento em campo. Atitude que tem de ser de coragem, de organização, de ambição, de querer ganhar», reforça.
Que perigos encerra este Leixões?
«É uma equipa que investiu bastante, que anda no grupo dos principais candidatos à Liga NOS. É uma equipa que conheço bem, já os vi várias vezes, equipa forte em casa. Mas, acima de tudo, prefiro focar-nos em nós. Acredito que vamos entrar bem, acredito que vamos ter bola, acredito que vamos marcar e que vamos ter comportamento de viragem. Não é este o lugar em que queremos estar e acredito que este possa ser jogo de viragem para sairmos da zona da tabela em que nos encontramos. Carlos Pinto? Já nos cruzamos muitas vezes como adversários, até como treinadores – ele na Académica, eu em Faro», ri-se Rui Duarte ao recordar.
A visita ao Leixões fica também marcada por uma iniciativa do clube do norte que pediu aos adeptos para oferecer alguns bens de consumo básico à Casa do Caminho, instituição que cuida de crianças em risco.
O Casa Pia associou-se à corrente de solidariedade, tendo a equipa, treinadores e staff carregado o autocarro com várias ajudas.
Rui Duarte aplaude: « O futebol é jogo de sentimentos. E não pode ser só dentro de campo. Tem de ser fora dele também. Foi com agrado que aderimos à iniciativa do Leixões e a esta importante causa que vai também de encontro à nossa cultura Casa Pia, de sermos solidários sem nunca deixarmos de sermos ambiciosos.»

Rui Duarte assume comando técnico

Rui Duarte, 41 anos, é o novo treinador do Casa Pia AC tendo sido oficialmente apresentado na renovada sala de Imprensa de Pina Manique. Na companhia do presidente, Vítor Seabra Franco, e do gerente executivo da SDUQ, Paulo Cardiga, o técnico, que na última temporada orientou o Farense, mostrou-se seduzido pelo novo desafio.
«É aliciante. As minhas equipas são competitivas, jogam com alma e garra. Sinto-me muito bem com esta camisola», assegurou o antigo médio.
Quanto ao trabalho que o espera…
«As equipas na Liga Pro são muito equilibradas. O plantel? Conheço praticamente todos. Sei que têm um bom grupo. Que queiram crescer e evoluir. Pelo que analisei podemos tirar ainda mais deles. Não sei se estarão nos seus limites. Venho com o objetivo de tirar o melhor de cada um em prol da equipa. Será sempre essa a missão. Não há aqui ninguém maior que a instituição. Há um símbolo e uma história a respeitar. E isso tem de ser transportado para dentro de campo. Jogar já com o Leixões [jogo antecipado da 8.ª jornada, dia 12/10/19]? Vamos estar prontos para competir. As minhas equipas, repito, são competitivas e isso vai ficar sempre bem expresso. Temos de tentar perceber primeiro as carências da equipa. O facto de ter apenas uma semana para preparar o jogo não é benéfico mas o grupo é bom e está com vontade, o que é um bom principio para trabalhar», comentou, otimista, Rui Duarte, antes de visitar as instalações, conhecendo os cantos à casa e ficando a par das últimas afinações no remodelado estádio Pina Manique.
Já o presidente Vítor Seabra Franco desejou sucesso ao novo rosto do Casa Pia AC, sucesso esse que será o do clube e respetiva gestão: «Seja bem- vindo ao casa Pia Atlético Clube, Rui Duarte. Primeiro queria agradecer a Joel Pinto, coordenador da formação que assegurou os treinos nestes últimos dias e dizer-lhe que, no futuro, terá a sua oportunidade. Ao Rui desejo as maiores felicidades. O objetivo do clube é a manutenção, a nossa expetativa é que tenha êxito neste clube que para o ano completará 100 anos. Muito obrigado por ter aceite o convite.»

«Grupo não se permite quebrar»

Pedro Machado, 23 anos, garante que o grupo está fortemente unido para vencer

Amanhã há jogo de Taça de Portugal em casa do Mineiro Aljustrelense, adversário da série D do CNS. Jogo de diferente cariz e que promete enorme convívio. Pedro Machado, central do Casa Pia, comunga da ideia de ser dia de festa, em tudo especial.
«A Taça é competição histórica. Também em nós, jogadores, mesmo durante a semana, sente-se motivação diferente. Há sempre aquele sonho de jogar no Jamor, palco emblemático de Portugal», confirma o defesa, ciente de que, há uns anos, a equipa de Pina Manique foi eliminada pelo Mineiro.
«Parece que foi jogo caricato! Mas queremos fazer história diferente. Não vamos pensar no que aconteceu lá atrás. Queremos focar-nos em fazer agora bom resultado e seguir em frente. Perigos? O Mineiro também estará, seguramente, motivado por receber equipa de divisão superior. Nós no último ano estavamos no mesmo campeonato que eles e, quando jogávamos com adversários de outro patamar, também sentíamos motivação extra. Mas vamos ter de fazer o nosso trabalho, de cumprir o nosso papel, que é ganhar», dispara Machado, 23 anos, após mais um treino.
A recente saída da equipa técnica que iniciou a temporada é facto a que ninguém fica indiferente mas, garante o central, o grupo sabe blindar-se a todas as adversidades.
«Estamos numa situação delicada mas o grupo é muito forte, coeso, temos união enorme. Trabalhamos muito isso. Aliás, essa cultura e espírito já vêm do ano passado. A equipa está focada em chegar a Aljustrel e passar a eliminatória. Apoiamo-nos uns uns aos outros e conseguimos. Seguimos! Grupo não se permite quebrar! Pode haver muita coisa à nossa volta mas rapidamente reagimos. Essa é a nossa maior valia», sublinha o camisola 4 de Pina Manique, jogador que também trabalha com a  ‘High performance coach’, Susana Torres. «Que conselho daria ela ao Casa Pia nesta altura de transição técnica? Dir-nos-ia que já nada pode alterar a presente situação, verdade? Por isso, o que está feito, está feito, o passado já não se muda. Há que focar no dia a dia, na presente realidade, ajudarmo-nos uns aos outros porque há jogo a ganhar. Há que pensar na festa que queremos fazer quando chegar as cinco ou seis da tarde de domingo. A adversidade tem de ser uma força.»
E por falar em festa… Taça pede convívio, animação e família.
«A minha, que está no Algarve,  já me disse que ia estar presente em Aljustrel. A minha mãe, Maria, e a minha mãe de cá, que é a minha tia Fátima, são pilares na minha vida, tal como o meu pai e irmão. São grande suporte. Agora com o Aljustrelense… o meu pai é alentejano, é de Sobral da Adiça, perto de Moura, e também tenho tios em Castro Verde, perto de Beja. Vai ser giro! Mas vão torcer todos pelo Casa Pia! Que conselho me dariam eles também para domingo? A minha mãe está sempre a dizer-me: têm que ir mais para a frente!», ri-se Pedro Machado, jogador que chegou a Pina Manique em janeiro da última época, estreando-se a titular com a camisola dos gansos negros na final do Campeonato de Portugal.
«Tive dois colegas que, infelizmente não puderam jogar. Eu nunca tinha sido escolha inicial mas foi a minha oportunidade. Foi bom para o Casa Pia, porque ganhamos e fizemos história. Agora tenho estado a ser opção, sim. Se sou mais valia? Sou mais um a trabalhar todos os dias para ajudar a equipa no que ela mais precisar. A nossa função, defesas centrais, recai muito na organização. Cá atrás conseguimos ver o jogo de outro prisma e dar feedback à equipa. Lá dentro gosto de comunicar com os meus colegas, sempre com positivismo. Do Pedro Machado podem esperar liderança, duelos ganhos e servir os meus colegas com qualidade para começarem a construir jogo. E ajudar a equipa a não sofrer golos», reflete Pedro Machado, exigente consigo próprio, ciente de onde quer chegar.
«Com 23 anos acredito que sou jogador maduro para a minha idade. Não só a nível de futebol como de vida. Cuido-me muito, sim. Acredito que só com trabalho conseguimos dar passo em frente na carreira. Qualquer jogador ambiciona alcançar maiores palcos e só com o máximo e melhor de nós próprios podemos aspirar a isso, dentro e fora dos treinos, com alimentação, descanso e regras», enumera.
«Melhor elogio? A mim basta-me ouvir que estive bem e que ajudei a equipa. Criticas? Gosto de ter feedback, pois as criticas ajudam-nos a evoluir. O meu ponto mais fraco, ainda a trabalhar, talvez seja a velocidade. Mas também sou grande e forte fisicamente», junta Machado, o jogador de chuteiras rosas, certo do desfecho em maio próximo: «Uma boa temporada para mim seria o Casa Pia conseguir a manutenção na Liga Pro. E não tenho qualquer dúvida que tal irá acontecer. Temos uma boa equipa, trabalhamos bem, o grupo é unido. Vai ser merecido!»

Convocatória:

Convocatória: Rafael (1), Van der Laan (99), Pedro Machado (4), Lucas (26), Carlitos (23), Caio (36), Joel (20), Rosa (21), Jorge Ribeiro (16), Jean (15),  João Coito (6), Sávio (50) , Sountoura (12), Mateus (10), Kikas (8), Kenidy (14), Tharcysio (9) e Rodrigo Dantas (18)

Lesionados: Filipe Mendes (77) e Martim (66)

«Respeitar o Cova e, acima de tudo, respeitarmo-nos a nós próprios»

Chegados à 6.ª jornada, o Casa Pia visita o Cova da Piedade à procura da primeira vitória na Liga Pro. A equipa tem construído jogo mas não tem conseguido traduzir em pontos o futebol já trabalhado.
«Tem faltado o resultado, sim. Este jogo com o Cova da Piedade vai ser difícil como todos os outros. O adversário tem dois jogos em casa e duas vitórias, é forte a jogar no seu reduto mas vamos apresentar-nos fortes dentro do que são as nossas possibilidades e limitações. A garantia que deixo é que vamos fazer o possível para conquistarmos os três pontos», principia Luís Loureiro que vê no coletivo do adversário o seu ponto mais forte.
«Edinho? Acima de tudo- e não só o Cova da Piedade mas todas estas equipas-, valem-se pelo seu todo. O Cova não é exceção. Realmente tem dois ou três jogadores que podem fazer a diferença pela sua qualidade individual mas é no seu coletivo que está a força. Temos, pois, de respeitar o Cova, obviamente, mas acima de tudo respeitarmo-nos a nós próprios e fazermos o melhor possível para vencermos», acentua o treinador, ex colega de Jorge Casquilha, treinador do Cova da Piedade, quando ambos defendiam o Gil Vicente. «Partilhamos o balneário, quando jogadores, durante três anos. É técnico que já tem muitos anos de Liga Pro e tem conhecimento da realidade desta competição. Acima de tudo o foco tem de estar em nós e deixarmos tudo o que temos dentro de campo», volta a frisar Loureiro, sem olhar para as estatísticas à 6. jornada: «Olhar já para números é precoce. O ano passado houve equipa que terminou em último lugar na primeira volta e acabou o campeonato em lugar tranquilo do meio da tabela. Obviamente que sofrer golos pode retirar confiança à equipa, o que é natural, mas não passam de números.»

Convocatória: Rafael (1), Rodolfo (30), Pedro Machado (4), Abel (5), Lucas (26), Simão (3), Carlitos (23), Joel (20), Rosa (21), Jorge Ribeiro (16), Jean (15),  João Coito (6), Sávio (50) , Sountoura (12), Mateus (10), Kikas (8), Jeka (7), Roncatto (11) e Tharcysio (9).
Lesionados: Filipe Mendes (77) e Martim (66)

«Pontuação não espelha produção das equipas»

Luís Loureiro e Carlos Simões: treinadores afinam estratégia

A Oliveirense é o adversário que se segue ao casa Pia AC, equipa que também se situa na cauda da tabela com apenas um ponto, resultante de um empate. A paragem no campeonato permitiu afinar algumas situações, agora que se depara jogo de extrema importância.
«Acima de tudo a paragem deu-nos tempo para trabalharmos algumas situações que não estavam a funcionar da melhor forma. E segue-se, sim, jogo muito importante pela frente. É inédito? Nunca se defrontaram? Vão haver mais jogos assim. O Casa Pia não tem histórico de Liga Pro. Tanto nós como a Oliveirense temos um ponto apenas e considero que, em ambos os casos, a pontuação não espelha a produção das equipas em campo. A Oliveirense é uma boa equipa, bem trabalhada, que não sofre muitos golos mas nós estamos preparados, apesar de sabermos que as dificuldades vão ser muitas», projeta Luís Loureiro, fazendo o Raio-X do adversário, ainda que mais preocupado em olhar para o seu conjunto.
«A Oliveirense tem boa organização coletiva, tem, também, dois ou três jogadores com qualidade acima da média mas, mais importante que a Oliveirense, vai ser o nosso comportamento em campo. Aquilo que nós iremos fazer. Temos estratégia delineada, uma ideia de jogo e vamos tentar pô-la em campo. Em termos emocionais, e apesar do Casa Pia ter apenas um ponto, sinto os jogadores com confiança e com crença de podermos inverter este ciclo menos positivo, apesar de virmos de um empate frente ao FC Porto B, que não considero um mau resultado», lembra o treinador, elogiado esta semana por David Rosa, lateral que o apelidou de «bom gestor de jogadores mas também de homens».
«Esse aspeto é importantíssimo. Para mais quando a equipa não está a traduzir a sua capacidade em termos pontuais, que é o nosso caso. Além de trabalharmos em termos técnicos e táticos há que libertar alguma ansiedade e pressão extra e dar-lhes o conforto emocional necessário para que todo o jogador faça o seu trabalho em campo», acrescenta.
No que à equipa respeita, o médio Martim Maia, lesionado (lesão interna do joelho) , está indisponível, mas há que contornar a adversidade: «A nossa condição física? Como é sabido, o Casa Pia não teve grande período de descanso. Temos vindo a gerir a situação em termos físicos mas, ao final de quatro jogos, já nos começamos a aproximar dos índices que podem ser os ideais. A equipa não estará no seu melhor, derivado a muitas circunstâncias, mas está em condições de fazer um bom jogo e conquistar os três pontos.»

Convocatória: Rafael (1), Rodolfo (30), Pedro Machado (4), Abel (5), Carlitos (13), Lucas (26), Simão (3), Joel (20), Rosa (21), Jean (15),  João Coito (6), Sávio (50), Sauntoura (12), Mateus (10), Kikas (8), Roncatto (11), Kenidy (14) e Tharcysio (9). Lesionados: Filipe Mendes (77) e Martim (66)  

Dramé junta-se à equipa

Dramé quer mostrar em campo do que é capaz. E ajudar o casa Pia AC a somar pontos e golos

Ousmane Dramé.
O nome do avançado é já bem conhecido do futebol português.
O atacante, de 27 anos e dupla nacionalidade (francesa e maliana), esteve na última época ao serviço da Belenenses SAD mas já antes passara por Sporting e Moreirense.
Em França, e sem clube, Dramé, avançado que joga nas várias posições dianteiras, 1,74 m e 67 kg, aposta agora no Casa Pia para voltar a exibir o seu futebol.
«Não quero falar muito. Há projetos que têm tudo para dar certo e depois não dão. Há outros que se revelam boas surpresas.  Só sei que quero voltar a fazer o que mais gosto que é jogar futebol e marcar golos. Todos os jogadores esperam o melhor. Os avançados procuram, naturalmente, marcar e assim concluir da melhor maneira o trabalho da equipa», assenta Dramé, agora com barba mas fisicamente em boa forma.
«Estava sem clube mas não estive parado. Cuidei de mim, da minha condição física, apliquei-me no ginásio, nas corridas. Sinto-me bem», assegura Dramé – nome que constará da camisola- , num português fluído,  afirmando ter continuado a seguir o futebol português nos últimos tempos em que esteve afastado.
«Do Casa Pia? Sei que é um ano de altas expetativas para o clube. Que a equipa subiu à Liga Pro e que quer manter-se na competição. Vou fazer de tudo para que corra bem para mim e para a equipa. Mas, como já disse, não quero falar muito. Quero começar a trabalhar, a melhorar os meus índices e recuperar o ritmo de jogo ideal», desfere apenas Dramé, novo camisola 17    do Casa Pia, emblema que quer honrar e usar para relançar carreira.

«Sem mais pressão que a normal!»

Luís Loureiro sabe que, mais cedo ou mais tarde,
os resultados farão jus ao trabalho da equipa

«Mensagem? Acima de tudo o que quis passar à equipa esta semana foi libertação. Liberta-los de mais pressão daquela que é natural que exista. Os resultados não têm sido positivos e colocar-lhes pressão acrescida poderia ser mais prejudicial que benéfico. Quis liberta-los dessa pressão, logicamente, sem esquecermos a responsabilidade máxima em cada jogo que discutimos.»
As palavras são de um Luís Loureiro determinado, conhecedor do grupo com quem trabalha. A equipa ainda não pontuou na Liga Pro mas os resultados farão jus ao empenho e trabalho do grupo, vaticina.
«Quando uma equipa não ganha, e vem de três resultados negativos, cria-se sempre alguma ansiedade, alguma desconfiança. O nosso trabalho tem sido feito nessa direção: de ‘limparmos’ a questão emocional. A trabalhar como nós trabalhamos, com esta dedicação e compromisso, os resultados irão aparecer. Mais cedo ou mais tarde. Tenho a certeza», avança o treinador que amanhã protagoniza com o seu Casa Pia mais um encontro inédito.
«FC Porto B e Casa Pia AC nunca se defrontaram … O nome não pesa mais por ser uma equipa B do FC Porto. É verdade que tem jovens de muita qualidade, ainda para mais moralizados com o último resultado. Será sempre jogo muito difícil. Jogadores da A? Desde a altura em que estamos na Liga Pro que sabemos ter de defrontar este tipo de adversários. Nós, como equipa, temos encarado todos os jogos com muita motivação e responsabilidade e este é mais um. Independentemente dos jogadores que possam estar do outro lado do campo. Temos consciência que são jogadores com qualidade, por isso estão no FC Porto, apesar de estarem na formação B», comenta o técnico, acrescentando: «Nunca é fácil montar uma estratégia para qualquer adversário da Liga Pro. Ainda para mais frente a jogadores destas formações, moralizados com o último resultado. Antevejo jogo muito difícil mas tenho consciência que a minha equipa está preparada para dar uma boa resposta», volta a desferir Luís Loureiro, que também não se recorda de alguma vez ter defrontado Rui Barros, treinador da formação B do FC Porto: «Ele é um pouco mais velho que eu. Nem sei se alguma vez nos defrontamos, penso que não. Mas, obviamente, é um conhecedor e uma figura do futebol português.»

Convocatória: Rafael (1), Rodolfo (30), Carlitos (13), Pedro Machado (4), Lucas (26), Simão (3), Joel (20), Rosa (21) , Jean (15),  João Coito (6), Sávio (50), Dantas (18), Sauntoura (12), Mateus (10), Kikas (8), Roncatto (11), Kenidy (14) e Tharcysio (9).
Lesionados: Filipe Mendes (77) e Abel (5)

Van-der-Laan para a baliza

Van der Laan confiante numa boa temporada

A história é deliciosa. Van-der-Laan chama-se, efetivamente, Rafael.
Mas no futebol e até na camisola estará o nome Van-der-Laan. Aliás, no trato, mesmo no balneário, não quer ser Rafael mas sim Van-der Laan.
«É uma história de família que gostamos de perpetuar. Tenho ascendência holandesa. Conta-se que o meu tetravô, Laan, belga, em tempos de guerra, apaixonou-se por uma holandesa, Van, bem perto da fronteira. Daí a junção Van-der-Laan que gostamos de homenagear», explica o guarda-redes, de 20 anos, 1,94 m e 82 kg, que exibirá o número 99.
«Porque o Casa Pia tem 99 anos e porque nasci em 99», dispara, senhor de enorme maturidade que, garante, é extensível à baliza.
«Se também fui para guarda-redes por acaso? Foi! Mesmo. Estava no Trajouce, só havia um guarda-redes que se lesionou num jogo frente ao Oeiras. Eu era central e disseram-me: vai tu para a baliza que és grande. E assim fiquei. Depois fiz toda a formação no Sporting, até aos sub-19. Na última época estive no Estoril, nos sub-23, e agora acredito no sucesso deste projeto», acrescenta, apresentando-se como líder nato.
«O futebol tem-me ensinado a ser assim. Gosto muito de falar com a equipa em campo. Sei que este vai ser um ano de aprendizagem mas quero fazer o máximo de jogos possíveis. Sei que cá estão três bons guarda-redes, mais velhos e experientes, mas acredito poder contribuir com a minha agressividade», acentua Van-der-Laan, desejoso de mostrar do que é capaz, guarda-redes que sempre teve por referência Van der Sar: «Via vezes sem conta os seus jogos no United…»

«Plena confiança num bom resultado»

Luís Loureiro, 42 anos, procura os primeiros pontos na Liga Pro

Luís Loureiro não quer falar do que passou. Nem do melhor, nem do menos bom. A equipa procura os primeiros pontos na Liga Pro e é aí que assenta o seu discurso.
Segue-se a receção ao Estoril Praia, equipa nas mesmas condições que o Casa Pia AC e que a Mafra chegará, também, com enorme vontade de desfeitear os gansos. «Os resultados que ficaram para trás já não se podem alterar. Olhemos em frente. Foi uma semana boa. A resposta dos jogadores foi a que estava à espera. Demonstraram ambição muito grande. Claro que quando se ganha é sempre melhor mas o que fizemos durante estes dias dá-me plena confiança num bom resultado», desfere o treinador que se vê privado de Filipe Mendes e Abel Pereira.
«As lesões fazem parte do futebol. As equipas técnicas têm de saber lidar com essas situações e arranjarem soluções. Sávio e Lucas na convocatória? Estamos a trabalhar há mês e meio, os jogadores têm chegado a conta gotas e lógico que os índices físicos não são iguais para todos. Não só os índices físicos como a maturação dos processos coletivos», comenta Loureiro, sem olhar aos jogadores adversários que mais podem desiquilibrar.
«Não olho para as individualidades. O Estoril é uma equipa com carisma na Liga Pro, com outras ambições que nós não temos, pelo historial do clube num passado recente. A verdade é que também tem zero pontos e vai querer fazer um bom jogo. Será jogo difícil que valerá pelo coletivo. Estamos focados no que faremos em campo para ultrapassar a equipa do Estoril que é uma equipa muito forte», elogia.
A verdade é que, apesar de ainda procurar os primeiros pontos na competição, Luís Loureiro continua a sentir o carinho de quem lhe é próximo e dos muitos que desejam o melhor ao clube e à equipa:
«Toda a gente nutre grande simpatia pelo Casa Pia. Muita gente, mesmo não sendo do Casa Pia, torce pelo Casa Pia, pela dedicação e determinação do que foi feito para chegar aqui. E isso ajuda-nos ao que faremos em diante.»

Convocatória: Rafael (1), Rodolfo (30), Carlitos (13), Pedro Machado (4), Lucas (26), Simão (3), Lucas (26), Joel (20), Rosa (21), Jorge Ribeiro (16), Jean (15),  João Coito (6), Sávio (50), Sauntoura (12), Mateus (10), Martim (66), Kikas (8), Roncatto (11), Kenidy (14) e Tharcysio (9).
Lesionados: Filipe Mendes (77) e Abel (5)

«Concentração vai ser fundamental!»

Luís Loureiro estreia-se na Liga Pro na condição de visitado recebendo o Penafiel

Jornada 2 da Liga Pro.
O Casa Pia AC recebe, em Mafra (17/08/19 – 18.15 horas), o Penafiel, depois da derrota inaugural, em casa do Farense, jogo de estreia nos campeonatos profissionais.
«O que aprendemos com esse resultado? Que não entramos como queríamos, que era, fundamentalmente, a não perder. Vínhamos de uma boa dinâmica de vitórias, com dois jogos oficiais e consequente passagem à fase de grupos da Taça da Liga.. Este primeiro jogo não nos correu bem mas temos de reagir, tendo já pela frente adversário muito difícil  que montou equipa forte para atacar os lugares cimeiros da prova. Antevejo jogo de enorme dificuldade», principia Luís Loureiro que, logo após o apito final em Faro, assumiu que a equipa não tinha sabido gerir o resultado (marcou primeiro, de grande penalidade).
«Isso é trabalho que se faz dentro e fora de campo. É questão que faz parte do crescimento da equipa. Conforme tenho dito, a exigência é outra, os jogadores também são outros e os erros, muitas vezes, pagam-se caro. As situações foram analisadas, corrigidas, conversamos  e, obviamente, são situações que servem de aprendizagem e que nos adaptam mais rapidamente à nova realidade», comenta o treinador, otimizando o lado mais empírico dos resultados menos conseguidos.
Segue-se, pois, o Penafiel, equipa bem rotinada da competição.
«É um dos grandes trunfos do visitante. Deve ser das equipas mais antigas deste campeonato. A maturidade competitiva desta equipa é, com certeza, maior que a nossa. Consegue gerir melhor as questões emocionais da Liga Pro mas não há muito tempo para nos adaptarmos. Foquemo-nos no essencial: nós queremos vencer, recebemos equipa que também tem por objetivo ganhar e, por certo, vai ser jogo equilibrado em que a concentração vai ser fundamental», adverte Loureiro, 42 anos.
«Se a batalha vai ser mais estratégica ou física? Hoje em dia todos temos acesso à forma como uns e outros jogam. As equipas, naturalmente, são estudadas pelos treinadores que elaboram as suas estratégias. Nos temos a nossa, vamos tentar impo-la e tentar que dê certo sem nos esquecermos que do outro lado está uma equipa fortíssima», elogia, sem ver no fator ‘casa emprestada’ motivo para desculpas.
«Já sabíamos que nos sentiríamos sempre em casa alheia. Isso não nos pode servir de desculpa. Desde o primeiro jogo que o digo. Obviamente preferíamos jogar em nossa casa, como é natural, perante os nossos adeptos, mas isso não pode servir de desculpa. Já fizemos dois jogos nesta casa emprestada que até não nos tem trazido más memorias. Muito pelo contrário, foram jogos com sucesso», lembra Luís Loureiro que se estreia, ‘em casa’ como treinador nos campeonatos profissionais.

Convocatória: Rafael (1), Rodolfo (30), Abel (5), Carlitos (13), Pedro Machado (4), Lucas (26), Simão (3), Joel (20), Rosa (21), Jorge Ribeiro (16), Jean (15),  João Coito (6), Jeka (7), Dantas (18), Sauntoura (12), Mateus (10), Roncatto (11), Kenidy (14) e Tharcysio (9)
Lesionados: Filipe Mendes (77) – lesão abdominal

«Último resultado foi …uma aprendizagem»

João Coito continua a capitanear o Casa Pia AC

João Coito cumpre a 10.ª temporada ao serviço do casa Pia AC.
O médio, de 29 anos, continua a ser o capitão de equipa de Luís Loureiro (secundado por Abel Pereira, Carlitos e Mateus), braçadeira que enverga com orgulho. «Sempre! Na Liga Pro? Continua a ter de ser com a máxima responsabilidade. O que senti na estreia da nova competição? Uns minutos antes pensei no tempo e na luta até chegar ali mas depois, assim que o árbitro apitou, a concentração no jogo sobrepôs-se», assegura o médio, ciente de que a nova prova trouxe mais mediatismo e também inevitáveis mudanças no grupo.
«Estamos todos a adaptar-nos a nova realidade. Houve alterações estruturais, também na equipa. Chegaram jogadores novos, que vieram para ajudar, e estamos na fase inicial de época», comenta João, que também viu chegar a Pina Manique novos elementos para o meio-campo.
«O que só reforça o grupo. São todos bem-vindos. Tanto eu, como todos, vamos ter de trabalhar bem. A ideia é termos qualidade e darmos o nosso melhor como equipa», assenta o jogador que personifica o modelo a seguir para a formação do clube. «É normal que me vejam assim já que sou o elemento mais antigo do clube na equipa. Por ser trabalhador, estudioso, inteligente e dedicado? Se me definem assim, fico muito feliz e orgulhoso, naturalmente», ri-se o camisola 6, garantindo que ser modelo dos mais jovens (conforme expresso em anterior reportagem com o futebol de formação) é motivação extra para si.
A verdade é que a segunda jornada da Liga Pro é já sábado, a primeira em casa (ainda que em Mafra) e há desafio a ultrapassar com a receção ao Penafiel.
Sendo João Coito fisioterapeuta – após dois jogos bem sucedidos de Taça da Liga- como definir a derrota inicial no campeonato? Uma contractura, um estiramento, uma mialgia?
«Apenas uma aprendizagem. É algo que sabíamos que podia acontecer… Vínhamos de fase muito boa de vitórias, que deu seguimento às da última época, e, claro, que doeu um bocadinho. Mas o grupo é forte e temos já novo compromisso a honrar e superar. Vai ser jogo equilibrado, perante equipa já bem rotinada na Liga Pro e em que temos de estar bem concentrados e articulados. Nunca marcamos ao Penafiel em quatro jogos já realizados entre as equipas? Vai ter de ser desta!»

Sávio reforça meio campo

Sávio, 23 anos, quer «pensar grande» ao serviço do Casa Pia AC

Sávio. Eis o novo médio que chega à equipa de Luís Loureiro após rescindir com o V. Setúbal. O brasileiro, de 23 anos, 1.89 m e 84 kg, será o camisola 50 a defender as cores do Casa Pia AC.
«Já estou superbem adaptado ao futebol português. Sei que este emblema é um projeto muito bom no qual vou querer participar a ajudar. No ano passado fiz 28 jogos nos sub-23 do V. Setúbal, mais 5 na equipa principal, marquei seis golos mas quero muitos mais aqui», afiança o médio que tanto pode jogar a 6 como a 8 (ainda que prefira a 6), desconfortável ao ter de falar de si próprio. Prefere que o avaliem em campo.
«Bato bem a bola, sou esforçado», diz, entre dentes, com aparência sisuda. Ele sabe que aparenta ser bem mais velho do que é na realidade. Não é defeito, é feitio mas, depois de dar-se a conhecer, conquista balneários. Até já lhe chamaram paizinho, de tanto que sabe ouvir.
«Lê bem o jogo, é muito inteligente em campo e outra grande característica é que Sávio é supercalmo. Mantém sempre a serenidade mesmo no calor do jogo e perante situações de pressão», dizem-nos.
Sávio lá sorri, explicando as tatuagens que lhe decoram o corpo.
«Nome da filha, hora de nascimento da filha, data de nascimento do filho, tudo questões de família», partilha, negando ter qualquer tatuagem alusiva ao futebol. Quanto a objetivos?
«Ajudar a equipa a pensar grande. Para quê pensar pequeno?», questiona Sávio, certo de encetar capítulo de sucesso na equipa de Luís Loureiro.



«Plenamente confiante na prestação da minha equipa»

Pedro Gandaio, Carlos Simões e Luís Loureiro: chegou a hora de estrear o Casa Pia AC
na Liga Pro

Chegou a hora.
O Casa Pia AC estreia-se, historicamente, na Liga Pro, às 18 horas (10/08/19), no Estádio de São Luís, casa do SC Farense.
«Estamos prontos? Claro que sim. O primeiro jogo de campeonato é sempre encarado com alguma ansiedade, ainda que já tenhamos realizado dois jogos oficiais [Taça da Liga]. Mas chegou a hora de iniciarmos a nossa principal competição. Vai ser campeonato muito duro, muito competitivo e, logicamente, existe sempre alguma ansiedade para que a bola comece a rolar. Mas estamos preparados e conscientes das dificuldades que vamos encontrar durante a época. Começamos logo frente a adversário como o Farense, na minha opinião, um dos candidatos daquele rol de equipas com plantel para andar nos lugares cimeiros. Equipa que, se foi buscar o segundo melhor marcador da Liga Pro do ano passado, Fabrício, é porque tem capacidade para lutar com ambição de subida. Um jogador feito, que decide jogos», elogia o treinador Luís Loureiro, em tom de alerta.
No banco adversário estará Sérgio Vieira, novo técnico da equipa algarvia.
«Quando chega novo treinador, chegam novas ideias. Sabemos que essas ideias não se assimilam num mês e, com certeza, que também estará à procura de aprimorar processos. Como digo, vai ser jogo complicado para nós mas estou, plenamente confiante na prestação da minha equipa. Jogar fora na estreia? É irrelevante. Olhando para este campeonato e para as equipas que o compõem, todas elas, no plano teórico, são muito competitivas a jogar em casa e fora. Jogar em casa não é garantia alguma. A prova é muito equilibrada», assenta o técnico, de 42 anos.
«Temos uma ideia de jogo que vem de algum tempo. Está assimilada. Obviamente que os jogadores que chegaram, e que ainda só têm três semanas de trabalho, outros nem tanto, carecem de mais algumas afinações. Mas estamos preparados para adaptar-nos às circunstâncias do jogo. Temos uma ideia de jogo mas também variantes para dar resposta ao que o jogo pede», junta, sublinhando o carácter dos homens com quem trabalha.
«Conheço bem os meus jogadores. Obviamente, e é bom que assim seja, neste jogo e em todos, é normal que sintam aquele friozinho na barriga. É o primeiro jogo de campeonato. Há sempre algum nervoso inicial mas são jogadores com carácter muito grande e com responsabilidade enorme de representar este clube e fazer época condizente com o que nos propomos», destaca.
Antigo internacional, Luís Loureiro estreia-se também como técnico nos campeonatos profissionais: «É prova com outra visibilidade e dimensão. Se estou preparado? Estou. No futebol acontece tudo muito rápido. Se já devia ter acontecido mais cedo? Não é algo que me preocupe. Quero desfrutar com muita responsabilidade e ambição desta participação na segunda liga e fazer um bom campeonato. Fazendo um bom campeonato, todos nós, equipa técnica e jogadores, estaremos mais perto do sucesso e das ambições naturais de cada um.»

Convocatória: Rafael (1), Filipe (77), Abel Pereira (5), Carlitos (13), Pedro Machado (4), Bruno Simão (3), Caio (36), Joel (20), David Rosa (21), Jorge Ribeiro (16), Jean Victor (15), João Coito (6), Rodrigo Dantas (18), Kikas (8), Martim (66), Mateus (10), Sountoura (12), Roncatto (11), Kenidy (14), Tharcysio (9)

Jeka é o novo camisola 7

Jeka, 21 anos, chega cedido pelo Boavista até final da presente temporada

Jeka, avançado de 21 anos, chega ao Casa Pia AC por empréstimo do Boavista. Em Portugal há quatro anos, percebe bem o português mas ainda se expressa com dificuldade. Mas só até ter a bola nos pés.
«Daqui conheço o Bruno Simão, joguei com ele no Fátima, e o Rodrigo Dantas. O treinador conheci-o agora e fiquei com muito boa impressão. Deu-me as boas-vindas», conta o ucraniano que continua firme na ideia de afirmar-se em Portugal. «O campeonato ucraniano ainda é muito inferior. Aqui vou jogar na Liga 2 e sei que vai ser complicado. É uma prova muito dura mas estou preparado», assegura o avançado que, apesar do pé esquerdo, diz fazer na frente as três posições de ataque.
Na camisola Jeka terá o número 7.
«Gosto do 7. Diz-se que é o número mágico. E é o número de Cristiano Ronaldo», junta, já com um sorriso à mistura no meio de muita timidez. «Golos? Tantos quantos possíveis. Nunca são demais», dispara.
«Não tenho nenhuma forma especial de comemorar mas, por vezes, coloco o indicador junto aos lábios, como que a mandar silenciar», conta Jeka, explicando que, na Ucrânia, todos os Yevhenii ganham o diminutivo de Jeka.
«Quando cheguei a Portugal percebi que era muito difícil para os portugueses e brasileiros dizerem o meu nome», justifica.
Que características podem diferencia-lo dos restantes atacantes na equipa de Luís Loureiro?
«A minha velocidade, sou bom no sprint. Sei ler o jogo e antecipar-me», acrescenta o avançado de 1,85 m e 77 kg, ainda que muito parco em palavras:
«Só quero afirmar-me, ajudar a equipa, desenvolver o meu futebol e marcar golos!»

Lucas: «Vim para ajudar o clube a fazer história!»

Lucas está desejoso de calçar as chuteiras

Lucas Cunha, central de 25 anos, é o novo elemento da defesa do Casa Pia AC. O brasileiro, 1,90m, 86 kg, esteve no Paços Ferreira, emblema onde não jogou muito. Daí apostar alto na vinda para Pina Manique.
«Procuro regularidade. Quero fazer o máximo de jogos e minutos possíveis, mostrar o meu futebol e ajudar a equipa a alcançar os seus objetivos. Sei que o projeto é bom, as expetativas estão altas, pelo que já estou em sintonia com o emblema», diz o novo camisola 26.
«Sou supersticioso e este é um número de sorte», justifica quem reconhece que a sorte também se procura.
 «Sou daqueles centrais que gosta de ajudar na frente e marcar. Tenho boa impulsão e costumo fazer golos de cabeça. Mas a minha missão é defender. É ajudar a não sofrer. E nunca esqueço isso», acrescenta Lucas, braço esquerdo tatuado com os nomes de familiares.
«Vim para ajudar o clube a fazer história», dispara Lucas, ansioso de conhecer a nova equipa: «Amanhã vou ver o jogo com o Boavista e vou estar na ‘torcida’. Quem sabe passamos a eliminatória e depois já posso ajudar? Vai ser espetáculo!»
Quanto à Liga 2, Lucas sabe que o percurso não será fácil.
«Sei que é campeonato muito forte, muito competitivo mas aguento o ‘tranco’. Todos vamos fazer o nosso melhor. O que é bom para um, é bom para todos. Esta vai ser grande oportunidade para mim e vou querer aproveita-la bem», garante o admirador de Sérgio Ramos: «É o central mais completo que conheço. A nível técnico, na visão de jogo, a defender, a atacar, é o melhor. »
Já houve jogo em que Lucas tivesse sido, também, completo?
«Uma vez frente ao Vizela. Ganhamos 1-0, fiz o golo, saltei muito alto, cabeceei, fui destaque da jornada, o melhor campo. É o quero fazer aqui no Casa Pia. Se em todos os meus jogos conseguir estar a 70 por cento do que estive nesse jogo, vou ajudar muito!»

«Adversário de I Liga não nos desresponsabiliza em nada!»

Treinador Luís Loureiro está ciente do grau de dificuldade do jogo,
mas garante que a equipa está a postos

O Casa Pia AC recebe amanhã (3/08/19), às 16 horas, o Boavista, jogo a contar para a 2.ª fase da Taça da Liga. Desafio que, só por si, mexe com os jogadores.
«O moral está bem. Há mês e meio a maior parte destes atletas estava a discutir o Campeonato de Portugal. Passado mês e meio estão a disputar jogo com equipa de I Liga, neste caso o Boavista, que é um histórico do futebol português. Só por si, a situação mexe com todos e a motivação aumenta bastante. Depois de passarmos a primeira eliminatória estamos, naturalmente, confiantes. Recebemos adversário que, normalmente, faz sempre bons campeonatos. Equipa que, este ano, na minha opinião, está ainda mais forte. Mas é jogo que vamos querer discutir», avança o treinador Luís Loureiro, garantindo que, eventual passagem à fase de grupos (em caso de vitória) e todas as benesses que daí adviriam, são factos que não preocupam a equipa.
«Pensamos no plano desportivo apenas», afiança o técnico, analisando os axadrezados.
«São adversário com excelentes executantes, orientados por um treinador experiente, equipa que desfruta do conforto emocional de serem de I Divisão a jogar contra equipa de Liga 2. É um conforto diferente- dentro de campo a confiança pode ser outra. Estamos à espera de um Boavista mais forte que no ano passado», reforça Luís Loureiro que, enquanto jogador, chegou a ser treinado por Lito Vidigal no Portimonense.
«As equipas de Lito são sempre muito agressivas, com forte entrega ao jogo. Depois têm jogadores que fazem a diferença, de qualidade acima da média e valem-se por isso», comenta.
Certo é que o Boavista faz-se sempre acompanhar de uma aguerrida massa adepta, que marcará forte presença no Desportivo de Mafra.
«Sabemos que estamos a jogar em casa emprestada e isso não facilita a deslocação dos nossos adeptos. Aquilo que peço é para que também os nossos apoiantes compareçam pois são enorme ajuda», pede Luís Loureiro, sem querer abrir o jogo:
«Os nosso trunfos? Não vou dizer. Mas, desde já, a nossa ambição e um enorme sentido de responsabilidade. Independentemente de discutirmos jogo com equipa de I Liga, isso não nos vai desresponsabilizar em nada. De maneira alguma! E aquilo que possamos explorar da equipa adversária vai ser guardado e passado aos jogadores no dia de jogo.»

Sountoura – Casa Pia AC é desafio!

Ousmane Sountoura, 25 anos, é o mais recente médio ofensivo do Casa Pia AC

Ousmane Sountoura é o novo camisola 12 do Casa Pia AC.
Médio ofensivo, 25 anos, natural do Mali, é introvertido, de poucas falas. Sem dominar o português, e entre o inglês e o francês, o jogador deixa, no entanto, a garantia. «Sou tímido cá fora mas a jogar sou forte e destemido», assegura o jovem, de 1,90 m e 82 kg. Na camisola quer apenas o nome Sountoura.
Vir para o Casa Pia é a oportunidade a bater-lhe à porta.
«Já joguei em Marrocos, depois estive na Grécia, cheguei, na última época, a estar no Santa Clara mas apenas fiz a pré-época. Aqui quero evoluir, aprender e afirmar-me. Gosto muito de desafios e sei que este vai ser um grande desafio para mim e para a equipa que se estreia na Liga 2», lembra Sountoura, assumindo ser bom tecnicamente, forte no um para um; médio ofensivo ávido de golos.
«Como festejo? Apontando para o céu e para Deus ou encostando a testa à relva. Sou muçulmano», justifica quem, garante, vai adaptar-se bem, ainda que possa sentir saudades de Bamako.
«É a minha terra. Tenho mais dois irmãos e duas irmãs, eu sou o mais novo e o único que joga futebol. Onde vivo há montanhas e eu, todos os dias de manhã, subia a montanha e corria pelos trilhos para manter a forma e o ritmo até vir para aqui, treinando-me depois com uma equipa lá. A minha mãe, Djeneba, já está habituda à minha ausência mas abençoou-me e disse-me – acredita em ti, tu és capaz e sei que vais ser bem sucedido», partilha Sountoura, ansioso por começar a treinar-se com a nova equipa: «Quem admiro no futebol? Paul Pogba. Adoro o seu estilo de jogar, a sua maneira de estar em campo, de ler o jogo, de brincar com a bola…»

«Um bom resultado pode ser muito importante para o que vem pela frente!»

Luís Loureiro estreia-se na Liga Pro

Luís Loureiro, 42 anos, é treinador jovem e ambicioso que esta temporada também se estreia na Liga Pro. Pouco tempo teve de descanso já que o arranque da nova época é já amanhã, frente ao Vilafranquense, jogo da 1.ª fase da Taça da Liga.

«Estes dias de trabalho têm sido positivos. Tentamos ficar com o núcleo duro dos jogadores, também entraram alguns elementos novos que estão em processo de adaptação mas a resposta por parte dos que chegaram tem sido positiva. Não houve muito tempo para preparar este jogo, pouco mais de 15 dias, mas vamos encara-lo da mesma forma que os outros. Vamos tentar vencê-lo, sabendo que, do outro lado, está uma equipa difícil com as suas ambições, também.»

Quis o sorteio que o Vilafranquense voltasse a ser o primeiro adversário, equipa frente à qual o Casa Pia AC conquistou o título de campeão do Campeonato de Portugal.
«O Vilafranquense fez muitas alterações na equipa. O conhecimento que tínhamos da equipa não contará muito ao nível individual. Aquilo que vão ser as dinâmicas coletivas- acredito que não se alterem muito. O que vai mudar, sim, são as características dos jogadores que chegaram de novo, que também estão a assimilar novos processos e, tenho a certeza que, pelos nomes, e no plano teórico, vai ser equipa ainda mais forte do que era no ano passado.»

A ascensão à Liga Pro foi deveras festejada pelos principais protagonistas, os jogadores, que, contudo, estão focados neste primeiro obstáculo da Allianz Cup. «Sim, plenamente focados. Muitos deles conhecem bem os princípios e o que pretendo para a equipa. Este jogo está a ser encarado com a máxima seriedade e força, dentro do que são as nossas possibilidades do momento.»

Com o pontapé de saída na nova e histórica época pela mão da Taça da Liga – poderá ser este bom ensaio para o arranque da nova competição?
«Para ser sincero, queria jogar, agora, no primeiro jogo de Taça, com todas as equipas menos com o Vilafranquense. A par da nossa equipa, foi o grupo que também discutiu o Campeonato de Portugal e, quer queiramos quer não, a exigência da Liga Pro é um bocadinho diferente. É equipa que também estava na última época no campeonato de Portugal e também não tem o conhecimento, tal como nós não temos, do que poderemos encontrar numa segunda liga. Mas, tendo em conta o sorteio – que mais uma vez nos reservou o Vilafranquense por adversário –, volto a dizer, equipa que teoricamente estará mais forte que na última época, vai ser jogo bastante competitivo. Um bom resultado neste jogo, pode ser muito importante para o que vem pela frente.»

Sem querer desviar a atenção do compromisso de amanhã, Luís Loureiro, sabe já, contudo, a identidade que gostaria que todos reconhecessem à sua equipa: «Organização! Equipa organizada, com compromisso muito grande daquilo que são as tarefas que têm de fazer e, acima de tudo, com a responsabilidade imensa de representar este clube histórico. »

Martim cedido pelo Rio Ave

«Liga 2 será boa montra»

Martim quer evidenciar-se na Liga 2

Martim Maia, 21 anos, 1,75m e 72 kg, é novidade no plantel do Casa Pia, médio defensivo que chega por empréstimo do Rio Ave. O jovem, que há oito temporadas está ligado ao emblema de Vila do Conde, acredita que a vinda para Pina Manique pode ajuda-lo a evidenciar-se num campeonato que vai exigir o melhor do seu futebol. «Fiquei agradado com a vinda para aqui. Não é todos os dias que se pode ingressar num clube da Liga Pro. Vai ser um bom desafio para que consiga evoluir. O campeonato, difícil e combativo, será muito boa montra», opina Martim, concordando que o campeonato de sub-23, onde jogou na última temporada, já o fez crescer.
No Casa Pia, será o camisola 66. «Gosto muito do número 6. Sempre me acompanhou. Mas aqui já estava ocupado. Escolhi então o 66», justifica quem na formação chegou a ter a alcunha de ‘Tanque’. «Porque, de vez em quando, dava umas porradas. Mas agora já não. Sou muito tranquilo. Na última época só vi quatro amarelos», salienta o médio que, preferencialmente, joga a 8. «Sou bom tecnicamente, transporto bem a bola, sou inteligente a ler o jogo e gosto muito de fazer assistências. Daí preferir ser 8 e não 6», explica Martim, já com ótima impressão do balneário. «Vai ser muito fácil adaptar-me. Conhecia já o Pedro Machado de ter jogado contra ele nos sub-23, quando ele estava no Belenenses SAD, conhecia o Jorge Ribeiro, claro, mais um ou outro. Mas já deu para ver que o grupo tem muito bom espírito. O treinador também foi espetáculo, tranquilo. Espero que seja uma boa temporada para todos, que a equipa consiga ficar num bom lugar no final de maio e que consiga o maior número de pontos possíveis. Eu cá estarei para contribuir. Trabalho sempre no máximo. É o que podem esperar de mim», dispara Martim, natural da Maia, barba e cabelos loiros, com duas tiras rapadas de lado: «É para marcar a diferença. Sim, também quero marca-la dentro de campo…»

Jorge Ribeiro em Pina Manique

Jorge Ribeiro tem ainda muito futebol

Jorge Ribeiro, lateral/médio de 37 anos que na última época esteve no Farense, já hoje se treinou com o grupo de Luís Loureiro. Experiente, conhecedor de vários campeonatos, internacional, o jogador diz-se ainda cheio de força e qualidade para reforçar projeto como o do Casa Pia. «Quando me falaram desta possibilidade, fiquei muito agradado. O treinador já me tinha abordado. É um clube histórico e estou aqui de corpo e alma», desfere, concordando que os seus quase 20 anos de profissional de futebol podem ser grande contributo para a equipa recém-chegada aos campeonatos profissionais.
«Tenho quase 38 anos, é verdade…Mas estou cá como todos, para contribuir para o sucesso do Clube dentro de um grupo que, já percebi, é humilde e trabalhador. E tem aqui bons jogadores… Vamos fazer tudo para ficarmos fortíssimos numa competição que sabemos ser muito complicada e combativa», antevê o jogador cuja polivalência sempre foi cartão de visita.
«Nestes últimos anos tenho jogado a lateral esquerdo e sinto-me confortável nessa posição. Mas tudo vai depender do sistema em que jogarmos», analisa Jorge Ribeiro, a quem um dia, ainda no Benfica, o seu treinador Arnaldo Teixeira – pai de Arnaldo Teixeira, atual adjunto de Rui Vitória-, alcunhou de Schwartz. «Por ser lateral esquerdo e por eu, na altura, também ser assim para o loirinho», justifica Jorge Ribeiro, afagando agora a barba já com alguns cabelos brancos.
No Casa Pia o jogador com vasto currículo no futebol português gostava de continuar com a camisola 16, já que sempre foi o número que o acompanhou nos relvados. Mas isso são pormenores. Jorge Ribeiro sublinha vestir novas cores e por elas fazer o seu melhor.
«Vou dar o litro por este Clube. Sei que tenho a idade que tenho mas serei o primeiro a dizer quando já não me sentir capaz de fazer o que mais gosto que é jogar futebol. Cuido-me muito, sigo alimentação regrada, descanso bem e sinto-me bem fisicamente. Nunca tive lesões graves e, reforço, quando achar que as pernas já não dão, serei o primeiro a querer parar», acentua o polivalente jogador que, logo no início do campeonato, reencontra o Farense, sua antiga equipa da qual saiu em litígio.
«Vai ser jogo especial para mim. Estive lá três anos, fui lá muito feliz, tenho lá muitos amigos que não têm culpa da situação que depois se verificou. Mas vou fazer o que me compete e defender e ajudar a equipa do Casa Pia que é agora a minha nova realidade», dispara Jorge Ribeiro, agradado com a primeira sessão de trabalho no Estádio Pina Manique.

Quero, internacional venezuelano, chega para ajudar

Eduin Quero quer aproveitar a oportunidade de jogar em Portugal e na Europa

Eduin Quero, lateral esquerdo que alinhava no Deportivo Táchira, defesa de 1,72 m e 72 kg, é jogador de sorriso fácil. O venezuelano, que já se treina em Pina Manique, mostra-se encantado por juntar-se ao Casa Pia, clube que quer descobrir e conhecer melhor, casa onde, acima de tudo, quer evidenciar-se. «É a minha primeira vez na Europa que é para onde todos os jogadores querem vir. É um futebol diferente, uma vitrina maior», concorda o lateral esquerdo, internacional que jogou o Mundial sub-20. «Foi uma experiência muito bonita! Inesquecível. Perdemos a final, infelizmente, mas foi grande momento. Claro que chorei, como todos!», conta Quero, com a sua imagem, de costas, evidenciando o 3 da camisola, tatuada no braço esquerdo. «É o meu número na seleção. Tenho também uma tatuagem com o nome do meu pai, José Quero, que já faleceu, também o nome do meu irmão Luís, que também faleceu num acidente de viação. A vida tem percalços e quero triunfar por todos nós», assegura o jovem de 22 anos que tem por referência Daniel Alves. Para Portugal vem sozinho. Talvez mais tarde possa chegar a mãe ou a namorada. Agora quer focar-se na presente temporada, adaptar-se a Portugal e ao seu futebol, observar de perto compatriotas como «Osório e Murillo» e fazer memorizar o nome Eduin Quero.

Caio reforça setor defensivo

Caio Marcelo quer merecer mediatismo

Caio Marcelo, 21 anos, 1.91m e 88 kg, é o novo rosto do grupo de Luís Loureiro. O central aposta no Casa Pia para primeira aventura na Europa depois de ter jogado no Vasco da Gama e de, na última época, ter representado o Orlando Pirates, emblema da África do Sul. «Evoluí muito lá, como atleta. O futebol era muito físico, tinha muita força e muito pulmão mas a adaptação foi complicada. Não falava a língua, logo aí há uma grande barreira. Depois comecei a falar um pouco de inglês mas não é a mesma coisa. Essa foi uma das razões de querer vir para Portugal e para o Casa Pia», solta Caio, ávido de fazer aparecer o seu futebol.  O natural do Rio de Janeiro acredita poder fazer deste novo projeto do histórico emblema lisboeta uma rampa de lançamento. «Claro que o futebol europeu é outra coisa. É outra montra. Podia ter ficado no Brasil mas é difícil conseguir lá bons clubes, organizados. O Casa Pia subiu à Liga 2 e esse desafio seduziu-me. Sou alto, bom no jogo aéreo, tenho bom passe e claro que sei que vou ter concorrência. Ainda conheço pouco do novo plantel mas sei que vou ter de trabalhar no meu máximo, que vou ter de dar sempre no duro», salienta Caio Marcelo, como gosta de ser tratado, avançando ter em Tiago Silva (PSG) o seu exemplo. «É muito bom, não é? A atitude dele em campo, a sua personalidade também a jogar. Gosto mesmo muito dele. É barra», reforça o central que, para já, vem sozinho para Lisboa, sem negar mais à frente poder trazer familiares. «Estive sozinho na África do Sul e tudo fica mais difícil. Mas aqui vai ser tudo diferente. Estou muito certo de que esta é boa aposta e tudo vou fazer para ganhar a aposta que o clube está a fazer em mim», dispara quem «até era inteligente na escola, aprendia rápido», mas a bola no pé nunca o largou.«Sempre foi o futebol! O que quero estar a dizer no final da época? Que tudo correu bem, que ficamos bem classificados  e que foi uma temporada ótima para todo o mundo!»

Dantas de regresso e para o Casa Pia

Dantas volta a Portugal onde há muito queria já estar

Rodrigo Dantas, 29 anos, médio ofensivo brasileiro que bem conhece o futebol português – depois de passagens por Belenenses, Varzim, Estoril e Fátima –, está de regresso aos palcos nacionais para defender o Casa Pia. «Estou muito feliz por estar de volta. Era mesmo o que eu queria. Estava a jogar no Madureira, lá do Brasil, mas o tempo que passei em Portugal foi muito marcante. A minha mulher estava sempre a falar-me, também, em voltar para cá. O meu filho, de três anos, foi concebido quando estava no Belenenses! Tive propostas para continuar lá mas achei que estava na hora de regressar e de voltar a ser feliz aqui. Estava à espera do Casa Pia», assegura o médio ofensivo, satisfeito por reencontrar muita «gente boa». «Conheço bem quase todos aqui. O Abel, com quem joguei no Varzim, o Simão de quem fui colega no Fátima, o Roncatto, com quem estive no Belenenses e de todos os outros com quem joguei contra quando estava no Estoril. Vai ser muito bom estarmos todos juntos num projeto como este, de chegada a uma competição que é supertrabalhosa e difícil. Não é brincadeira não! Vamos ter de suar muito mas com um bom balneário vamos conseguir se Deus quiser. Junto-me ao grupo com ambição e desejo de fazer isso acontecer», enfatiza Dantas, que, assim que chegou, pediu para treinar-se. A festa foi grande. Abel, abraçado a Dantas, garantia voltar a ser o seu padrinho. Roncatto andava pelos corredores, impaciente. «’Cadê’ o Dantas?»
Aproveite-se o mote – como é este Dantas?
«Jogador mais experiente, mais refinado taticamente, mais sábio dentro de campo. O futebol dá-nos conhecimento e quantos mais jogos, mais trunfos para jogar. Agora é aproveitar tudo isso e entrar na briga pelo Casa Pia», promete Rodrigo Dantas, a rir de gosto na companhia de Abel Pereira: «Bom recordar situações passadas. Mas vamos ao futuro!»

Tharcysio quer ser nome de golo

Tharcysio diz ser avançado móvel e perigoso

Tharcysio Henrique da Silva, 20 anos, 1.85m e 82 kg, é a nova referência atacante do Casa Pia.
O avançado brasileiro, que jogava no Nautico, terá em Pina Manique a sua primeira experiência fora de casa, arriscando alto na vinda para o campeonato português.
«Vai ser a minha primeira vez na Europa e chego muito motivado. Conheço pouco ainda, mas sei que a prova vai ser muito dura. Mas vai também ser grande oportunidade para mim. Estou aqui para mostrar o meu futebol, ajudar a equipa e, no mínimo, marcar 10 golos esta época», promete o atacante.
 «Sou um avançado móvel, que gosta de andar a pressionar lá na frente. Posso fazer de falso 9. Tenho bom cruzamento, boa técnica, defino bem e sou supertranquilo, dentro e fora de campo. É preciso ter calma durante o jogo para tomar decisões corretas, para jogar bem sobre pressão, para conseguir pensar no melhor a fazer no decorrer do encontro em prol da equipa», opina Tharcysio, cujo nome assim se escreve apenas por ter sido esse o gosto e a vontade de sua mãe.
Apesar de não ter forma definida para festejar golos – «às vezes sai uma dança ou qualquer coisa mais diferente», diz – Tharcysio descreve golo que elege como o mais bonito por si marcado até agora.
«Foi num clássico – Nautico- Recife – arranquei com a bola a meio campo, fui conquistando o campo, a defesa foi fechando, puxei a bola para o lado esquerdo e bati cruzado por baixo do guarda-redes», lembra o avançado, elogiando o seu pé direito, vincando também já ter marcado do meio -campo, também de cabeça, já que não é muito alto «mas tem boa impulsão».
«Espero que esta seja uma temporada de sucesso, que continue a jogar sempre, que faça boas prestações e que com isso ajude o clube a conseguir a melhor classificação possível. Agora é trabalhar e dar o meu melhor. Agora é comigo!»Rodolfo para a defesa

Rodolfo e Joel para a defesa

Rodolfo, guarda-redes de 31 anos que na última época esteve no Sintrense, junta- se a Rafael Marques e a Filipe Mendes na defesa das redes casapianas, tendo já ontem trabalhado com o grupo. Otimista quanto ao novo desafio, eleva a fasquia. «Expetativas? Fazer o melhor! Já conheço algumas pessoas do balneário, acredito que tudo irá correr bem e que esta será época de boa memória para todos nós. Já conheço bem o Filipe Mendes, de ter jogado contra, também o Rafael- que teve muito mérito na subida à Liga Pro –, pelo que a concorrência vai ser saudável», perspetiva Rod – alcunha da qual até não desgosta.
«Todos vamos querer jogar, todos vamos fazer por isso mas importa que, no final da época, o Casa Pia cumpra o objetivo de manter-se na prova. Pessoalmente? Quero ajudar, dar o meu melhor numa época sem percalços», deseja o guardião.
Novidade é também a chegada de Joel Monteiro, 28 anos, lateral direito que chega do Famalicão. O projeto Liga Pro do Casa Pia foi apelativo para o defesa, feliz por juntar-se a emblema histórico que cativa simpatias.
«Ouvi falar muito bem do clube, certinho, com projeto ambicioso com a chegada à Liga 2… Também falei com o Abel [Abel Pereira]. Já nos conhecíamos de quando ele esteve no Varzim. Joguei contra ele e continuamos sempre a falar. Já cumprimentei o treinador, que me deu as boas-vindas, mas ainda não falamos de futebol. Sou um lateral direito veloz, ofensivo, agressivo e quero por as minhas qualidades ao serviço do Casa Pia», assevera Joel, fã confesso de João Cancelo.
«Identifico-me com ele. Com os seus movimentos, maneira de jogar, leitura de jogo», explica o jogador que gostaria de ficar com o número 23.
«Foi o dia em que a minha namorada entrou em trabalho de parto, foi o número com que joguei em dois anos de subida no Famalicão», justifica, ainda, o reforço do Casa Pia, partilhando o significado de algumas das muitas tatuagens do corpo.
«Tenho pintado o nome do meu filho de três anos, Santiago, o nome da minha irmã, tenho também o desenho de um anjo….», solta Joel Monteiro, «homem de família».
«Sim, sou muito…»
A mudança para Lisboa será, pois, investimento na carreira, sabendo Joel o que gostaria de dizer no final de maio.
«Que o objetivo tinha sido cumprido, que o Casa Pia tinha conseguido andar pelos lugares cimeiros e que tinha sido uma das grandes surpresas da prova», dispara.
«A Liga Pro é cada vez mais uma grande montra. A dificuldade da competição e os bom valores que surgem começam a chamar cada vez mais à atenção», opina o novo lateral direito da equipa de Pina Manique que amanhã já se treina às ordens de Luís Loureiro.