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UD Oliveirense é equipa “bem orientada” e que pratica futebol “agradável”, diz Ricardo Peres

O treinador do Casa Pia AC considera que a UD Oliveirense, adversária na 22.ª jornada da LigaPro, é “uma equipa extremamente bem orientada” e que pratica um futebol “agradável”, mas acredita que o trabalho realizado durante a semana vai permitir explorar as suas “debilidades” no jogo de sábado.

“A Oliveirense é uma equipa extremamente bem orientada, com um treinador com muitos anos de casa, o Pedro Miguel, e que nos últimos oito jogos tem quatro derrotas, dois empates e duas vitórias. É uma equipa que pratica um futebol extremamente agradável”, começou por dizer Ricardo Peres, ao fazer a antevisão do jogo de Oliveira de Azeméis.

“Treinámos durante a semana para aproveitar as debilidades que a equipa da Oliveirense tem e potenciar os nossos pontos fortes”, sublinhou, no entanto, o treinador da formação casapiana.

O Casa Pia AC, 18.º e último classificado da LigaPro com 10 pontos, visita no sábado a UD Oliveirense, 15.ª da tabela com 25, num jogo marcado para as 15H00 no Estádio Carlos Osório, em Oliveira de Azeméis.

Casa Pia AC derrotado pela eficácia FC Porto B

O Casa Pia AC perdeu hoje em Pina Manique com o FC Porto B por 3-1, num jogo da 21.ª jornada da LigaPro em que ficou em desvantagem logo no terceiro minuto, mas nunca deixou de criar muitas dificuldades aos portistas e de tentar dar a volta ao resultado.

“Na nossa opinião, a eficácia, que é um fator muito importante no jogo, sobrepôs-se ao futebol que não conseguiu ser eficaz mais do que uma vez”, disse no final do treinador do Casa Pia AC, Ricardo Peres, considerando que, mesmo depois de terem ficado a perder por 3-1, num pontapé de penálti, os seus jogadores nunca deixaram de “jogar um bom futebol”.

A equipa orientada por Rui Barros inaugurou o marcador logo no terceiro minuto, num remate de cabeça de Mor Ndiaye, na sequência de um pontapé de canto, e elevou para 2-0 aos 26, por Rodrigo Valente, que, na zona da marca dos 11 metros, fez o golo depois de Vanderlaan ter defendido um primeiro remate resultante de uma transição rápida pela direita.

Entre os dois golos portistas, que apostaram muito nas transições, o capitão casapiano Mateus reclamou ter sofrido falta na área contrária, aos 22 minutos, e o Casa Pia podia ter reduzido ainda no primeiro tempo: aos 36 minutos, Alexandros rematou com perigo à entrada da área para defesa apertada de Ricardo Silva para canto e, aos 37, Kelechi chegou atrasado a uma emenda à boca da baliza.

Depois de Ricardo Peres ter trocado Rodrigo Dantas por Sávio ao intervalo, a segunda parte começou com Kenidy a reclamar penálti, aos 46 minutos. O árbitro nada assinalou e, na sequência, do lance a bola acabaria por esbarrar no poste direito da baliza de Ricardo Silva.

O Casa Pia AC acabaria por reduzir para 2-1 aos 58 minutos, num remate de cabeça de Alexandros a cruzamento de Joel da direita, e no minuto seguinte o ponta-de-lança grego obrigou Ricardo Silva a nova defesa difícil para canto, após passe de Damien Furtado.

Mas o FC Porto B fixou o 3-1 final aos 67 minutos, quando Fábio Vieira converteu um penálti por suposta falta de Kelechi, muito contestada pelo jogador nigeriano. A equipa casapiana continuou a tentar chegar ao golo até ao final do encontro e esteve muito perto de fazer o 3-2 aos 90+2 minutos, quando Ricardo Silva defendeu um forte remate de Sávio e depois a recarga de Jeka.

“Além da contrariedade de defrontarmos uma boa equipa, muito bem orientada pelo ‘mister’ Rui Barros, foi um jogo em que tivemos a contrariedade de sofrer um golo logo no início do jogo, o que ainda apelou mais ao nosso espírito de sacrifício e à nossa inteligência para continuar focados naquilo que tínhamos planeado. Sofremos o 2-0 numa transição, tendo nós o controlo e o domínio do jogo. É um momento do jogo em que nós sabíamos que o FC Porto é forte”, afirmou Ricardo Peres.

O técnico explicou que a substituição realizada ao intervalo teve como objetivo “apresentar diferentes características no meio-campo”, para tornar a equipa “ainda mais pressionante”, e considerou que na segunda parte houve “claramente um domínio do Casa Pia”.

“Reduzimos para 2-1, estamos claramente a dominar o jogo e, como se diz na gíria, a encostar o FC Porto B às cordas e depois sofremos um penálti… em que o adversário faz o 3-1.

Tornou-se mais difícil, mas não tenho nada a apontar aos meus jogadores, porque até nesse momento eles não deixaram de jogar o futebol que planeámos, de jogar um bom futebol”, concluiu.

Casa Pia AC sabe quais os pontos que deve explorar frente ao FC Porto B, diz Ricardo Peres

O treinador do Casa Pia AC acredita que a equipa sabe quais os pontos do adversário que deve explorar no jogo de domingo com o FC Porto B, da 21.ª jornada da LigaPro, a disputar às 11H15 de domingo no Estádio Pina Manique.

“Preparámos o jogo com o FC Porto estudando o adversário, sabendo que são fortes em transição, sabendo que assentam o seu jogo na qualidade técnica individual que tem cada um dos seus atletas. Sabemos também quais os pontos que temos de explorar”, afirmou Ricardo Peres ao fazer a antevisão do encontro.

De acordo com o técnico, que pediu aos adeptos que compareçam em Pina Manique para apoiarem a formação casapiana, neste jogo vão defrontar-se “duas equipas jovens no desenvolvimento dos seus processos por forma a atingir a melhor performance possível”.

À entrada para a 21.ª jornada, o Casa Pia AC ocupa o 18.º e último lugar da LigaPro, com 10 pontos, enquanto o FC Porto B é o 14.º classificado, com 25.

Morreu António Dominguez, antigo jogador e treinador do Casa Pia AC

O Casa Pia Atlético Clube lamenta informar o falecimento, aos 76 anos, do seu antigo futebolista e treinador António Dominguez, a cujos familiares e amigos manifesta toda a sua solidariedade e as maiores condolências.

Nascido em 29 de junho de 1943, António Luís Dominguez foi aluno da Casa Pia de Lisboa e jogou no Casa Pia AC na década de 1960, como defesa central (na foto de equipa é o segundo em pé a contar da esquerda), tendo depois sido treinador da equipa casapiana em 1996/97 e 1997/98, na II Divisão B.

Foi adjunto do brasileiro Marinho Peres no Belenenses e no Sporting, tendo conquistado a Taça de Portugal de 1988/1989 pelo clube do Restelo, graças a uma vitória por 2-1 sobre o Benfica na final. Em 1991/1992 substituiu o técnico brasileiro no comando da equipa do Sporting, após aquele ser despedido a poucas jornadas do final do campeonato.

O corpo de António Dominguez vai ser velado na Igreja da Santíssima Trindade, em Miraflores, Algés, a partir das 15H00 de sexta-feira.

Casa Pia AC perde no Estoril depois de chegar à vantagem

O Casa Pia AC esteve a ganhar no domingo na Amoreira, mas acabou por perder com o Estoril Praia por 4-1, na 20.ª jornada da LigaPro, depois de os locais darem a volta ao marcador a segundos do intervalo graças a um penalti mais que duvidoso.

Um grande remate de fora da área de Rodrigo Dantas, que levou a bola a entrar no ângulo superior esquerdo da baliza estorilista, colocou o Casa Pia AC em vantagem aos nove minutos, numa primeira parte equilibrada que ficou empatada aos 25, quando Roberto correspondeu de cabeça a um cruzamento da direita.

Mas o Estoril Praia acabaria por sair para o intervalo em vantagem, depois de, aos 45+5 minutos, Juninho ter convertido um pontapé de penalti assinalado sem que tenha sido visível qualquer falta de algum jogador casapiano.

A equipa ‘canarinha’ foi mais forte na segunda parte, principalmente depois de ter ‘acabado’ com o jogo ao apontar dois golos em nove minutos, aos 53 por Chiquinho e aos 62 por Crespo, na sequência de duas perdas de bola no meio-campo defensivo.

 “Mais uma vez, foi um jogo em que nós respeitámos o adversário, jogando de uma forma digna e ombreando o jogo durante a primeira parte. Obviamente que o Estoril, com a qualidade que tem, por vezes teve um ascendente sobre o jogo. Nós também em determinados momentos da primeira parte, pusemo-nos em vantagem primeiro e conseguimos controlar as iniciativas e o jogo perigoso que o Estoril tinha principalmente pelos corredores laterais”, disse no final o treinador do Casa Pia AC.

Ricardo Peres considerou que aos 45+2 minutos, depois de o árbitro ter dado dois minutos de tempo adicional, o empate 1-1 “era o resultado que devia ter ficado”, mas o Casa Pia AC saiu em desvantagem para o intervalo e abordou a segunda parte “com uma estratégia bem definida para tirar vantagem dos espaços que o Estoril estava a deixar”.

“Criámos duas situações em que podíamos ter finalizado e depois acabámos por sofrer dois golos por algum demérito nosso e não tanto por mérito do Estoril. Obviamente que depois o jogo acaba por morrer aí e o Estoril acaba por controlá-lo até final”, salientou.

De acordo com o técnico, “principalmente na primeira parte”, a equipa deixou no Estádio António Coimbra da Mota “uma imagem que tem vindo em crescendo” e que o Casa Pia AC “periodicamente tem vindo apresentar em quase todos os jogos”, sendo agora necessário conseguir estendê-la “por mais tempo” durante os jogos. “Esse é o nosso principal desafio”.

O Casa Pia AC ficou agora a 11 pontos do Vilafranquense, a última equipa colocada em posição de manutenção na LigaPro, mas, embora tenha reconhecido a dificuldade da situação do Clube na tabela, Ricardo Peres garante que a equipa vai lutar até ao fim.

“Difícil é desde que nós cá chegámos, o cenário não muda. E desde que nós cá chegámos, o que nos propusemos foi, com um bom futebol, tentar atingir o maior número de pontos possível. Estamos a fazê-lo em alguns jogos, noutros estamos a cometer alguns erros, como é perfeitamente normal numa equipa, mas nós vamos jogo a jogo. Até ser matematicamente impossível, aqui ninguém deita a toalha ao chão”, assegurou.

Questionado pelos jornalistas sobre a reformulação do plantel efetuada no mercado de janeiro, o treinador considerou que o Clube adaptou-se “bem às situações que aconteceram no mercado”, frisou que o Casa Pia AC passou a ter a equipa “mais jovem” da LigaPro “excetuando as equipas B” e assumiu a “inteira responsabilidade” pelas mudanças.

“O que tem de ficar bem esclarecido é que, quando eu aqui cheguei, o Presidente e o Diretor Desportivo deram-me total autonomia para reformular o plantel como eu achasse melhor, ou como nós, equipa técnica, achássemos melhor. Portanto, todas as dispensas, as três, mais os jogadores que pediram para sair e eu acedi, mais o Jorge Ribeiro, com quem chegámos a um acordo mútuo, são da minha inteira responsabilidade, de mais ninguém”, afirmou.

“Houve jogadores que foram dispensados por razões técnicas pela minha pessoa, houve jogadores com os quais chegámos [a equipa técnica] a um acordo mútuo, como é o exemplo do Jorge Ribeiro, que teve uma excelente relação connosco e saímos muito a bem, e tivemos jogadores que pediram para sair, que foram a maioria [dos que saíram]. Foi o exemplo do João Coito, que pediu quatro vezes para sair durante o mercado de janeiro, nomeadamente no último dia do mercado, em que de manhã que me pediu a mim e, de seguida, pediu para sair à frente do Presidente e do Diretor Desportivo e eu acedi”, acrescentou.

 Ricardo Peres assegurou que “o grupo recebeu com naturalidade todas estas mudanças, que são apanágio de acontecer em muitos clubes”, e acrescentou, relativamente ao caso de João Coito: “Nós no último dia, sabendo que ele tinha o seu futuro possível noutro clube, acedemos também, porque quem pede quatro vezes para sair não se apresenta a 100 por cento neste clube”.

“Nós queremos pessoas a 100 por cento e temos um grupo que pode estar a 100 por cento, como está, e temos jovens para desenvolver, temos um futebol positivo para jogar, sabendo que a juventude por vezes tem o seu preço, como teve hoje. Agora, acreditamos claramente nestes jogadores e esta equipa técnica, comigo à cabeça, vai fazer desenvolver os jogadores, tentando atingir os melhores resultados possíveis nos jogos que aí vêm”, concluiu.

Ricardo Peres quer dar no Estoril continuidade ao “excelente jogo” de Penafiel

Ricardo Peres pretende que no domingo, na visita ao Estoril Praia, na 20.ª jornada da LigaPro, a equipa do Casa Pia AC dê continuidade “ao excelente jogo” realizado há uma semana em Penafiel.

“O nosso grande objetivo para domingo é dar continuidade ao excelente jogo que fizemos em Penafiel, nomeadamente na primeira parte”, disse o técnico casapiano, recordando o empate 1-1 conseguido no Estádio Municipal 25 de Abril, onde os jogadores do Casa Pia AC ainda acertaram duas vezes no ferro nos 45 minutos iniciais.

De acordo, com Ricardo Peres, “com a chegada de novos jogadores jovens” em janeiro, que baixaram a idade média do plantel para 24 anos, tornando-o o mais jovem da II Liga “excetuando as equipas B”, a sua formação está preparada “para defrontar uma excelente equipa do topo da tabela”.

“Contudo, já temos demonstrado que jogamos de igual para igual com qualquer equipa do nosso campeonato”, sublinhou o treinador, apelando à presença dos casapianos nas bancadas do Estádio António Coimbra da Mota: “Esperamos o apoio dos nossos adeptos no domingo no Estoril”.

O Casa Pia AC, 18.º e último classificado da LigaPro, com 10 pontos, vista às 17H15 de domingo o Estoril Praia, quarto da tabela, com 31, no jogo que encerra a 20.ª jornada da competição.

Comunicado

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ informa que chegou a acordo com o futebolista João Coito para a rescisão do respetivo vínculo contratual.

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ agradece a João Coito o trabalho desenvolvido e deseja-lhe as maiores felicidades pessoais e profissionais.

Comunicado

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ informa que chegou a acordo com o futebolista Jorge Ribeiro para a rescisão do respetivo vínculo contratual.

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ agradece a Jorge Ribeiro o trabalho desenvolvido e deseja-lhe as maiores felicidades pessoais e profissionais.

Empate 1-1 em Penafiel com sabor a pouco

O Casa Pia AC empatou no sábado 1-1 no terreno do FC Penafiel, na 19.ª jornada da LigaPro, mas o jogo terminou com uma sensação de injustiça no resultado, em função das oportunidades criadas pelos jogadores casapianos.

O jogo começou com o Casa Pia AC praticamente instalado no meio-campo adversário e o primeiro lance de grande perigo aconteceu aos 15 minutos, quando Alexandros Voilis acertou no ângulo direito da barra na marcação de um livre direto.

Mas o FC Penafiel inaugurou o marcador cinco minutos depois, na primeira vez que criou algum perigo, com João Paulo a recargar com êxito após uma defesa de Van-der-Laan a um livre marcado sobre o lado direito.

A trave da baliza do FC Penafiel voltou a estremecer aos 26 minutos, num remate de Kenidy, com Martim a quase marcar na recarga, e o Casa Pia AC chegou finalmente ao empate aos 32, quando Jeka, isolado por Mateus, concluiu bem um lance envolvente em que a bola passou por meia equipa casapiana.

O FC Penafiel esteve por cima na primeira metade da segunda parte, mas sem construir muitos lances de perigo, e a melhor ocasião dos segundos 45 minutos foi desperdiçada aos 80 pelo estreante Damien Furtado, que permitiu a defesa do guarda-redes local após ficar isolado por um passe de Alexandros Voilis.

“Na primeira parte o Casa Pia foi claramente superior, com duas oportunidades flagrantes de golo, duas bolas nos ferros. Fomos claramente superiores não só nas oportunidades que criámos, mas também na nossa forma de jogar, fiéis que estamos a ser ao nosso processo e àquilo que temos vindo a construir desde o dia 19 de dezembro”, disse no final o treinador casapiano.

Ricardo Peres admitiu que “na segunda parte o Penafiel teve uma reação que seria de esperar de uma equipa bem organizada e bem orientada”, conseguindo “equilibrar o jogo dos 10 aos 30 minutos”, mas acrescentou: “O Casa Pia esteve novamente por cima nos últimos 15 minutos, outra vez com duas oportunidades flagrantes para fazer o golo”.

“Sem dúvida alguma, estamos no caminho certo. Este grupo tem de acreditar que está no caminho certo”, sustentou Ricardo Peres, considerando que o resultado do jogo realizado no Estádio Municipal 25 de Abril foi “claramente” injusto.

Quando questionado sobre ainda acredita que a sua equipa pode recuperar os pontos necessários para assegurar a manutenção, o técnico respondeu: “Se não acreditasse não estava aqui. Nós estamos a fazer crescer esta equipa. Na semana passada [0-2 em casa com o Farense] houve um equilíbrio em que não se notou a diferença entre o primeiro e a equipa que está classificada onde está e a seguir chegamos aqui, contra uma equipa bem orientada, bem organizada, com um bom treinador, com um bom plantel, e conseguimos estar por cima 45 minutos e equilibrando na segunda parte e podendo finalizar”.

“Portanto, temos que acreditar e eu estou a sentir que os jogadores estão a acreditar que vamos colher bons frutos deste processo”, concluiu.

Avançado camaronês Lewis Enoh contratado

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ informa que contratou até ao final da temporada desportiva o avançado camaronês Lewis Enoh, de 27 anos, por empréstimo do Leixões SC.

Lewis Enoh, que vai envergar a camisola casapiana número 29, alinhou pelo Leixões SC em nove jogos da LigaPro desta temporada e num encontro da Taça de Portugal, frente ao Santa Clara.

Formado no Brasseries du Cameroun, representou a equipa B do Sporting CP durante uma época e meia e entre 2015 e 2019 jogou noutros países europeus, nomeadamente três temporadas no Lokeren, da Bélgica, e uma no Politehnica Iasi, da Roménia.

Médio inglês Tyrese Fornah contratado

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ informa que contratou até ao final da temporada desportiva o médio centro inglês Tyrese Fornah, de 20 anos, por empréstimo do Nottingham Forest.

“Estou feliz. Agora quero instalar-me e concentrar-me. Quero ter um desempenho idêntico ao que tinha no Forest, simplesmente dar o meu melhor, ser eu próprio e jogar de forma livre. Quero ajudar a equipa. Sei que a equipa passa por algumas dificuldades, mas quero ajudá-la a subir na classificação. Quero dar o meu melhor pela equipa”, disse o jovem centrocampista britânico, que vai envergar o número 13.

Tyrese Fornah participou em todos os jogos disputados esta época pela equipa Sub-23 do Nottingham Forest, que lidera a classificação do Grupo A da Professional Development League 2, e em janeiro estreou-se pela equipa principal do clube, no encontro da terceira eliminatória da Taça de Inglaterra com o Chelsea, em Stamford Bridge

Ricardo Peres quer equipa a jogar de ‘olhos-nos-olhos’ em Penafiel

O treinador do Casa Pia AC pretende que a equipa jogue de “olhos-nos-olhos” com o FC Penafiel, na 19.ª jornada da LigaPro, em encontro marcado para as 17H15 de sábado no Estádio Municipal 25 de Abril, em Penafiel.

Ricardo Peres espera “um jogo difícil”, porque que o FC Penafiel “joga de uma forma agressiva e com todo o empenho” e “tem mantido uma regularidade nos seus resultados em casa”, mas acredita que o Casa Pia AC pode discutir o jogo.

“Cabe-nos a nós dar seguimento àquilo que demonstrámos na segunda parte contra o Farense: jogar de uma forma empenhada, agressiva e encarando este jogo de olhos-nos-olhos, como é nosso apanágio”, disse.

À entrada para a 19.ª jornada, o Casa Pia AC ocupa a 18.ª e última posição da classificação da LigaPro, com nove pontos, enquanto o FC Penafiel é 11.º, com 24.

Extremo Damien Furtado contratado

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ informa que contratou até ao final da temporada desportiva o extremo Damien Furtado, por empréstimo do Rio Ave FC.

“Vim para o Casa Pia para ajudar o clube a atingir os seus objetivos. Prometo dar o meu melhor. Aceitei este convite porque queria jogar num patamar mais alto do que a Liga Revelação e porque acredito que a experiência do ‘mister’ [Ricardo Peres] pode ajudar-me a ser grande”, disse Damien Furtado, que vai envergar o número 91.

Nascido há 22 anos em Épinay-sous-Sénart, França, Damien Furtado alinhava na equipa Sub-23 do Rio Ave FC, pela qual disputou 24 jogos e marcou dois golos na Liga Revelação de 2019/2020.

Além da formação vila-condense de Sub-23, na temporada passada, o jogador luso-francês chegou a representar a equipa principal do Rio Ave FC: participou em cinco jogos da Liga NOS, em quatro da Allianz Cup e em dois da Liga Europa, com um golo marcado em cada competição, antes de, em janeiro, ser emprestado ao FC Famalicão, então na LigaPro.

Plano Nacional de Ética no Desporto realiza ações de formação no Casa Pia AC

O Plano Nacional de Ética no Desporto vai realizar três ações de formação em Ética e Integridade junto do Cada Pia AC, destinadas a Treinadores, Pais e Encarregados de Educação e Atletas de todas as modalidades desportivas.

As ações de formação ‘Ética e Integridade – Valores Pela Prática Desportiva’ serão ministradas pela Professora Isabel Baltazar, embaixadora do Plano Nacional de Ética no Desporto, e vão ter lugar no Auditório José Luís da Conceição, no Estádio Pina Manique.

Com a duração de uma hora cada, as ações dirigidas aos Pais e Encarregados de Educação e aos Atletas vão decorrer no dia 8 de Fevereiro, às 10H00 e às 11H30, respetivamente.

No dia 11 de março, às 20H00, realiza-se a ação destinada a Treinadores, que inclui formação em ‘Match Fixing’, tem a duração de três horas e é certificada para efeitos de revalidação dos títulos profissionais de Treinador de Desporto e de Técnico de Exercício Físico/Diretor Técnico com 0,6 UC.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por correio eletrónico através do endereço geral@casapia-ac.pt.

Comunicado

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ informa que chegou a acordo com o futebolista maliano Ousmane Sountoura para a rescisão do respetivo vínculo contratual.

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ agradece a Ousmane Sountoura o trabalho desenvolvido e deseja-lhe as maiores felicidades pessoais e profissionais.

Coordenador de Futebol de Formação faz balanço a meio da temporada

Quando a temporada desportiva atingiu a sua metade, o coordenador do Futebol de Formação do Casa Pia AC, Joel Pinto, faz um balanço “muito positivo” da evolução das equipas de Juniores, Juvenis (A, B e B1), Iniciados (A, B e C1) e de Futebol de 7 desde o início da época 2019/2020.

Balanço da equipa de Juniores:

“A primeira fase foi muito positiva. Temos uma equipa maioritariamente de 2002, ou seja, de primeiro ano.

Começámos o campeonato mal, à quarta jornada estávamos em último lugar com um ponto, no entanto a equipa foi crescendo, fomos subindo e conseguimos entrar na luta para passar à fase seguinte. Infelizmente não chegámos lá por três pontos, mas foi uma recuperação muito boa dos nossos jogadores, que fizeram um trabalho fantástico ao longo desta primeira fase.

Evoluíram muito como equipa, evoluíram muito individualmente e esse, de facto, é o objetivo: preparar jogadores para a equipa principal.

Na segunda fase começamos em primeiro, com sete pontos de vantagem sobre o segundo classificado. O nosso objetivo é entrar em todos os jogos para ganhar e continuar a evoluir o nosso modelo de jogo, promover alguns juvenis a partir de março, porque temos alguns juvenis com muita qualidade e é importante que comecem a jogar no Campeonato Nacional de Juniores, e continuar a trabalhar os jogadores que na próxima época vão pertencer à equipa de seniores”.

Balanço das equipas de Juvenis:

“O balanço dos nossos juvenis, à semelhança do restante futebol juvenil, é muito positivo.

Temos três equipas e os Sub-17 estão no Campeonato Nacional. O início da época foi muito complicado, porque tivemos de recrutar muitos jogadores e construir uma equipa toda nova. Acabámos a primeira fase no antepenúltimo lugar, mas a fase de manutenção tem corrido muito bem: nos últimos 24 pontos disputados conquistámos 22. A equipa tem crescido imenso, tem evoluído e há jogadores a promover-se para no próximo ano poderem pertencer à nossa equipa de juniores. Portanto o balanço é muito positivo. Acreditamos que nas cinco jornadas que faltam vamos conseguir a manutenção e que estamos no caminho certo. Esse era o objetivo coletivo inicial.

Os Juvenis B também estão a ter uma época positiva. Estamos em segundo lugar a jogar no campeonato de Sub-17 com a nossa equipa Sub-16. Temos apenas uma derrota e o objetivo é subir de divisão, porque temos de aproximar a equipa B da equipa A em termos de divisões, para podermos ter jogadores com mais qualidade e com outro grau de competitividade.

Os Juvenis B1 estão a ter um comportamento positivo em relação àquilo que pretendíamos, que é o crescimento individual dos jogadores e o crescimento da equipa. Está a ser um bom trabalho. A equipa está classificada a meio da tabela, que era o que nós pretendíamos, porque neste escalão estamos mais focados na evolução do jogador do que propriamente nos resultados, ao contrário das outras duas equipas”.

Balanço das equipas de Iniciados:

“Em relação ao escalão de Iniciados, também posso dizer que o balanço é positivo.

A nossa equipa A tem tido uma época algo irregular em termos de resultados, fazendo resultados muito positivos e, de repente, um que não estávamos à espera. Mas nas últimas semanas tem vindo a crescer, tem vindo a melhorar. O objetivo para este ano era a manutenção – neste momento estamos a meio da tabela – para no próximo ano tentarmos atacar o Campeonato Nacional. Os jogadores têm crescido e temos, também ali, quatro ou cinco jogadores com boas perspetivas no clube. Os restantes também têm qualidade para se manter cá e esse é também um dos nossos objetivos.

Os Iniciados B, a nossa geração de 2006, estão a fazer um campeonato acima das expetativas. Conseguimos reunir uma geração muito forte. Neste momento está em primeiro lugar a jogar também num campeonato da idade acima, o que nos está a orgulhar muito, não só por aquilo que os miúdos têm ganhado, mas também pela maneira como jogam. E isso tem sido igual em todos os escalões, porque temos apresentado um bom futebol.

Em relação aos Iniciados C1, é outro escalão para crescer. Temos alguns jogadores de 2007 e é constituído também por jogadores de 2006. Em termos classificativos estamos bem, a meio da tabela, mas, à semelhança dos Juvenis B1, o objetivo também não é classificativo, mas sim focado na evolução do jogador. E aí também estamos a fazer um bom trabalho até ao momento”.

Balanço das equipas de Futebol de 7:

Nós normalmente não queremos comunicar os resultados, porque o foco nessas idades é mesmo a evolução dos jogadores e não estamos preocupados com classificações.

A época está a correr bem. Crescemos imenso em termos de jogadores, conseguimos recrutar fora e conseguimos ter vários da casa Pia, o que também é muito importante para nós. Portanto, estas gerações dão-nos confiança de que no futuro poderão sustentar as equipas do Futebol de 11”.

Casa Pia AC perde com Farense e Ricardo Peres diz que faltou “coragem” na primeira parte

O Casa Pia AC iniciou a segunda volta da LigaPro com uma derrota por 2-0 em casa com o líder SC Farense e, no final do jogo, o treinador Ricardo Peres disse que não conseguiu “munir os jogadores da coragem que tinham de ter nos primeiros 45 minutos”.

Num encontro com escassas oportunidades de golo, o SC Farense inaugurou o marcador aos 43 minutos, por Arnold, e fechou o resultado no último dos cinco minutos do tempo de compensação, por Ryan Gauld, segundos depois de Jeka, isolado perante Hugo, não ter conseguido ultrapassar o guarda-redes da equipa algarvia.

No final do encontro, Ricardo Peres chamou a si a responsabilidade: “Foi um jogo em que as equipas se equipararam, em que o último se equiparou ao primeiro, mas eu tenho que assumir a responsabilidade por não ter munido os meus jogadores da coragem que tinham de ter nos primeiros 45 minutos da partida. Não tivemos a coragem de perceber que podíamos ganhar este jogo”, disse.

“Na segunda parte estivemos por cima do jogo, fomos superiores na qualidade de jogo em termos de organização, em termos de ligação. Tivemos uma oportunidade no final para fazer golo e, como acontece no futebol, quem não marca sofre”, acrescentou o técnico casapiano.

Segundo Ricardo Peres, “não há outra hipótese” senão a equipa focar-se nela própria: “Na semana passada jogámos contra o Varzim, jogámos de igual para igual e podíamos ter ganho o jogo. Hoje podíamos ter empatado o jogo pelo menos”, sustentou, adiantando: “O Casa Pia defronta o líder da II Liga e, com base no processo que estamos a fazer em um mês e poucos dias, tem de acreditar que joga de igual para igual com qualquer equipa da II Liga”.

“Mas eu ressalvo: eu sou o responsável por não termos tido a coragem de jogar de igual para igual com o Farense na primeira parte e mesmo assim controlar o jogo, porque as equipas anularam-se praticamente uma à outra, fazendo a diferença o golo do Farense nos últimos cinco minutos da primeira parte”, insistiu.

Ricardo Peres considerou que “o grande desafio que tem o plantel do Casa Pia”, no qual se inclui, é acreditar que joga “de olhos nos olhos com qualquer equipa da II Liga”.

“Quando se acredita no que se faz e há um empenho, mas não um receio, nós poderemos vir a ganhar jogos. Agora, o líder tem claramente de trabalhar o plantel para não se dar 45 minutos de avanço na componente psicológica que o jogo também tem”, concluiu o treinador.

“Nada melhor” do que defrontar o líder para pôr o processo “à prova”, diz Ricardo Peres

O treinador do Casa Pia AC, Ricardo Peres, recordou o “sentimento de frustração” que deixou o empate de há uma semana com o Varzim SC e considerou que não há “nada melhor” do que defrontar o líder SC Farense para continuar a colocar “à prova” o processo da equipa.

Uma semana depois de ter encerrado a primeira volta da LigaPro com um empate 1-1 em casa com o Varzim SC, o Casa Pia AC joga no domingo com o SC Farense, que comanda a classificação da LigaPro, de novo no Estádio Pina Manique.

“É positivo quando o Casa Pia Atlético Clube acaba um jogo com um dos candidatos à subida com um sentimento de frustração por não ter ganhado. Foi isso que aconteceu contra o Varzim”, lembrou Ricardo Peres, fazendo referência a um jogo em que a equipa casapiana criou diversas oportunidades e teve um golo anulado.

O técnico do Casa Pia AC disse que o jogo com a formação algarvia, da 18.ª jornada, primeira da segunda volta, é um desafio que vai permitir avaliar a evolução dos processos da equipa e pediu aos adeptos que compareçam no Estádio Pina Manique para apoiarem o ‘onze’ casapiano.

“Nesta semana preparámo-nos para defrontar o líder e nada melhor do que defrontar uma equipa que luta para subir para continuar a pôr à prova o nosso processo. Queremos o apoio de toda a massa associativa, queremos estar juntos. Jogamos juntos!”, afirmou.

O Casa Pia AC, 18.º e último classificado com nove pontos, recebe o SC Farense, primeiro com 34, em jogo marcado para as 15H00 de domingo no Estádio Pina Manique.

Juniores terminam primeira fase no terceiro lugar

A equipa de Juniores do Casa Pia AC terminou no terceiro lugar a Série E da primeira fase do Campeonato Nacional da II Divisão de Sub-19, falhando por três pontos a qualificação para o Play-off que vai decidir a promoção ao escalão principal.

Depois de no sábado terem derrotado o Lusitano de Évora por 3-1, em Pina Manique, os Juniores concluíram as 18 jornadas com 37 pontos, menos três que o AD Oeiras e quatro que o CD Cova da Piedade, as duas equipas apuradas para o Play-off de promoção.

A formação casapiana registou, no entanto, uma notável progressão ao longo do campeonato, uma vez que à entrada para a quarta jornada era última classificada com apenas um ponto, após perder com fora com o SC Farense (5-2) e em casa com o AD Oeiras (1-2) e empatar com o Olímpico no Montijo (1-1).

Depois conseguiu 12 vitórias em 15 jogos, sete das quais consecutivas, perdendo apenas no terreno do AD Oeiras (1-0) e em Pina Manique com o Olímpico do Montijo (1-2) e com o CD Cova da Piedade (0-3).

Apesar da recuperação efetuada, que se traduziu numa das melhores primeiras fases dos últimos anos, a equipa de Juniores do Casa Pia AC vai agora disputar o Play-off para decidir quais as equipas que se mantêm na II Divisão e quais as que são despromovidas.

Casa Pia AC empata 2-2 com Varzim depois de ver golo anulado

O Casa Pia AC empatou hoje 2-2 com o Varzim SC em Pina Manique, na 17.ª jornada da LigaPro, depois de ver um golo anulado, por alegado fora-de-jogo, e de recuperar de duas desvantagens.

Na última ronda da primeira volta do campeonato, os varzinistas inauguraram o marcador aos 31 minutos, por Ruiz, e chegaram em vantagem ao intervalo, uma vez que, momentos antes de apitar para o descanso, a equipa de arbitragem chefiada por João Gonçalves, da AF Porto, anulou um golo a Kenidy por hipotético fora-de-jogo.

A equipa casapiana entrou para a segunda parte a carregar sobre a baliza de Serginho e Tharcysio igualou aos 51 minutos, mas Alan Henrique voltaria a colocar os poveiros na frente do marcador aos 67 antes de Jeka estabelecer o 2-2 final aos 79.

“O Casa Pia teve um pensamento estratégico para este jogo que conseguiu preencher na plenitude exceto nas bolas paradas. O Varzim é uma equipa que explora muito a profundidade e o jogo entrelinhas através do Ruiz e conseguimos ‘castrar’ esses movimentos”, disse o treinador Ricardo Peres.

O técnico considerou que a equipa na segunda parte realizou um jogo “em crescendo” e que no final ficou “com um sentimento de frustração perante o resultado”.

“Sofremos dois golos de bola parada, o que temos de melhorar, como é óbvio, e marcámos dois… que contaram. Estamos frustrados, mas quando a frustração existe neste momento é bom, porque é em sinal de que estamos a crescer e podemos ter ainda melhores ‘performances’”, sustentou.

Ricardo Peres recordou que quando foi apresentado como treinador do Casa Pia AC, precisamente há um mês, prometeu “ter um jogo alegre e de olhos nos olhos com qualquer adversário”.

“Nós só temos a ganhar em cada jogo. E se tivermos esta atitude, se tivermos o compromisso e o profissionalismo a que esta divisão obriga, poderemos ir melhorando jogo a jogo, treino a treino, sabendo que poderemos ter altos e baixos durante a época, como qualquer equipa, mas que estaremos melhor preparados para gerir quando tivermos os nossos momentos menos bons e para continuar a evoluir naquilo que já passamos a ter algo de positivo”, frisou.

Quando questionado sobre o que disse aos jogadores ao intervalo, o técnico casapiano disse que teve “exatamente o mesmo discurso” que quando chegou ao clube.

“Os nossos jogadores têm que acreditar que é possível ir melhorando no processo, porque eles provam isso no dia-a-dia. É uma questão de mentalidade: o jogador do Casa Pia tem de acreditar que consegue melhorar dia a dia. Se tiver esse foco, com certeza que vai conseguir obter uma melhor ‘performance’. E no intervalo, nós batemos a mesma tecla: ‘Joguem como treinam, joguem com a melhor performance que vocês podem alcançar’. Se mudarmos essa mentalidade, nós podemos conseguir fazer uma segunda volta de acordo com aquilo que nós queremos”, concluiu.

Ricardo Peres diz que a equipa preparou-se bem para defrontar o Varzim SC

O treinador Ricardo Peres afirmou que a equipa do Casa Pia AC preparou-se bem durante a semana para defrontar o Varzim SC, na 17.ª jornada da LigaPro, última da da primeira volta, em jogo agendado para as 15H00 de domingo no Estádio Pina Manique.

“O Varzim é uma equipa forte em transição ofensiva, na procura do espaço, e muito intensa no seu jogo. Preparámo-nos bem e estaremos, então, aqui no domingo para defrontar o Varzim, às 15H00”, disse o técnico do Casa Pia AC, sublinhando: “Esta foi a primeira semana que tivemos completa desde que aqui chegámos, há cerca de um mês”.

Treze dias depois da contratação do defesa central nigeriano John Kelechi, que no último sábado já defrontou o SL Benfica B, o Casa Pia AC – Futebol SDUQ anunciou na quinta-feira a contratação de mais dois reforços: o lateral esquerdo Tiago André, de 23 anos, e o ponta-de-lança grego Alexandros Voilis, de 19.

“A semana serviu essencialmente para preparar e consolidar os princípios do nosso modelo. Foi também uma semana em que recebemos os novos jogadores no nosso plantel, jogadores jovens, com um perfil ambicioso e que também têm de provar algo dentro e fora do nosso grupo”, referiu Ricardo Peres.

À entrada para a ronda que fecha a primeira metade do campeonato, o Casa Pia AC ocupa a 17.ª e penúltima posição da classificação, com oito pontos, enquanto o Varzim SC é sexto, com 26.

Contratado ponta-de-lança grego Alexandros Voilis

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ informa que contratou, por empréstimo até ao final da temporada, o avançado grego Alexandros Voilis, proveniente da equipa Sub-19 do Olympiacos.

“Sou um ponta-de-lança, tenho 19 anos e venho do Olympiacos. Estou muito feliz por estar aqui, espero poder ajudar a equipa a ficar na Segunda Liga e quero dizer um grande muito obrigado ao Casa Pia por acreditar em mim”, afirmou o reforço grego, que vai envergar a camisola número 19, momentos após assinar o contrato.

Internacional Sub-16, Sub-17, Sub-18 e Sub-19 e melhor marcador do campeonato grego Sub-19 nas últimas três épocas, Alexandros Voilis disputou três jogos pela equipa profissional do Olympiacos na Taça da Grécia da temporada passada e no seu país é apontado como um jogador que está prestes a ser convocado para a seleção Sub-21.

O Casa Pia AC deseja os maiores sucessos a Alexandros Voilis nesta sua primeira experiência fora da Grécia.

Lateral esquerdo Tiago André contratado

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ informa que contratou, até ao final da temporada de 2020/2021, o lateral esquerdo Tiago André, que jogava na equipa Sub-23 do Rio Ave FC.

“Surgiu esta oportunidade de jogar na Segunda Liga pelo Casa Pia e, como eu já sonhava chegar à Segunda Liga há algum tempo, nem pensei duas vezes. Sou mais um para ajudar a equipa a alcançar os seus objetivos”, afirmou o lateral esquerdo, de 22 anos, momentos após assinar o contrato.

A Tiago André, que já trabalha integrado no plantel, o Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ deseja os maiores sucessos com a camisola casapiana.

Traquinas exemplares no torneio do Colégio São João de Brito

O desempenho desportivo não podia ter sido melhor, mas, para o Casa Pia AC, nestas idades o mais importante é praticar desporto com alegria, empenho e respeito pelo adversário.

No último fim-de-semana, os Traquinas do Casa Pia AC – Alunos do Centro de Educação e Desenvolvimento D. Maria Pia tiveram um comportamento exemplar, em todos os aspetos, no torneio do Colégio São João de Brito, que contou com a participação de oito equipas.

No torneio, realizado no sábado, os jovens atletas casapianos defrontaram as equipas do Colégio São João de Brito, do Benfica de Telheiras, do Atlético do Cacém e do Colégio Valsassina.

Casa Pia AC perde com SL Benfica B no Seixal

O Casa Pia AC perdeu hoje por 4-0 com o SL Benfica B, na 16.ª jornada da LigaPro, mas o treinador Ricardo Peres considerou que a posição em que a equipa está obriga-a a correr riscos e em certos momentos do jogo disputado no Seixal esta mostrou “o processo que quer ter”.

“A nossa construção do processo é feita com o tempo que é necessário, como é óbvio. Eu penso que já foi visto nos últimos jogos, e hoje concretamente, a forma como o Casa Pia quer encarar o resto da época e queremos fazê-lo com uma filosofia de tentar tomar conta do jogo, de jogar de igual para igual em qualquer campo e tomando os riscos que temos de tomar devido à posição que ocupamos”, afirmou.

De acordo com o técnico, contratado em dezembro, a equipa, que ocupa a zona da despromoção, não está em posição que lhe permita ser passiva: “Não podemos nunca encostarmo-nos e ser passivos porque não estamos com posição para ser passivos. Temos de ser agressivos, temos de tentar mandar no jogo. E isso acarreta um risco”.

E Ricardo Peres acrescentou que sabia qual era o risco de jogar “de igual para igual” contra o SL Benfica B, “uma equipa que tem um futebol apoiado, um processo bem construído, uma filosofia de muitos anos, um trabalho de excelência feito pelos profissionais do clube”, enquanto o plantel do Casa Pia AC trabalha sob o seu comando há “quatro semanas ou quatro jogos”.

“Mas estamos aqui para tomar o risco, para tentar sair da posição em que estamos”, disse, lembrando: “Estamos numa reestruturação de um clube que veio do CNS, de um clube que quer ajustar durante a época todos os seus procedimentos, não só ao nível do plantel, mas também ao nível das infraestruturas. E isto eu quero ressalvar, porque não é fácil encontrar no futebol nos dias de hoje, a Administração juntamente com a equipa técnica estamos a tentar profissionalizar o Casa Pia e estamos a fazê-lo durante a competição”.

E finalizou: “Como qualquer reestruturação feita durante a competição tem as suas dores de crescimento, é isto que estamos a ter. Não nos podemos focar somente nos resultados, mas sim no que vamos vendo no processo. E, tal como o ‘mister’ Renato Paiva (SL Benfica B) mencionou na ‘flash interview’, houve momentos neste jogo em que o Casa Pia demonstrou qual é o processo que quer ter”.

Ricardo Peres espera que o Casa Pia AC faça “um bom jogo” frente ao SL Benfica B

O treinador Ricardo Peres espera que a equipa do Casa Pia AC faça “um bom jogo” no encontro da 16.ª jornada da LigaPro, frente ao SL Benfica B, que se disputa às 15H00 de sábado no Benfica Campus, no Seixal.

“Esperamos fazer um bom jogo amanhã”, disse o técnico, ao fazer a antevisão do encontro, sublinhando que a equipa tem continuado a trabalhar diariamente na consolidação do modelo de jogo: “De acordo com o trabalho inicialmente preparado, continuamos a fazer o desenvolvimento do nosso modelo de jogo”.

Ricardo Peres afirmou que os últimos três jogos – vitória sobre o Santa Clara nos Açores para a Taça da Liga (2-1), empate fora com o CD Feirense para a LigaPro (1-1) e derrota em casa frente ao SC Covilhã também para o campeonato (1-4) – mostraram as áreas em que a equipa tem de melhorar.

“As últimas três partidas mostraram-nos os pontos que temos que melhorar. Para isso, esta semana focámo-nos nesses pontos, de forma a podermos atacar os pontos a explorar no adversário de amanhã e sermos fortes, contrariando os seus pontos fortes também. Esperamos fazer um bom jogo amanhã”, concluiu.

À entrada para a 16.ª jornada, o Casa Pia AC é 17.º e penúltimo classificado, com oito pontos, enquanto o SL Benfica B, que vem de uma vitória por 3-0 no terreno do líder SC Farense, é 13.º, com 18.

Comunicado

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ informa que chegou a acordo com os futebolistas Carlitos, Bruno Simão e Evandro Roncatto para a rescisão dos respetivos vínculos contratuais.

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ agradece a Carlitos, Bruno Simão e Evandro Roncatto o trabalho desenvolvido e deseja-lhe as maiores felicidades pessoais e profissionais.

Lucas vai ser operado ao joelho

O Casa Pia AC – Futebol SDUQ informa que o defesa brasileiro Lucas Castilho, que se lesionou nos primeiros minutos do jogo da 14.ª jornada da LigaPro com o CD Feirense, vai ser operado ao joelho direito.

Os exames de diagnóstico realizados a Lucas indicaram a necessidade de recurso a uma intervenção cirúrgica para debelar a lesão.

O defesa venezuelano Eduin Quero, por seu lado, foi substituído na primeira parte do jogo da 15.ª jornada frente ao SC Covilhã, com queixas musculares, e a sua condição física vai ser avaliada na quarta-feira.

Casa Pia AC perde em casa com SC Covilhã

O Casa Pia AC Perdeu hoje por 1-4 com o SC Covilhã, em Pina Manique, num jogo da 15.ª jornada da LigaPro em que o treinador Ricardo Peres assumiu a responsabilidade pela derrota, que considerou como “dores de crescimento” do processo que está a implementar.

“Não tenho nada a apontar relativamente ao empenho e ao compromisso que os jogadores tiveram dentro do campo, na tentativa de por em prática o plano de jogo, e obviamente, tendo uma derrota por 4-1, eu assumo inteiramente a derrota por parte da nossa equipa”, disse o treinador casapiano.

Ricardo Peres observou que à equipa do Casa Pia AC faltou “alguma agressividade em zonas de finalização na área adversária” e disse que, tendo sido eficaz e conseguindo concretizar quatro golos, “obviamente” que o SC Covilhã foi “um vencedor justo do jogo”.

“Tivemos um jogo muito bom nos Açores, tivemos um jogo bom em Santa Maria da Feira, estamos a construir um processo e todos os processos têm as suas dores de crescimento. Todos os processos quando estão em crescimento têm as suas oscilações, foi o que aconteceu hoje dentro dos próprios 90 minutos”, sublinhou.

O técnico destacou que a equipa “começou o jogo de uma forma positiva, tentando colocar em prática o plano de jogo”, tendo conseguido fazê-lo “nos primeiros minutos”, mas depois sofreu um golo de uma bola parada [Kukula, 27’], e posteriormente, “com algum espaço entrelinhas”, o SC Covilhã fez o segundo golo [Mica, 34’].

“Corrigindo as coisas que tínhamos de corrigir no intervalo, entrámos na segunda parte com uma estratégia para chegar mais a zonas de finalização, sendo que sofremos um golo logo no primeiro minuto [Kukula, 47’] através de uma transição por parte do adversário, facto que teve algum impacto na nossa equipa”, acrescentou.

Depois, recordou Ricardo Peres, o Casa Pia AC voltou “a ter a posse” e a “tomar conta do jogo”, mas o técnico frisou ser necessário ser “mais agressivos em zonas de finalização”, quando a equipa chega ao último terço do campo. “O penálti [que Jorge Ribeiro converteu no 1-3, 79’] é um exemplo da forma como poderemos vir a atacar os nossos adversários. E posteriormente, numa nova transição, sofremos o quarto golo [Mica, 83’].

“Temos de saber reagir a qualquer adversidade”, frisou o técnico, recordando que ainda há 57 pontos em disputa na LigaPro: “Temos que saber jogá-los, sabendo que não vamos ganhar os pontos todos. Portanto, temos de continuar a seguir o nosso plano de jogo e aquilo que temos definido como estratégia”, concluiu.

Ricardo Peres salienta o “bom trabalho” que tem sido feito

O treinador do Casa Pia AC, Ricardo Peres, salientou o “bom trabalho” que a equipa realizou nos últimos dois jogos e elogiou o “empenho” e a “personalidade” que os jogadores têm demonstrado para permitir o “crescimento” do modelo de jogo que pretende implementar.

“Cabe-nos a nós, Casa Pia, continuar a desenvolver o bom trabalho que estamos a fazer desde o momento em que entrámos nestes dois jogos. Os jogadores têm apresentado um empenho e uma personalidade para possibilitar o crescimento deste modelo de jogo”, disse o técnico na véspera de o Casa Pia AC receber o Sporting da Covilhã, na 15.ª jornada da LigaPro.

Depois de Ricardo Peres ter sido contratado, em 20 de dezembro, o Casa Pia AC ganhou por 2-1 ao Santa Clara, em Ponta Delgada, na terceira jornada do Grupo D da Fase 3 da Allianz Cup (Taça da Liga), e empatou 1-1 na visita ao CD Feirense, na 14.ª jornada da LigaPro.

“Queremos trazer um futebol atrativo. Um futebol alegre, intenso e feito com inteligência e organização. Queremos criar um bom espetáculo, para que possamos trazer os casapianos ao nosso estádio”, concluiu o técnico.

O jogo Casa Pia AC – Sporting da Covilhã disputa-se a partir das 15H00 no Estádio Pina Manique. À entrada para a 15.ª jornada da LigaPro, as duas equipas estão separadas por 13 pontos, com o Sporting da Covilhã no oitavo lugar (21) e o Casa Pia AC no 17.º (8).

Defesa nigeriano John Christain Kelechi contratado

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ informa que contratou, até ao final da temporada desportiva de 2020/21, o defesa nigeriano John Christain Kelechi, que na época passada representou a equipa Sub-23 do Rio Ave.

John Kelechi, um defesa central de 21 anos, com 1,90 metros e 84 quilos, chegou ao futebol português em 2016, para a equipa Sub-19 do Rio Ave, proveniente do clube nigeriano Plateau United, tendo permanecido desde então ao serviço do emblema vila-condense.

“Estou aqui para ajudar a equipa a manter-se na LigaPro. Quero demonstrar o meu valor para ajudar a equipa. Acredito que a partir de janeiro vamos subir na tabela e que tudo vai correr bem”, afirmou o jogador, momentos depois de assinar o contrato com o Casa Pia AC.

Comunicado

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ informa que chegou a acordo com o guarda-redes Filipe Mendes para a rescisão do respetivo contrato.

Filipe Mendes, de 34 anos, representava o Casa Pia AC desde o início da temporada, por empréstimo da Belenenses SAD, regressando agora ao seu emblema de origem.

O Casa Pia AC deseja a Filipe Mendes as maiores felicidades, tanto a nível pessoal como profissional.

Comunicado

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ informa que rescindiu o contrato com o defesa Abel Pereira.

Abel Pereira, de 29 anos, cumpria a terceira temporada ao serviço do Casa Pia AC, tendo sido um dos jogadores que contribuíram para a conquista do título de Campeão de Portugal em 2018/19.

O Casa Pia AC agradece a Abel Pereira o trabalho realizado e deseja-lhe as maiores felicidades, tanto a nível pessoal como profissional.

Ricardo Peres satisfeito com empenho dos jogadores e otimista para jogo com o Feirense

O treinador do Casa Pia AC manifestou-se satisfeito com a semana de trabalho realizada pelo plantel e com o “empenho” dos jogadores, dizendo estar “otimista” de que a equipa no domingo vai “lutar de igual para igual” com o CD Feirense.

Ao fazer a antevisão do jogo da 14.ª jornada da LigaPro, que se disputa às 15H00 de domingo no Estádio Marcolino Castro, em Santa Maria da Feira, o técnico afirmou pretender dar continuidade ao “excelente trabalho” realizado uma semana antes, quando o Casa Pia venceu o Santa Clara por 2-1, em Ponta Delgada, em jogo da Allianz Cup.

“É uma partida em que queremos dar continuidade ao excelente trabalho realizado no último domingo, quando vencemos o Santa Clara, fruto da personalidade, da forma e da responsabilidade como os nossos jogadores encararam o jogo”, referiu, ao abordar o encontro de Santa Maria da Feira.

Ricardo Peres concluiu enaltecendo, de novo, o comportamento dos jogadores durante a semana de trabalho: “De acordo com esta semana e com o empenho que eles têm colocado, estamos extremamente otimistas de que vamos chegar a Santa Maria da Feira e lutar de igual para igual contra uma excelente equipa”.

Morreu o escultor António Cândido, ‘Ganso de Ouro’ e pilar da Biblioteca-Museu Luz Soriano

O Casa Pia Atlético Clube lamenta informar o falecimento do escultor António Cândido, seu sócio efetivo número 134, ‘Ganso de Ouro’ e um dos grandes pilares do engrandecimento da sua Biblioteca-Museu Luz Soriano.

António Cândido de Brito Rebelo Reis da Silva, que foi um distinto aluno da Casa Pia de Lisboa entre 1933 e 1944, faleceu hoje com 92 anos. O seu funeral realiza-se às 16H00 de quinta-feira, 26 de dezembro, no Crematório de Cascais, aonde o corpo vai estar em câmara ardente a partir das 10H00.

Considerado um dos mais ilustres e distintos associados do Casa Pia Atlético Clube – Ateneu Casapiano, o escultor António Cândido colaborou desde sempre com a Biblioteca-Museu Luz Soriano, sendo determinante para o seu engrandecimento artístico e cultural. Em virtude da sua enorme contribuição e dedicação, foi um dos poucos casapianos galardoados pela Direção do clube com o troféu ‘Ganso de Ouro’.

Foi o autor da medalha comemorativa dos 200 anos da Casa Pia de Lisboa e dos 60 anos do Casa Pia Atlético Clube, bem como do Troféu Fernando Vaz, que está exposto no Centro Cultural Casapiano, e do busto de Mário da Silva Marques, o primeiro nadador olímpico português e fundador do Casa Pia AC, para a piscina da Casa Pia de Lisboa existente em Belém.

Sempre presente nas manifestações culturais, desportivas e de solidariedade do Casa Pia AC e da Casa Pia de Lisboa, António Cândido foi ainda um exímio remador do Clube Naval de Lisboa, cuja escola de remo tem o seu nome.

Ricardo Peres aproveita jogo da Taça da Liga para “conhecer mais jogadores”

Ricardo Peres vai aproveitar o jogo de domingo nos Açores com o Santa Clara, no qual o Casa Pia AC encerra a participação na Allianz Cup, para ficar a “conhecer mais jogadores” e com “uma maior noção” do plantel à sua disposição.

“É um jogo em que nós vamos seguir o planeamento que estava traçado pela anterior equipa técnica e aproveitar o que de bom tivemos nesse trabalho para também conhecer mais jogadores e ter uma maior noção do plantel que temos”, disse o novo treinador da equipa profissional de futebol do Casa Pia AC, um dia depois de ser apresentado.

“Vamos fazer o nosso jogo, com as nossas características e de acordo com a identidade que nós queremos ter”, acrescentou, no entanto, Ricardo Peres, de 43 anos.

Tanto o Casa Pia AC, que disputa a LigaPro, como o Santa Clara, da Liga NOS, chegam à terceira e última jornada do Grupo D da Fase 3 da Allianz Cup sem hipóteses de se qualificarem para a ‘Final Four’ da prova, a qual está apenas ao alcance do FC Porto e do GD Chaves.

O Santa Clara recebe o Casa Pia AC a partir das 15H00 (hora de Lisboa) de domingo no Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada.

Ricardo Peres aceitou proposta “num minuto” e está “muito honrado” por estar num “clube histórico”

Ricardo Peres, hoje apresentado como novo treinador da equipa profissional de futebol do Casa Pia AC, disse que demorou apenas “um minuto” a aceitar a proposta e manifestou-se “muito honrado” por trabalhar num “clube histórico”.

 “Senti-me muito honrado quando o presidente me contactou e quis desenvolver este projeto com a minha pessoa e com a nossa equipa técnica. Acreditamos que vamos fazer o possível para retirar o Casa Pia desta situação difícil”, afirmou Ricardo Peres na conferência de imprensa em que foi apresentado, depois de ouvir o presidente Vítor Seabra Franco pedir-lhe para tirar a equipa da zona de despromoção da LigaPro.

Aos 43 anos e a iniciar a sua primeira experiência como treinador principal de uma equipa profissional, depois de 13 anos ao lado de Paulo Bento, como treinador de guarda-redes e adjunto, e de ter orientado os Sub-19 do clube grego Olympiacos, Ricardo Peres disse ter “uma linha condutora para o fazer”, mas sublinhou que primeiro necessita de um período para avaliações.

“Vamos ter que avaliar bem o que temos pela frente, o plantel, todos os adversários, todo o contexto em que estamos inseridos. Mas força não nos falta, crença não nos falta e fé não nos falta”, referiu, adiantando ver “como uma honra e uma oportunidade” o facto de poder trabalhar num clube histórico e centenário.

“O Casa Pia é um clube histórico. Faz 100 anos no dia 3 de julho de 2020. Estar presente nesta etapa num clube como o Casa Pia é uma honra muito grande para mim. Vejo como uma honra e, também, como uma oportunidade. Há momentos na carreira em que nós não estamos à espera, mas, perante um convite destes, demorei um minuto a aceitar o acordo. Passámos imediatamente ao trabalho e é o que estamos a fazer. É uma honra muito grande servir o Casa Pia, todos nós o que temos de fazer aqui dentro é servir o Casa Pia”, sublinhou.

O técnico pretende que a equipa desenvolva “um jogo alegre”, por acreditar que “só com alegria e paixão” é possível “atingir a concentração máxima e a entrega total”, de modo a que “tudo possa decorrer de acordo com os objetivos que foram traçados”.

“O nosso futebol será um futebol alegre, com intensidade alta, não olhando ao adversário de modo a condicionar a nossa estratégia sobremaneira. Queremos ter uma identidade e dentro dessa identidade vamos ter a liberdade para a criatividade dos jogadores. Obviamente que essa identidade se vai reger por determinados valores, os quais serão encontrados dentro do grupo e serão construídos daqui para a frente nos próximos tempos”, acrescentou.

Para o jogo de domingo nos Açores com o Santa Clara (15H00), da terceira jornada do Grupo D da Fase 3 da Allianz Cup, Ricardo Peres não vai proceder a grandes alterações, preferindo “dar seguimento ao que de bom fez a anterior equipa técnica” chefiada por Rui Duarte, que se demitiu na terça-feira.

“Não faria sentido estar a mudar as coisas em 48 horas, portanto vamos seguir todo o planeamento que estava traçado, e bem traçado. Vamos encarar este jogo como o primeiro numa nova etapa e numa competição diferente, que não é a II Liga, mas vai ser uma ótima experiência para avaliar os jogadores e a nossa forma de jogar, para depois, sim, começarmos a implementar as nossas ideias, ressalvando que queremos aproveitar o que de bom foi feito e muita coisa boa estava a ser feita pela anterior equipa técnica”, afirmou.

Quando questionado sobre se pretendia reforços na reabertura do mercado, em janeiro, respondeu: “Vamos ter que avaliar primeiro. Os jogadores vão avaliar a equipa técnica, a equipa técnica vai avaliar os jogadores, o presidente vai avaliar a equipa técnica. Tudo isso faz parte de uma avaliação de diagnóstico que surge nos primeiros tempos de qualquer projeto”.

Vítor Seabra Franco pede a Ricardo Peres que tire a equipa da zona de despromoção

O presidente do Casa Pia AC, Vítor Seabra Franco, desejou “um bom trabalho” a Ricardo Peres, hoje apresentado como novo treinador da equipa profissional de futebol, e pediu-lhe que faça “o possível” para tirar o clube da zona de despromoção da LigaPro.

“Como é da minha tradição, a aposta é sempre em treinadores jovens, muitos deles licenciados em Educação Física. Chegámos a acordo ontem à noite e espero que ajude a tirar o Casa Pia Atlético Clube da situação em que está. O Casa Pia AC é penúltimo da II Liga a sete pontos do clube imediatamente à frente e, portanto, está numa situação difícil. O que eu solicito ao treinador é que faça o possível para sairmos da situação em que estamos”, disse Vítor Seabra Franco.

Na conferência de imprensa de apresentação de Ricardo Peres, o presidente do Casa Pia AC revelou que, assim que foi anunciada a saída de Rui Duarte, o seu telemóvel e o do diretor desportivo, Paulo Grencho, “começaram a ser inundados com propostas de empresários e de treinadores”.

“Eu e o diretor desportivo analisámos os currículos, eu nunca tive receio em apostar na juventude, como o provam os últimos treinadores do Casa Pia, e, perante os currículos, optámos por apostar no Ricardo Peres, na esperança de que a gente nova tem sempre a ambição de fazer o melhor possível e porque, trabalhando para o Casa Pia Atlético Clube, eles também estão a trabalhar para eles próprios. Aproveito para lhe desejar um bom trabalho no Casa Pia Atlético Clube”, finalizou.

Ricardo Peres é o novo treinador do Casa Pia AC

Ricardo Peres, de 43 anos, é a partir de hoje o novo treinador da equipa profissional de futebol do Casa Pia AC.

Licenciado em Educação Física e Desporto pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia, em 2001, e com uma Pós-Graduação em Treino de Jovem Atleta – Especialização Futebol pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, realizada em 2003, possui a licença de treinador UEFA Pro desde 2013.

A maior parte do seu percurso enquanto técnico foi feita ao lado de Paulo Bento, entre 2004 e 2017, primeiro como treinador de guarda-redes e depois como adjunto, com passagens por Sporting (Sub-19 e equipa profissional), Seleção Nacional A, ao serviço da qual foi terceiro classificado no Euro2012 e disputou o Campeonato do Mundo Brasil2014, Cruzeiro de Belo Horizonte e Olympiacos, pelo qual conquistou uma Liga grega.

Como treinador principal, orientou a equipa Sub-19 do Olympiacos em 2018/19 e no início da presente temporada desportiva, tendo disputado a UEFA Youth League.

No clube grego era ainda Diretor-Técnico da Formação e Diretor da Academia.

Morreu Pereirinha, antigo capitão, treinador e diretor do Casa Pia AC

O Casa Pia AC lamenta informar a morte do seu antigo capitão, treinador e diretor do futebol António Pereira Josefa ‘Pereirinha’, manifestando as suas condolências e solidariedade aos seus familiares e amigos.

Nascido em 3 de dezembro de 1948, Pereirinha, que faleceu na terça-feira com 71 anos, foi jogador da equipa que em 1982/83 foi campeã da I Divisão da Associação de Futebol de Lisboa e ascendeu à III Divisão nacional (na foto é o segundo a contar da esquerda na fila de baixo).

Ainda enquanto aluno da instituição e, em simultâneo, jogador da primeira categoria, Pereirinha foi responsável pela formação no Colégio Pina Manique da Casa Pia de Lisboa e pelas equipas que venceram os campeonatos da então Mocidade Portuguesa, as quais depois transitaram, como federadas, para o Casa Pia Atlético Clube.

O funeral de Pereirinha realiza-se às 16H00 de quinta-feira no Crematório da Quinta do Conde, para onde o corpo segue às 10H00.

Comunicado da Direção do Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ

O treinador Rui Duarte solicitou na manhã de hoje uma reunião com o Presidente do Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ, Vítor Seabra Franco, e com o Diretor Desportivo, Paulo Grencho, durante a qual apresentou o seu pedido de demissão.

Apesar de tentarem demover Rui Duarte da sua intenção de se demitir, o treinador manteve a decisão, tendo as duas partes chegado a acordo para a rescisão do contrato da equipa técnica.

O Casa Pia Atlético Clube – Futebol SDUQ agradece a Rui Duarte o empenho no trabalho desenvolvido no comando técnico da formação casapiana e deseja-lhe, bem como aos restantes membros da equipa técnica, as maiores felicidades pessoais e profissionais.

Penálti dita derrota frente ao CD Mafra, num jogo com várias oportunidades perdidas

Um golo apontado de pontapé de penálti por Zé Tiago, aos 67’, ditou hoje a derrota do Casa Pia AC por 1-0 frente ao CD Mafra, no Estádio Pina Manique, num jogo da 13.ª jornada da LigaPro em que os casapianos dispuseram de mais ocasiões para marcar que os visitantes.

“Os jogadores deram o máximo e fizemos mais do que suficiente para ter outro resultado no jogo. Mas não queremos vitórias morais, queremos pontos e não estamos a conseguir”, disse no final o treinador Rui Duarte. “Não posso apontar nada aos jogadores: trabalharam, fizeram mais do que o suficiente para ter outro resultado no jogo, mas, fruto da posição na tabela que nós ocupamos, é difícil e tudo acontece”, acrescentou.

Sublinhando acreditar “sinceramente” no trabalho que está a ser realizado, o técnico do Casa Pia AC reconheceu ser difícil convencer os casapianos e os adeptos do futebol com resultados, “porque eles não estão a acontecer”, mas notou que “a equipa é organizada, agressiva, tem um princípio e uma ideia de jogo”.

“O Mafra também é uma boa equipa e está a fazer um excelente campeonato. Tem uma excelente dinâmica ofensiva, tem criado dificuldades a muitos adversários e hoje nós conseguimos estar quase sempre por cima no jogo na primeira parte. Na segunda parte o Mafra entrou melhor e depois nós voltámos a equilibrar o jogo”, recordou.

Rui Duarte considerou que é necessário “continuar a trabalhar e a acreditar que é possível”, salientando: “Temos 13 jornadas jogadas, faltam 21 jornadas e 63 pontos, são muitos pontos por disputar. Pelo que temos feito, pelo nível exibicional, pela nossa qualidade de jogo e organização merecíamos muito mais”.

“Acabámos por fazer mais do que o suficiente para ter outro resultado, que não surge”, insistiu, recordando as situações de jogo com jogadores isolados frente ao guarda-redes.

“É quase difícil de explicar, mas fica a boa organização. Obviamente que tiramos aspetos positivos do jogo. E eu acho que os jogadores têm consciência de que esse infortúnio que está a acontecer não é por a equipa não criar ou não jogar”, concluiu, insistindo que a penúltima posição da tabela classificativa é também responsável por esse “infortúnio”.

Programa de jogos de Futebol de 11 da Formação para o fim-de-semana

Rui Duarte diz que semana “foi positiva” e apela à presença dos adeptos no jogo com o CD Mafra

O plantel do Casa Pia AC teve “uma semana positiva” de trabalho para o jogo da 13.ª jornada da LigaPro com o CD Mafra, às 15H00 de sábado no Estádio Pina Manique, onde o treinador Rui Duarte espera que uma forte comparência dos adeptos casapianos possa “galvanizar a equipa”.

“Foi uma semana de muito trabalho, uma semana positiva. Aproveitámos para trabalhar alguns aspetos em que a equipa não vinha sendo tão forte e conseguimos aprimorar certas situações tanto no processo ofensivo como no defensivo”, disse o técnico.

Depois da derrota (3-1) sofrida no domingo com a Académica, em Coimbra, o Casa Pia AC manteve o 17.º e penúltimo lugar da classificação da LigaPro, com sete pontos, menos quatro do que a UD Oliveirense (16.ª) e cinco que a equipa conimbricense (15.ª). No último lugar situa-se o CD Cova da Piedade, com os mesmos sete pontos, enquanto o CD Mafra é sétimo, com 19.

“O Mafra tem uma boa equipa, vai ser um jogo difícil, como são todos na II Liga, e precisamos dos nossos adeptos. Precisamos dos nossos adeptos em força, que compareçam, que nos apoiem, porque essa força extra também poderá ser importante para nós nos sentirmos motivados, para galvanizar a equipa e para arrancar um resultado positivo, porque assim precisamos”, concluiu Rui Duarte.

Casa Pia perde por 3-1 em Coimbra e continua no 17.º lugar

O Casa Pia AC falhou no domingo a possibilidade de deixar os lugares de despromoção, ao perder com a Académica por 3-1 no Estádio Cidade de Coimbra, na 12.ª jornada da LigaPro, depois de uma primeira parte equilibrada e de o intervalo ter chegado com uma igualdade 1-1.

Os ‘estudantes’ inauguraram o marcador logo aos 5’ minutos, por intermédio de Marcos Paulo, mas Wilson Kenidy repôs a igualdade apenas três minutos volvidos. Depois a primeira parte decorreu em toada de equilíbrio, mas a Académica acabou por decidir o encontro a seu favor no segundo tempo, com dois golos de Barnes Osei, aos 61’ e 67’.

No final, o treinador do Casa Pia AC, Rui Duarte, lamentou “o desnorte total” em que a equipa mergulhou depois de sofrer o segundo golo e considerou o resultado “inteiramente justo”.

“A estratégia era jogar um pouco com a intranquilidade da Académica, que também não tem passado por momentos muito favoráveis. Penso que na primeira parte a estratégia funcionou: conseguimos ter uma boa atitude, apesar de estarmos em desvantagem conseguimos chegar ao golo, estivemos organizados e equilibrados, a equipa até conseguiu jogar. Na segunda parte, após o segundo golo, foi o desnorte total. Não conseguimos reagir, quando mexemos na equipa acabámos por ficar ainda pior, não resultou, e o resultado é inteiramente justo”, disse.

De acordo com o técnico, a equipa casapiana não conseguiu “tirar partido de alguma intranquilidade da Académica”, a qual “ganhou confiança” com o segundo golo, que teve o efeito precisamente contrário no ‘onze’ que orienta.

Rui Duarte recordou que a sua equipa não teve um intervalo de 72 horas entre o jogo de quinta-feira em casa com o FC Porto para a Taça da Liga (0-3) e a visita a Coimbra, frisando: “Eu tinha dito que não tínhamos plantel para andar em duas competições e nem fizemos 72 horas após o jogo de quinta-feira à noite. Acabaram por jogar cinco jogadores que jogaram na quinta-feira. Do ponto de vista físico, obviamente que se sentiu”.

Admitiu que o momento é “delicado” e que “não é fácil reagir às adversidades” quando “uma equipa que joga para se manter, está na posição em que está e vê os adversários a ganhar”, mas sublinhou: “É muito cedo para atirarmos a toalha ao chão, ainda nem a primeira volta terminou. Há tempo, mas também precisamos de reforços”.

Jogar em Coimbra “com foco, concentração e vontade de ganhar”, Rui Duarte

O treinador do Casa Pia AC, Rui Duarte, promete que a equipa vai encarar o jogo de domingo em Coimbra com a Académica, da 12.ª jornada da LigaPro, “com foco, com concentração e com vontade de ganhar”.

“Vamos, com certeza, estar motivados. Estes últimos jogos, apesar de os resultados não terem sido positivos, acrescentaram-nos confiança e permitiram-nos perceber algumas carências que tínhamos e alguns pontos fortes em que estamos melhor. Vamos encarar o jogo com foco, com concentração, com vontade de ganhar”, afirmou.

Ao fazer a antevisão do encontro, marcado para as 15H00 no Estádio Cidade de Coimbra, Rui Duarte disse esperar que “seja uma bela tarde de domingo para todos os casapianos” e para a equipa que dirige, para que esta possa “inverter este ciclo menos bom e começar a crescer também no campeonato”.

No entanto, não escondeu que o ‘onze’ do Casa Pia AC vai enfrentar dificuldades: “Estamos à espera de um jogo difícil. A Académica é uma boa equipa, que se reforçou bastante este campeonato. Não está, realmente, a passar uma boa fase, mas no seu estádio é uma equipa forte, é uma equipa histórica no futebol nacional. Estamos à espera de dificuldades, como em todos os jogos da II Liga”, sublinhou.

 À entrada para a 12.ª jornada da LigaPro, o Casa Pia AC é 17.º classificado, com sete pontos, enquanto a Académica ocupa o 15.º posto, com nove.

Programa de jogos da Formação para o fim-de-semana

Casa Pia AC equilibra na primeira parte, mas perde com FC Porto

O Casa Pia AC perdeu hoje no Estádio Pina Manique com o FC Porto, por 3-0, num jogo da segunda jornada do Grupo D da Fase 3 da Allianz Cup que chegou ao intervalo empatado sem golos.

Depois de uma primeira parte em que o ‘onze’ casapiano, já sem hipóteses de se apurar para a ‘Final Four’, conseguiu contrariar os ‘dragões’, os vice-campeões nacionais e finalistas da última edição da Taça da Liga garantiram o triunfo com golos de Saravia, Luís Diaz e Soares, aos 50, 67 e 72 minutos.

No final, o treinador Rui Duarte disse que a equipa teve “um bom comportamento”, sempre com “coragem em querer ter a bola” e vontade de “desfrutar o jogo”, e acrescentou: “O jogo serviu também para avaliar o crescimento da equipa e perceber que alguns jogadores que não têm jogado mostraram competência e estão prontos para ajudar a equipa”.

“Acho que tivemos uma primeira parte muito competente, com a equipa sempre curta, sempre bem organizada, sempre a cobrir a profundidade e a encurtar os espaços entrelinhas – o FC Porto é forte nesse ponto de vista. Conseguimos ir adiando, conseguimos ser muito organizados e competentes, a espaços conseguimos jogar e sair na frente com algum perigo. No fundo, penso que na primeira parte o resultado se aceitava por aquilo que as duas equipas estavam a fazer”, afirmou.

De acordo com o treinador casapiano, que no final do jogo deu uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo portista, Sérgio Conceição, na segunda parte a equipa voltou a entrar bem, mas o primeiro golo acabou por “confundir a cabeça dos jogadores”.

“Acabámos por perder um bocadinho o discernimento, já não fomos tão organizados a cobrir a profundidade e a encurtar os espaços entrelinhas e acabámos por sofrer o segundo e o terceiro golos. O terceiro, então, é caricato”, considerou.

“Todas as oportunidades são boas para mostrarmos o nosso valor” – Rui Duarte

O treinador do Casa Pia AC considerou que o jogo de quinta-feira com o FC Porto para a Allianz Cup, a disputar às 20H15 no Estádio Pina Manique, é uma oportunidade para a equipa mostrar o seu valor, prometendo apresentar um ‘onze’ forte e realista, com respeito pelo adversário e pela competição.

“Todas as oportunidades são boas para nós mostrarmos o nosso valor, enquanto equipa, individualmente, e é isso que vamos tentar fazer: respeitar o adversário, obviamente que sim, respeitar a competição, tentar apresentar uma equipa forte que possa encarar o jogo de uma maneira realista e, se possível, tentar um bom resultado”, disse Rui Duarte na conferência de imprensa de antevisão do encontro da segunda jornada do Grupo D da Fase 3.

O técnico admitiu que o empate 1-1 imposto no dia anterior pelo Sporting da Covilhã, também da Liga Pro, ao campeão nacional Benfica foi “um exemplo claro de que um jogo entre duas equipas de campeonatos diferentes pode ser competitivo”, pelo que sublinhou: “Vamos tentar desfrutar do jogo, mas com responsabilidade e com o objetivo de poder ganhá-lo”.

 Considerando que atingir a fase de grupos da Taça da Liga “foi muito bom” para o Casa Pia e que “o objetivo nesta competição está alcançado”, Rui Duarte garantiu que “a equipa tem treinado muito bem” e admitiu haver “um ou outro jogador que poderá entrar na equipa para também desfrutar” e lhe ser concedida uma oportunidade.

“Nós temos um plantel relativamente curto para encarar várias competições ao mesmo tempo e isso para nós é uma realidade. Esta semana temos três jogos em oito dias e obviamente que isso poderá acontecer”, acrescentou.

Uma vez que, enquanto jogador, foi treinado por Sérgio Conceição, Rui Duarte frisou saber bem qual é a intensidade que o treinador portista exige nos treinos e nos jogos, mas assegurou: “Vamos estar preparados para isso, porque pessoalmente também gosto de intensidade e temos demonstrado isso nos últimos jogos”.

O treinador casapiano espera “um FC Porto extremamente agressivo, a tentar resolver o jogo nos minutos iniciais”, mas pretende que a sua equipa também entre forte no encontro.

“Vamos entrar a tentar contrariar o poderio da equipa do FC Porto e também a implementar o nosso jogo, porque só assim é que conseguiremos desfrutar. Não queremos entrar no jogo pura e simplesmente para defender o resultado. Não é isso que nos passa pela cabeça, não é isso que tenho transmitido aos jogadores: tenho transmitido que é para ter organização, desfrutar do jogo, mas, no fundo, sermos realistas e sabermos que o jogo que aí vem no domingo [com a Académica, em Coimbra] é muito mais importante para nós a nível de objetivo final do que propriamente este jogo com o FC Porto”, sublinhou.

Salientando que o objetivo é a manutenção na Liga Pro, “nem que seja no último segundo do campeonato”, Rui Duarte disse que “o Casa Pia hoje luta de igual para igual” com equipas como o Nacional, o Desportivo de Chaves ou o Leixões.

“É verdade que não tem pontuado, mas perde no pormenor. Há trabalho, há organização, há muito mais compromisso. Como treinador, fico orgulhoso, por um lado, mas, por outro, é uma frustração grande por saber que acabamos os jogos e não temos pontuado. Não vou mudar a minha identidade, a minha ideia de jogo e aquilo que eu acho que é melhor para a nossa equipa e, sinceramente, continuo a acreditar muito que podemos alcançar o nosso objetivo e que o clube, alcançando o objetivo, vai continuar a crescer de certeza absoluta. É isso que me move”, adiantou.

O treinador pretende “inverter esses resultados, para que sejam traduzidos em pontos e tragam mais confiança” à equipa, afirmando a sua satisfação por esta manter sempre a sua identidade, o que “é um sinal e uma prova de que os jogadores acreditam” no trabalho que está a ser feito.

Jogo com FC Porto é para desfrutar “ao máximo”, afirma Kikas

Desfrutar o jogo “ao máximo” é a palavra de ordem no balneário do Casa Pia C para o embate de quinta-feira com o FC Porto, no Estádio Pina Manique (20H15), na segunda jornada do Grupo D da Fase 3 da Allianz Cup.

“É um jogo especial, mas vamos tentar desfrutar ao máximo. Defrontamos uma grande equipa, como sabemos, mas vamos tentar desfrutar do espetáculo”, afirmou o médio Kikas, na conferência de imprensa de antevisão do encontro com os vice-campeões nacionais e finalistas da última edição da Taça da Liga.

O número 8 do casapiano admitiu que a equipa pode ter menos pressão por já não ter hipóteses de se qualificar para a ‘Final Four’, mas insistiu na ideia de o plantel viver o momento com prazer, embora sem deixar de ser competitivo.

“Vamos desfrutar do jogo, porque é sempre um jogo especial, tanto para nós como para os nossos adeptos, até mesmo para o FC Porto, mas penso que vamos estar à altura e dar uma resposta positiva”, sublinhou.

Kikas espera “um FC Porto forte”, porque os ‘dragões’ “ainda têm aspirações de passar”, e garantiu: “Iremos respeitar o FC Porto, como equipa grande, mas iremos jogar o jogo pelo jogo e tentar uma vitória, quem sabe”.

O jogador casapiano admitiu, no entanto, que, como “o FC Porto tem excelentes jogadores e é uma das grandes equipas do campeonato” português, o jogo “vai ser muito complicado”, quer a equipa portista alinhe com os habituais titulares ou não.

De acordo com o médio, no primeiro jogo da Allianz Cup, frente ao Desportivo de Chaves (0-1 no Estádio Pina Manique), “foram pormenores” que ditaram a derrota e comprometeram a qualificação. “Estivemos por cima, mas nos pormenores eles marcaram um golo e foi assim…”, recordou.

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«As boas equipas também têm pontos fracos»

O Casa Pia joga amanhã (10/11/19), às 17.15 horas, em casa do GD Chaves, a 11.ª jornada da Liga Pro, desafio de elevado grau de dificuldade.
Rui Duarte, treinador, concorda.
«O GD Chaves é uma boa equipa deste campeonato que em casa faz uso da sua força e qualidade. Mas também temos os nossos objetivos e vamos lutar por eles. Temos de ir determinados, a pensar que temos uma estratégia e que temos a nossa força», enfatiza, acedendo a analisar melhor o adversário. «É equipa bastante equilibrada, com muita qualidade e com alguns jogadores com experiência de I Liga. Provavelmente, será uma das equipas a andar nos lugares cimeiros da tabela, grupo que cedo assumiu querer regressar à I Divisão. Mas estamos preparados. Já disse várias vezes que não temos receio de jogar seja contra quem for. Temos de preparar-nos bem porque até as boas equipas têm pontos fracos», lembra, desvalorizando o desgaste inerente a viagem de largos quilómetros: «Se faz mossa? Não, acho que não. São situações normais de deslocações longe. Não vejo nisso um problema. Estamos a acautelar toda a logística para minimizar desgaste. Tudo para que na hora de jogo todos entrem com a máxima força e empenho», comenta Rui Duarte.
Depois da visita a Chaves, é o GD Chaves a visitar Pina Manique, dia 16, ainda que em diferente contexto: segue-se jogo da fase de grupos da Taça da Liga. «Se este jogo é um ensaio? Bem, espero ganhar ambos os jogos. Não quero chamar esta deslocação de bom ensaio. Vão ser jogos distintos, competições diferentes mas o nosso foco está neste jogo agora em Chaves. Queremos fazer um bom resultado. O nosso grande objetivo está em mantermo-nos no campeonato. Só com pontos e vitórias lá chegamos, só com pontos e vitórias a equipa cresce e ganha confiança», alerta.
O Casa Pia, recorde-se, voltou na última jornada a jogar em casa, estreando o remodelado Pina Manique num jogo intenso, com direito a cambalhota no resultado e vitória no fim. Um bálsamo que a equipa há muito esperava. «As vitórias trazem confiança, trazem alegria mas também trazem responsabilidade. Espero que eles, jogadores, encarem isso. É bom que se sintam alegres- porque o futebol é prazer, é paixão, é alegria- , mas também espero que sintam a responsabilidade da última vitória para que consigamos dar continuidade a esse bom resultado. Sinto a equipa melhor, já no caminho certo para o que queremos e esta vitória veio confirmar isso, embora não tenha sido uma vitória fácil. Temos de agarrar neste último jogo, tirar o que de bom ele teve e corrigir o que de menos bom também nos revelou. Mas não podemos, de maneira alguma, dormir à sombra de uma vitória sabendo nós da posição difícil em que nos encontramos. »

«Voltar a casa sem deslumbramento»

O Casa Pia volta a casa na jornada 9 da Liga Pro que dita receção ao Vilafranquense. A semana foi trabalhosa, dentro e fora de campo, mas, e sublinha o treinador Rui Duarte, importa, sobretudo, não perder o foco do jogo e do objetivo que é regressar às vitórias.
«Temos a missão de acompanhar tudo o que está a ser feito à volta do clube e da equipa. O clube está a apetrechar-se com condições e isso tem de ser fator motivacional para todos mas, principalmente, não nos podemos deslumbrar. Temos de focar-nos no jogo porque há objetivo a alcançar. Haverá tempo, depois, de desfrutarmos melhor do estádio e das novas condições mas agora é tempo de entrar em campo e dar o tudo por tudo. Acho que a equipa apreendeu a mensagem. Acredito que quando chegarem ao estádio remodelado vão sentir-se motivados e não deslumbrados. Deslumbramento traz apatia, falta de concentração, falta de foco e isso é tudo o que não queremos», principia o treinador, ávido de fazer de Pina Manique a muralha da equipa.
«Estamos numa situação em que não queremos estar e temos de fazer das tripas coração para inverter este ciclo negativo. O fator casa tem de ser o virar de página difícil e de adaptação à Liga Pro. Não fizemos um ponto em casa e isso é revelador que estamos sempre a jogar fora. Qualquer equipa tem de sentir-se bem em casa e Pina Manique vai ser a nossa fortaleza.»
O discurso de Rui Duarte é incisivo na palavra concentração: «Que não percam o foco. É verdade que durante a semana não conseguimos estar concentrados, fechados, devido às obras e demais preparação. As dinâmicas de trabalho não foram as ideais mas tudo o que está a acontecer é para melhorar. Todos entendemos e somos sensíveis a isso.  Daí o passar constante da mensagem de compromisso, trabalho, exigência. Mas vejo o brilho nos olhos deles de quererem dar a volta a esta fase e espero que Pina Manique seja o realizar de muitas vitórias.»
O adversário vem de Vila Franca de Xira, sendo também recém chegado aos campeonatos profissionais. «Vai ser jogo difícil. Verdade que as equipas já se cruzaram várias vezes nos últimos tempos. É uma equipa que conhecemos bem, equipa difícil, muito bem orientada. Nesta Liga Pro não há jogos fáceis. Temos de estar determinados, temos de sentir aquela vontade de nos superarmos, vontade que vem de dentro. Tudo aliado à qualidade, à estratégia, ao pensar do jogo, a percebermos os momentos do jogo. O facto de as equipas se conhecerem bem pode ser fator determinante», antevê Rui Duarte, satisfeito com os progressos do grupo.
«Equipa à imagem de Rui Duarte ? Sim, cada vez mais. Sinto que estão cada vez mais próximos do que queremos. Notam-se sinais positivos na ideia de jogo que está a ser posta em prática. A equipa está com mais bola, muito mais agressiva. Tenho a certeza que vamos ser aquilo que queremos ser no futuro. Estamos mais próximos do que preconizamos. A equipa já percebeu que é preciso espírito de sacrifício e organização. As equipas são processo de evolução mas estamos mais próximos do que queremos, sim», garante.

«Uma palavra para o jogo? Identidade. Identidade de equipa!»

Volta a Liga Pro, voltam os compromissos do Casa Pia que amanhã, dia 26, recebe o Académico de Viseu. A semana foi trabalhosa, após eliminação da Taça de Portugal, percalço do qual saíram ilações.
«A equipa percebeu a mensagem passada. Por muito que possa haver alguma resistência do grupo, têm de perceber que a frustração é sentida. Há que criar identidade forte dentro de campo para percebermos qual o caminho. Mas esta semana foi positiva. Penso que a resistência foi ultrapassada. Compromisso? Quando falo em compromisso, falo em acreditar, verdadeiramente, no que estamos a fazer. De perceber-se que o espírito de sacrifício e a entrega têm de ser diárias, sempre nos limites. Na posição em que estamos, e depois do mérito fantástico do último ano com a subida de divisão, esse caminho não pode perder-se. Temos de criar espiral positiva que possa fazer com que toda a gente sobressaia dentro do projeto», principia Rui Duarte, elogiando o adversário que viaja da terra de Viriato.
«É a terceira defesa menos batida, sim. O Académico de Viseu é uma boa equipa. Estão muito estáveis. São equipa com bons princípios de jogo, claramente identificada com esta divisão, com jogadores com muita experiência de Liga Pro. Vai ser jogo difícil, duro, mas acredito, plenamente, na nossa equipa e nas possibilidades que teremos de discutir o resultado», vinca o treinador, voltando a usar frase que já havia proferido aquando da sua chegada a Pina Manique.
«Não queremos ser os coitadinhos deste campeonato. Para tal é preciso criarmos identidade forte, termos coragem e carácter. Temos de criar espírito de sacrifício grande, através de trabalho árduo diariamente para nos igualarmos a estas equipas com mais experiência e com jogadores com muita rotina desta divisão. É trabalho com o qual temos de lidar mas que não nos mete medo. Que se consiga, de uma vez por todas, quebrar esta fase negativa e ganhar confiança para nos estabilizarmos na tabela», desafia o técnico, crente também de que até os índices físicos da equipa sofrerão melhorias.
«Fisicamente? Foi aspeto que sentimos ter de melhorar . Não por a anterior equipa técnica estar a trabalhar mal, nada disso, apenas porque no meu modelo e ideia de jogo a equipa tem de ser muito mais agressiva, tem de correr muito mais, tem de estar muito mais predisposta para o jogo. Trabalhamos bastante nestas ultimas três semanas. Não se conseguem resultados de um dia para o outro mas tenho a certeza que vamos melhorar gradualmente. Aliás, já tenho indícios disso mesmo. Quando se eleva um pouco a dinâmica de treino, ou a forma de se treinar, é natural que, com a mudança de metodologia, possa perder-se um ou outro jogador. Mas, no fundo, já conseguimos manter todos os outros num nível acima. Semana após semana vão começar a sentir-se cada vez melhor», aposta.
Uma palavra para a missão de amanhã?
«Identidade. Identidade de equipa . Uma identidade forte para que as relações interpessoais dentro de campo se conjuguem e os façam criar identidade forte como equipa. É o que nos falta neste momento para tudo mais fluir: questões técnicas, táticas e físicas.»

Fascínio da Taça e enorme vontade de seguir em frente

Chegou a vez da Taça de Portugal. A III eliminatória reserva ao Casa Pia receção ao FC Vizela, equipa do CNS que sucede ao último jogo de campeonato, em casa do Leixões. Apesar de resultado menos conseguido, Rui Duarte, tira dele boas ilações.
«Acho que fizemos coisas muito boas no último jogo, apesar do resultado não ter sido o que ambicionávamos. Tivemos pouco tempo para trabalhar mas fizemos coisas boas a nível de organização. Já estivemos bem melhores, dentro do que pedimos à equipa. É verdade que a nível ofensivo temos de melhorar e insistimos nisso esta semana», revela o treinador, elogioso para com o adversário de amanhã.
«É uma equipa boa do Campeonato de Portugal. Há equipas boas, há boas equipas, há bons treinadores e jogadores no CNS. Esta é, sem dúvida, uma dessas equipas. É uma equipa que tem uma ideia de jogo, um bom treinador, que está a fazer um bom trabalho, que tem boa dinâmica de vitórias fruto dos dois últimos anos que têm jogado neste campeonato. Este ano não é exceção e o FC Vizela quer chegar à Liga Pro. Acredito que vai ser jogo difícil, disputado mas estamos confiantes e a trabalhar para resultado que nos faça seguir em frente. Mais que olhar para o adversário temos de olhar para nós, para o que temos e devemos fazer. Estamos a trabalhar bem e o jogo tem de refletir isso mesmo. Se a equipa está a ficar mais à minha imagem? Sim, cada vez mais», concorda Rui Duarte, para quem a Taça também muito diz.
«Só a palavra Jamor já significa muito. Tem muito valor para as equipas, treinadores e jogadores. Mexe com todos. Sabemos que há surpresas, que há caminhadas interessantes que nos valorizam e vamos tentar dar continuidade ao nosso percurso nesta prova que tem muito carisma e mística. Até porque, depois, podemos apanhar jogos de maior grau de dificuldade. O facto de podermos enfrentar equipas da Liga NOS é, por si só, fator de motivação. Como treinador? Já tive a experiência de estar nos quartos de final da Taça e recordo que a cada eliminatória aumentava a envolvência, a mobilização, o mediatismo e atenção de todo o mundo do futebol. Temos de querer mais e chegar o mais longe possível para que nos identifiquem como um bom grupo. O que só valoriza todos. Lógico que a nossa missão é o campeonato mas, de qualquer forma, não vamos menosprezar este jogo de maneira alguma. Vamos joga-lo para ganhar», assegura.

«Vamos ser corajosos»

Rui Duarte, 41 anos, acredita que o jogo em Matosinhos vai ser de viragem
rumo ao objetivo do Casa Pia

Rui Duarte estreia-se no comando técnico do Casa Pia em Matosinhos, casa do Leixões, e o otimismo não poderia ser maior. As saudades de treinar estavam já a tornar-se insuportáveis.
«Tenho verdadeira paixão pelo futebol, gosto de treinar! Gosto tanto de treinar… Estar de fora oito meses é duro. Agora quero implementar as minhas ideias, a minha forma de estar e ver o futebol. Que forma é essa? É uma forma de querer jogar, de ser ambicioso, de querer chegar o mais longe possível, de querer passar o que aprendi enquanto jogador. De ver que o que se faz no treino tem tradução no campo. Fundamentalmente, ver a equipa acreditar no que nós, equipa técnica, acreditamos. A minha forma de estar no futebol preconiza trabalho, ambição, coerência, o máximo possível», define o treinador que apenas teve uma semana para preparar a visita ao Estádio do Mar.
«Ter pouco tempo foi um desafio, não há dúvida. Sinto que a equipa quer, e está a acompanhar, as nossas ideias. Foi uma semana muito intensa, tanto da nossa parte, como da deles, jogadores, mas é muito difícil trabalhar todas as ideias em poucas unidades de treino. Quisemos, essencialmente, passar o que consideramos ser mais importante para este jogo. O processo é depois de evolução e melhoramento. Sentimos, que, de alguma forma, muita informação podia ser contraproducente. É que não é só o desgaste físico, é também o mental . Assimilar muita informação podia ser prejudicial», explica Rui Duarte que, desde que chegou a Pina Manique, fala de «máxima liberdade, máxima responsabilidade».
«Temos de ter consciência do objetivo do clube. Se não fosse para atingir o objetivo eu não vinha. Estou aqui para isso. A realização pessoal também é importante para mim, não posso mentir, mas cumprir o objetivo coletivo é o maior desafio. Um clube com quase cem anos de história não pode chegar a uma liga profissional e no ano a seguir voltar para onde estava. Não faz sentido. O clube tem de continuar a crescer. Até porque as infraestruturas estão a melhorar, as condições gerais do clube são já outras… Nós, jogadores e treinadores, temos de caminhar para o mesmo lado. Daí a máxima liberdade, naquilo que é o nosso relacionamento interpessoal, mas também máxima responsabilidade por termos vasto caminho a percorrer.»
A estreia acontece, pois, em casa do Leixões, equipa deveras apoiada por uma massa associativa briosa. «Conheço. Conheço bem. Até porque fui lá jogador. O Leixões tem adeptos fervorosos. Mas, sinceramente, acredito que vamos ser corajosos, audazes, vamos ser atrevidos. É essa a mensagem que lhes passo. Coragem, audácia, atrevimento, organização e trabalho. São estas as características que quero que a equipa siga, porque nós, equipa técnica, somos assim. Naturalmente, que passamos algumas noções básicas do que vão encontrar em termos de ambiente mas estamos mais focados no nosso comportamento em campo. Atitude que tem de ser de coragem, de organização, de ambição, de querer ganhar», reforça.
Que perigos encerra este Leixões?
«É uma equipa que investiu bastante, que anda no grupo dos principais candidatos à Liga NOS. É uma equipa que conheço bem, já os vi várias vezes, equipa forte em casa. Mas, acima de tudo, prefiro focar-nos em nós. Acredito que vamos entrar bem, acredito que vamos ter bola, acredito que vamos marcar e que vamos ter comportamento de viragem. Não é este o lugar em que queremos estar e acredito que este possa ser jogo de viragem para sairmos da zona da tabela em que nos encontramos. Carlos Pinto? Já nos cruzamos muitas vezes como adversários, até como treinadores – ele na Académica, eu em Faro», ri-se Rui Duarte ao recordar.
A visita ao Leixões fica também marcada por uma iniciativa do clube do norte que pediu aos adeptos para oferecer alguns bens de consumo básico à Casa do Caminho, instituição que cuida de crianças em risco.
O Casa Pia associou-se à corrente de solidariedade, tendo a equipa, treinadores e staff carregado o autocarro com várias ajudas.
Rui Duarte aplaude: « O futebol é jogo de sentimentos. E não pode ser só dentro de campo. Tem de ser fora dele também. Foi com agrado que aderimos à iniciativa do Leixões e a esta importante causa que vai também de encontro à nossa cultura Casa Pia, de sermos solidários sem nunca deixarmos de sermos ambiciosos.»

Rui Duarte assume comando técnico

Rui Duarte, 41 anos, é o novo treinador do Casa Pia AC tendo sido oficialmente apresentado na renovada sala de Imprensa de Pina Manique. Na companhia do presidente, Vítor Seabra Franco, e do gerente executivo da SDUQ, Paulo Cardiga, o técnico, que na última temporada orientou o Farense, mostrou-se seduzido pelo novo desafio.
«É aliciante. As minhas equipas são competitivas, jogam com alma e garra. Sinto-me muito bem com esta camisola», assegurou o antigo médio.
Quanto ao trabalho que o espera…
«As equipas na Liga Pro são muito equilibradas. O plantel? Conheço praticamente todos. Sei que têm um bom grupo. Que queiram crescer e evoluir. Pelo que analisei podemos tirar ainda mais deles. Não sei se estarão nos seus limites. Venho com o objetivo de tirar o melhor de cada um em prol da equipa. Será sempre essa a missão. Não há aqui ninguém maior que a instituição. Há um símbolo e uma história a respeitar. E isso tem de ser transportado para dentro de campo. Jogar já com o Leixões [jogo antecipado da 8.ª jornada, dia 12/10/19]? Vamos estar prontos para competir. As minhas equipas, repito, são competitivas e isso vai ficar sempre bem expresso. Temos de tentar perceber primeiro as carências da equipa. O facto de ter apenas uma semana para preparar o jogo não é benéfico mas o grupo é bom e está com vontade, o que é um bom principio para trabalhar», comentou, otimista, Rui Duarte, antes de visitar as instalações, conhecendo os cantos à casa e ficando a par das últimas afinações no remodelado estádio Pina Manique.
Já o presidente Vítor Seabra Franco desejou sucesso ao novo rosto do Casa Pia AC, sucesso esse que será o do clube e respetiva gestão: «Seja bem- vindo ao casa Pia Atlético Clube, Rui Duarte. Primeiro queria agradecer a Joel Pinto, coordenador da formação que assegurou os treinos nestes últimos dias e dizer-lhe que, no futuro, terá a sua oportunidade. Ao Rui desejo as maiores felicidades. O objetivo do clube é a manutenção, a nossa expetativa é que tenha êxito neste clube que para o ano completará 100 anos. Muito obrigado por ter aceite o convite.»

«Grupo não se permite quebrar»

Pedro Machado, 23 anos, garante que o grupo está fortemente unido para vencer

Amanhã há jogo de Taça de Portugal em casa do Mineiro Aljustrelense, adversário da série D do CNS. Jogo de diferente cariz e que promete enorme convívio. Pedro Machado, central do Casa Pia, comunga da ideia de ser dia de festa, em tudo especial.
«A Taça é competição histórica. Também em nós, jogadores, mesmo durante a semana, sente-se motivação diferente. Há sempre aquele sonho de jogar no Jamor, palco emblemático de Portugal», confirma o defesa, ciente de que, há uns anos, a equipa de Pina Manique foi eliminada pelo Mineiro.
«Parece que foi jogo caricato! Mas queremos fazer história diferente. Não vamos pensar no que aconteceu lá atrás. Queremos focar-nos em fazer agora bom resultado e seguir em frente. Perigos? O Mineiro também estará, seguramente, motivado por receber equipa de divisão superior. Nós no último ano estavamos no mesmo campeonato que eles e, quando jogávamos com adversários de outro patamar, também sentíamos motivação extra. Mas vamos ter de fazer o nosso trabalho, de cumprir o nosso papel, que é ganhar», dispara Machado, 23 anos, após mais um treino.
A recente saída da equipa técnica que iniciou a temporada é facto a que ninguém fica indiferente mas, garante o central, o grupo sabe blindar-se a todas as adversidades.
«Estamos numa situação delicada mas o grupo é muito forte, coeso, temos união enorme. Trabalhamos muito isso. Aliás, essa cultura e espírito já vêm do ano passado. A equipa está focada em chegar a Aljustrel e passar a eliminatória. Apoiamo-nos uns uns aos outros e conseguimos. Seguimos! Grupo não se permite quebrar! Pode haver muita coisa à nossa volta mas rapidamente reagimos. Essa é a nossa maior valia», sublinha o camisola 4 de Pina Manique, jogador que também trabalha com a  ‘High performance coach’, Susana Torres. «Que conselho daria ela ao Casa Pia nesta altura de transição técnica? Dir-nos-ia que já nada pode alterar a presente situação, verdade? Por isso, o que está feito, está feito, o passado já não se muda. Há que focar no dia a dia, na presente realidade, ajudarmo-nos uns aos outros porque há jogo a ganhar. Há que pensar na festa que queremos fazer quando chegar as cinco ou seis da tarde de domingo. A adversidade tem de ser uma força.»
E por falar em festa… Taça pede convívio, animação e família.
«A minha, que está no Algarve,  já me disse que ia estar presente em Aljustrel. A minha mãe, Maria, e a minha mãe de cá, que é a minha tia Fátima, são pilares na minha vida, tal como o meu pai e irmão. São grande suporte. Agora com o Aljustrelense… o meu pai é alentejano, é de Sobral da Adiça, perto de Moura, e também tenho tios em Castro Verde, perto de Beja. Vai ser giro! Mas vão torcer todos pelo Casa Pia! Que conselho me dariam eles também para domingo? A minha mãe está sempre a dizer-me: têm que ir mais para a frente!», ri-se Pedro Machado, jogador que chegou a Pina Manique em janeiro da última época, estreando-se a titular com a camisola dos gansos negros na final do Campeonato de Portugal.
«Tive dois colegas que, infelizmente não puderam jogar. Eu nunca tinha sido escolha inicial mas foi a minha oportunidade. Foi bom para o Casa Pia, porque ganhamos e fizemos história. Agora tenho estado a ser opção, sim. Se sou mais valia? Sou mais um a trabalhar todos os dias para ajudar a equipa no que ela mais precisar. A nossa função, defesas centrais, recai muito na organização. Cá atrás conseguimos ver o jogo de outro prisma e dar feedback à equipa. Lá dentro gosto de comunicar com os meus colegas, sempre com positivismo. Do Pedro Machado podem esperar liderança, duelos ganhos e servir os meus colegas com qualidade para começarem a construir jogo. E ajudar a equipa a não sofrer golos», reflete Pedro Machado, exigente consigo próprio, ciente de onde quer chegar.
«Com 23 anos acredito que sou jogador maduro para a minha idade. Não só a nível de futebol como de vida. Cuido-me muito, sim. Acredito que só com trabalho conseguimos dar passo em frente na carreira. Qualquer jogador ambiciona alcançar maiores palcos e só com o máximo e melhor de nós próprios podemos aspirar a isso, dentro e fora dos treinos, com alimentação, descanso e regras», enumera.
«Melhor elogio? A mim basta-me ouvir que estive bem e que ajudei a equipa. Criticas? Gosto de ter feedback, pois as criticas ajudam-nos a evoluir. O meu ponto mais fraco, ainda a trabalhar, talvez seja a velocidade. Mas também sou grande e forte fisicamente», junta Machado, o jogador de chuteiras rosas, certo do desfecho em maio próximo: «Uma boa temporada para mim seria o Casa Pia conseguir a manutenção na Liga Pro. E não tenho qualquer dúvida que tal irá acontecer. Temos uma boa equipa, trabalhamos bem, o grupo é unido. Vai ser merecido!»

Convocatória:

Convocatória: Rafael (1), Van der Laan (99), Pedro Machado (4), Lucas (26), Carlitos (23), Caio (36), Joel (20), Rosa (21), Jorge Ribeiro (16), Jean (15),  João Coito (6), Sávio (50) , Sountoura (12), Mateus (10), Kikas (8), Kenidy (14), Tharcysio (9) e Rodrigo Dantas (18)

Lesionados: Filipe Mendes (77) e Martim (66)

«Respeitar o Cova e, acima de tudo, respeitarmo-nos a nós próprios»

Chegados à 6.ª jornada, o Casa Pia visita o Cova da Piedade à procura da primeira vitória na Liga Pro. A equipa tem construído jogo mas não tem conseguido traduzir em pontos o futebol já trabalhado.
«Tem faltado o resultado, sim. Este jogo com o Cova da Piedade vai ser difícil como todos os outros. O adversário tem dois jogos em casa e duas vitórias, é forte a jogar no seu reduto mas vamos apresentar-nos fortes dentro do que são as nossas possibilidades e limitações. A garantia que deixo é que vamos fazer o possível para conquistarmos os três pontos», principia Luís Loureiro que vê no coletivo do adversário o seu ponto mais forte.
«Edinho? Acima de tudo- e não só o Cova da Piedade mas todas estas equipas-, valem-se pelo seu todo. O Cova não é exceção. Realmente tem dois ou três jogadores que podem fazer a diferença pela sua qualidade individual mas é no seu coletivo que está a força. Temos, pois, de respeitar o Cova, obviamente, mas acima de tudo respeitarmo-nos a nós próprios e fazermos o melhor possível para vencermos», acentua o treinador, ex colega de Jorge Casquilha, treinador do Cova da Piedade, quando ambos defendiam o Gil Vicente. «Partilhamos o balneário, quando jogadores, durante três anos. É técnico que já tem muitos anos de Liga Pro e tem conhecimento da realidade desta competição. Acima de tudo o foco tem de estar em nós e deixarmos tudo o que temos dentro de campo», volta a frisar Loureiro, sem olhar para as estatísticas à 6. jornada: «Olhar já para números é precoce. O ano passado houve equipa que terminou em último lugar na primeira volta e acabou o campeonato em lugar tranquilo do meio da tabela. Obviamente que sofrer golos pode retirar confiança à equipa, o que é natural, mas não passam de números.»

Convocatória: Rafael (1), Rodolfo (30), Pedro Machado (4), Abel (5), Lucas (26), Simão (3), Carlitos (23), Joel (20), Rosa (21), Jorge Ribeiro (16), Jean (15),  João Coito (6), Sávio (50) , Sountoura (12), Mateus (10), Kikas (8), Jeka (7), Roncatto (11) e Tharcysio (9).
Lesionados: Filipe Mendes (77) e Martim (66)

«Pontuação não espelha produção das equipas»

Luís Loureiro e Carlos Simões: treinadores afinam estratégia

A Oliveirense é o adversário que se segue ao casa Pia AC, equipa que também se situa na cauda da tabela com apenas um ponto, resultante de um empate. A paragem no campeonato permitiu afinar algumas situações, agora que se depara jogo de extrema importância.
«Acima de tudo a paragem deu-nos tempo para trabalharmos algumas situações que não estavam a funcionar da melhor forma. E segue-se, sim, jogo muito importante pela frente. É inédito? Nunca se defrontaram? Vão haver mais jogos assim. O Casa Pia não tem histórico de Liga Pro. Tanto nós como a Oliveirense temos um ponto apenas e considero que, em ambos os casos, a pontuação não espelha a produção das equipas em campo. A Oliveirense é uma boa equipa, bem trabalhada, que não sofre muitos golos mas nós estamos preparados, apesar de sabermos que as dificuldades vão ser muitas», projeta Luís Loureiro, fazendo o Raio-X do adversário, ainda que mais preocupado em olhar para o seu conjunto.
«A Oliveirense tem boa organização coletiva, tem, também, dois ou três jogadores com qualidade acima da média mas, mais importante que a Oliveirense, vai ser o nosso comportamento em campo. Aquilo que nós iremos fazer. Temos estratégia delineada, uma ideia de jogo e vamos tentar pô-la em campo. Em termos emocionais, e apesar do Casa Pia ter apenas um ponto, sinto os jogadores com confiança e com crença de podermos inverter este ciclo menos positivo, apesar de virmos de um empate frente ao FC Porto B, que não considero um mau resultado», lembra o treinador, elogiado esta semana por David Rosa, lateral que o apelidou de «bom gestor de jogadores mas também de homens».
«Esse aspeto é importantíssimo. Para mais quando a equipa não está a traduzir a sua capacidade em termos pontuais, que é o nosso caso. Além de trabalharmos em termos técnicos e táticos há que libertar alguma ansiedade e pressão extra e dar-lhes o conforto emocional necessário para que todo o jogador faça o seu trabalho em campo», acrescenta.
No que à equipa respeita, o médio Martim Maia, lesionado (lesão interna do joelho) , está indisponível, mas há que contornar a adversidade: «A nossa condição física? Como é sabido, o Casa Pia não teve grande período de descanso. Temos vindo a gerir a situação em termos físicos mas, ao final de quatro jogos, já nos começamos a aproximar dos índices que podem ser os ideais. A equipa não estará no seu melhor, derivado a muitas circunstâncias, mas está em condições de fazer um bom jogo e conquistar os três pontos.»

Convocatória: Rafael (1), Rodolfo (30), Pedro Machado (4), Abel (5), Carlitos (13), Lucas (26), Simão (3), Joel (20), Rosa (21), Jean (15),  João Coito (6), Sávio (50), Sauntoura (12), Mateus (10), Kikas (8), Roncatto (11), Kenidy (14) e Tharcysio (9). Lesionados: Filipe Mendes (77) e Martim (66)  

Dramé junta-se à equipa

Dramé quer mostrar em campo do que é capaz. E ajudar o casa Pia AC a somar pontos e golos

Ousmane Dramé.
O nome do avançado é já bem conhecido do futebol português.
O atacante, de 27 anos e dupla nacionalidade (francesa e maliana), esteve na última época ao serviço da Belenenses SAD mas já antes passara por Sporting e Moreirense.
Em França, e sem clube, Dramé, avançado que joga nas várias posições dianteiras, 1,74 m e 67 kg, aposta agora no Casa Pia para voltar a exibir o seu futebol.
«Não quero falar muito. Há projetos que têm tudo para dar certo e depois não dão. Há outros que se revelam boas surpresas.  Só sei que quero voltar a fazer o que mais gosto que é jogar futebol e marcar golos. Todos os jogadores esperam o melhor. Os avançados procuram, naturalmente, marcar e assim concluir da melhor maneira o trabalho da equipa», assenta Dramé, agora com barba mas fisicamente em boa forma.
«Estava sem clube mas não estive parado. Cuidei de mim, da minha condição física, apliquei-me no ginásio, nas corridas. Sinto-me bem», assegura Dramé – nome que constará da camisola- , num português fluído,  afirmando ter continuado a seguir o futebol português nos últimos tempos em que esteve afastado.
«Do Casa Pia? Sei que é um ano de altas expetativas para o clube. Que a equipa subiu à Liga Pro e que quer manter-se na competição. Vou fazer de tudo para que corra bem para mim e para a equipa. Mas, como já disse, não quero falar muito. Quero começar a trabalhar, a melhorar os meus índices e recuperar o ritmo de jogo ideal», desfere apenas Dramé, novo camisola 17    do Casa Pia, emblema que quer honrar e usar para relançar carreira.

«Sem mais pressão que a normal!»

Luís Loureiro sabe que, mais cedo ou mais tarde,
os resultados farão jus ao trabalho da equipa

«Mensagem? Acima de tudo o que quis passar à equipa esta semana foi libertação. Liberta-los de mais pressão daquela que é natural que exista. Os resultados não têm sido positivos e colocar-lhes pressão acrescida poderia ser mais prejudicial que benéfico. Quis liberta-los dessa pressão, logicamente, sem esquecermos a responsabilidade máxima em cada jogo que discutimos.»
As palavras são de um Luís Loureiro determinado, conhecedor do grupo com quem trabalha. A equipa ainda não pontuou na Liga Pro mas os resultados farão jus ao empenho e trabalho do grupo, vaticina.
«Quando uma equipa não ganha, e vem de três resultados negativos, cria-se sempre alguma ansiedade, alguma desconfiança. O nosso trabalho tem sido feito nessa direção: de ‘limparmos’ a questão emocional. A trabalhar como nós trabalhamos, com esta dedicação e compromisso, os resultados irão aparecer. Mais cedo ou mais tarde. Tenho a certeza», avança o treinador que amanhã protagoniza com o seu Casa Pia mais um encontro inédito.
«FC Porto B e Casa Pia AC nunca se defrontaram … O nome não pesa mais por ser uma equipa B do FC Porto. É verdade que tem jovens de muita qualidade, ainda para mais moralizados com o último resultado. Será sempre jogo muito difícil. Jogadores da A? Desde a altura em que estamos na Liga Pro que sabemos ter de defrontar este tipo de adversários. Nós, como equipa, temos encarado todos os jogos com muita motivação e responsabilidade e este é mais um. Independentemente dos jogadores que possam estar do outro lado do campo. Temos consciência que são jogadores com qualidade, por isso estão no FC Porto, apesar de estarem na formação B», comenta o técnico, acrescentando: «Nunca é fácil montar uma estratégia para qualquer adversário da Liga Pro. Ainda para mais frente a jogadores destas formações, moralizados com o último resultado. Antevejo jogo muito difícil mas tenho consciência que a minha equipa está preparada para dar uma boa resposta», volta a desferir Luís Loureiro, que também não se recorda de alguma vez ter defrontado Rui Barros, treinador da formação B do FC Porto: «Ele é um pouco mais velho que eu. Nem sei se alguma vez nos defrontamos, penso que não. Mas, obviamente, é um conhecedor e uma figura do futebol português.»

Convocatória: Rafael (1), Rodolfo (30), Carlitos (13), Pedro Machado (4), Lucas (26), Simão (3), Joel (20), Rosa (21) , Jean (15),  João Coito (6), Sávio (50), Dantas (18), Sauntoura (12), Mateus (10), Kikas (8), Roncatto (11), Kenidy (14) e Tharcysio (9).
Lesionados: Filipe Mendes (77) e Abel (5)

Van-der-Laan para a baliza

Van der Laan confiante numa boa temporada

A história é deliciosa. Van-der-Laan chama-se, efetivamente, Rafael.
Mas no futebol e até na camisola estará o nome Van-der-Laan. Aliás, no trato, mesmo no balneário, não quer ser Rafael mas sim Van-der Laan.
«É uma história de família que gostamos de perpetuar. Tenho ascendência holandesa. Conta-se que o meu tetravô, Laan, belga, em tempos de guerra, apaixonou-se por uma holandesa, Van, bem perto da fronteira. Daí a junção Van-der-Laan que gostamos de homenagear», explica o guarda-redes, de 20 anos, 1,94 m e 82 kg, que exibirá o número 99.
«Porque o Casa Pia tem 99 anos e porque nasci em 99», dispara, senhor de enorme maturidade que, garante, é extensível à baliza.
«Se também fui para guarda-redes por acaso? Foi! Mesmo. Estava no Trajouce, só havia um guarda-redes que se lesionou num jogo frente ao Oeiras. Eu era central e disseram-me: vai tu para a baliza que és grande. E assim fiquei. Depois fiz toda a formação no Sporting, até aos sub-19. Na última época estive no Estoril, nos sub-23, e agora acredito no sucesso deste projeto», acrescenta, apresentando-se como líder nato.
«O futebol tem-me ensinado a ser assim. Gosto muito de falar com a equipa em campo. Sei que este vai ser um ano de aprendizagem mas quero fazer o máximo de jogos possíveis. Sei que cá estão três bons guarda-redes, mais velhos e experientes, mas acredito poder contribuir com a minha agressividade», acentua Van-der-Laan, desejoso de mostrar do que é capaz, guarda-redes que sempre teve por referência Van der Sar: «Via vezes sem conta os seus jogos no United…»

«Plena confiança num bom resultado»

Luís Loureiro, 42 anos, procura os primeiros pontos na Liga Pro

Luís Loureiro não quer falar do que passou. Nem do melhor, nem do menos bom. A equipa procura os primeiros pontos na Liga Pro e é aí que assenta o seu discurso.
Segue-se a receção ao Estoril Praia, equipa nas mesmas condições que o Casa Pia AC e que a Mafra chegará, também, com enorme vontade de desfeitear os gansos. «Os resultados que ficaram para trás já não se podem alterar. Olhemos em frente. Foi uma semana boa. A resposta dos jogadores foi a que estava à espera. Demonstraram ambição muito grande. Claro que quando se ganha é sempre melhor mas o que fizemos durante estes dias dá-me plena confiança num bom resultado», desfere o treinador que se vê privado de Filipe Mendes e Abel Pereira.
«As lesões fazem parte do futebol. As equipas técnicas têm de saber lidar com essas situações e arranjarem soluções. Sávio e Lucas na convocatória? Estamos a trabalhar há mês e meio, os jogadores têm chegado a conta gotas e lógico que os índices físicos não são iguais para todos. Não só os índices físicos como a maturação dos processos coletivos», comenta Loureiro, sem olhar aos jogadores adversários que mais podem desiquilibrar.
«Não olho para as individualidades. O Estoril é uma equipa com carisma na Liga Pro, com outras ambições que nós não temos, pelo historial do clube num passado recente. A verdade é que também tem zero pontos e vai querer fazer um bom jogo. Será jogo difícil que valerá pelo coletivo. Estamos focados no que faremos em campo para ultrapassar a equipa do Estoril que é uma equipa muito forte», elogia.
A verdade é que, apesar de ainda procurar os primeiros pontos na competição, Luís Loureiro continua a sentir o carinho de quem lhe é próximo e dos muitos que desejam o melhor ao clube e à equipa:
«Toda a gente nutre grande simpatia pelo Casa Pia. Muita gente, mesmo não sendo do Casa Pia, torce pelo Casa Pia, pela dedicação e determinação do que foi feito para chegar aqui. E isso ajuda-nos ao que faremos em diante.»

Convocatória: Rafael (1), Rodolfo (30), Carlitos (13), Pedro Machado (4), Lucas (26), Simão (3), Lucas (26), Joel (20), Rosa (21), Jorge Ribeiro (16), Jean (15),  João Coito (6), Sávio (50), Sauntoura (12), Mateus (10), Martim (66), Kikas (8), Roncatto (11), Kenidy (14) e Tharcysio (9).
Lesionados: Filipe Mendes (77) e Abel (5)

«Concentração vai ser fundamental!»

Luís Loureiro estreia-se na Liga Pro na condição de visitado recebendo o Penafiel

Jornada 2 da Liga Pro.
O Casa Pia AC recebe, em Mafra (17/08/19 – 18.15 horas), o Penafiel, depois da derrota inaugural, em casa do Farense, jogo de estreia nos campeonatos profissionais.
«O que aprendemos com esse resultado? Que não entramos como queríamos, que era, fundamentalmente, a não perder. Vínhamos de uma boa dinâmica de vitórias, com dois jogos oficiais e consequente passagem à fase de grupos da Taça da Liga.. Este primeiro jogo não nos correu bem mas temos de reagir, tendo já pela frente adversário muito difícil  que montou equipa forte para atacar os lugares cimeiros da prova. Antevejo jogo de enorme dificuldade», principia Luís Loureiro que, logo após o apito final em Faro, assumiu que a equipa não tinha sabido gerir o resultado (marcou primeiro, de grande penalidade).
«Isso é trabalho que se faz dentro e fora de campo. É questão que faz parte do crescimento da equipa. Conforme tenho dito, a exigência é outra, os jogadores também são outros e os erros, muitas vezes, pagam-se caro. As situações foram analisadas, corrigidas, conversamos  e, obviamente, são situações que servem de aprendizagem e que nos adaptam mais rapidamente à nova realidade», comenta o treinador, otimizando o lado mais empírico dos resultados menos conseguidos.
Segue-se, pois, o Penafiel, equipa bem rotinada da competição.
«É um dos grandes trunfos do visitante. Deve ser das equipas mais antigas deste campeonato. A maturidade competitiva desta equipa é, com certeza, maior que a nossa. Consegue gerir melhor as questões emocionais da Liga Pro mas não há muito tempo para nos adaptarmos. Foquemo-nos no essencial: nós queremos vencer, recebemos equipa que também tem por objetivo ganhar e, por certo, vai ser jogo equilibrado em que a concentração vai ser fundamental», adverte Loureiro, 42 anos.
«Se a batalha vai ser mais estratégica ou física? Hoje em dia todos temos acesso à forma como uns e outros jogam. As equipas, naturalmente, são estudadas pelos treinadores que elaboram as suas estratégias. Nos temos a nossa, vamos tentar impo-la e tentar que dê certo sem nos esquecermos que do outro lado está uma equipa fortíssima», elogia, sem ver no fator ‘casa emprestada’ motivo para desculpas.
«Já sabíamos que nos sentiríamos sempre em casa alheia. Isso não nos pode servir de desculpa. Desde o primeiro jogo que o digo. Obviamente preferíamos jogar em nossa casa, como é natural, perante os nossos adeptos, mas isso não pode servir de desculpa. Já fizemos dois jogos nesta casa emprestada que até não nos tem trazido más memorias. Muito pelo contrário, foram jogos com sucesso», lembra Luís Loureiro que se estreia, ‘em casa’ como treinador nos campeonatos profissionais.

Convocatória: Rafael (1), Rodolfo (30), Abel (5), Carlitos (13), Pedro Machado (4), Lucas (26), Simão (3), Joel (20), Rosa (21), Jorge Ribeiro (16), Jean (15),  João Coito (6), Jeka (7), Dantas (18), Sauntoura (12), Mateus (10), Roncatto (11), Kenidy (14) e Tharcysio (9)
Lesionados: Filipe Mendes (77) – lesão abdominal

«Último resultado foi …uma aprendizagem»

João Coito continua a capitanear o Casa Pia AC

João Coito cumpre a 10.ª temporada ao serviço do casa Pia AC.
O médio, de 29 anos, continua a ser o capitão de equipa de Luís Loureiro (secundado por Abel Pereira, Carlitos e Mateus), braçadeira que enverga com orgulho. «Sempre! Na Liga Pro? Continua a ter de ser com a máxima responsabilidade. O que senti na estreia da nova competição? Uns minutos antes pensei no tempo e na luta até chegar ali mas depois, assim que o árbitro apitou, a concentração no jogo sobrepôs-se», assegura o médio, ciente de que a nova prova trouxe mais mediatismo e também inevitáveis mudanças no grupo.
«Estamos todos a adaptar-nos a nova realidade. Houve alterações estruturais, também na equipa. Chegaram jogadores novos, que vieram para ajudar, e estamos na fase inicial de época», comenta João, que também viu chegar a Pina Manique novos elementos para o meio-campo.
«O que só reforça o grupo. São todos bem-vindos. Tanto eu, como todos, vamos ter de trabalhar bem. A ideia é termos qualidade e darmos o nosso melhor como equipa», assenta o jogador que personifica o modelo a seguir para a formação do clube. «É normal que me vejam assim já que sou o elemento mais antigo do clube na equipa. Por ser trabalhador, estudioso, inteligente e dedicado? Se me definem assim, fico muito feliz e orgulhoso, naturalmente», ri-se o camisola 6, garantindo que ser modelo dos mais jovens (conforme expresso em anterior reportagem com o futebol de formação) é motivação extra para si.
A verdade é que a segunda jornada da Liga Pro é já sábado, a primeira em casa (ainda que em Mafra) e há desafio a ultrapassar com a receção ao Penafiel.
Sendo João Coito fisioterapeuta – após dois jogos bem sucedidos de Taça da Liga- como definir a derrota inicial no campeonato? Uma contractura, um estiramento, uma mialgia?
«Apenas uma aprendizagem. É algo que sabíamos que podia acontecer… Vínhamos de fase muito boa de vitórias, que deu seguimento às da última época, e, claro, que doeu um bocadinho. Mas o grupo é forte e temos já novo compromisso a honrar e superar. Vai ser jogo equilibrado, perante equipa já bem rotinada na Liga Pro e em que temos de estar bem concentrados e articulados. Nunca marcamos ao Penafiel em quatro jogos já realizados entre as equipas? Vai ter de ser desta!»

Sávio reforça meio campo

Sávio, 23 anos, quer «pensar grande» ao serviço do Casa Pia AC

Sávio. Eis o novo médio que chega à equipa de Luís Loureiro após rescindir com o V. Setúbal. O brasileiro, de 23 anos, 1.89 m e 84 kg, será o camisola 50 a defender as cores do Casa Pia AC.
«Já estou superbem adaptado ao futebol português. Sei que este emblema é um projeto muito bom no qual vou querer participar a ajudar. No ano passado fiz 28 jogos nos sub-23 do V. Setúbal, mais 5 na equipa principal, marquei seis golos mas quero muitos mais aqui», afiança o médio que tanto pode jogar a 6 como a 8 (ainda que prefira a 6), desconfortável ao ter de falar de si próprio. Prefere que o avaliem em campo.
«Bato bem a bola, sou esforçado», diz, entre dentes, com aparência sisuda. Ele sabe que aparenta ser bem mais velho do que é na realidade. Não é defeito, é feitio mas, depois de dar-se a conhecer, conquista balneários. Até já lhe chamaram paizinho, de tanto que sabe ouvir.
«Lê bem o jogo, é muito inteligente em campo e outra grande característica é que Sávio é supercalmo. Mantém sempre a serenidade mesmo no calor do jogo e perante situações de pressão», dizem-nos.
Sávio lá sorri, explicando as tatuagens que lhe decoram o corpo.
«Nome da filha, hora de nascimento da filha, data de nascimento do filho, tudo questões de família», partilha, negando ter qualquer tatuagem alusiva ao futebol. Quanto a objetivos?
«Ajudar a equipa a pensar grande. Para quê pensar pequeno?», questiona Sávio, certo de encetar capítulo de sucesso na equipa de Luís Loureiro.



«Plenamente confiante na prestação da minha equipa»

Pedro Gandaio, Carlos Simões e Luís Loureiro: chegou a hora de estrear o Casa Pia AC
na Liga Pro

Chegou a hora.
O Casa Pia AC estreia-se, historicamente, na Liga Pro, às 18 horas (10/08/19), no Estádio de São Luís, casa do SC Farense.
«Estamos prontos? Claro que sim. O primeiro jogo de campeonato é sempre encarado com alguma ansiedade, ainda que já tenhamos realizado dois jogos oficiais [Taça da Liga]. Mas chegou a hora de iniciarmos a nossa principal competição. Vai ser campeonato muito duro, muito competitivo e, logicamente, existe sempre alguma ansiedade para que a bola comece a rolar. Mas estamos preparados e conscientes das dificuldades que vamos encontrar durante a época. Começamos logo frente a adversário como o Farense, na minha opinião, um dos candidatos daquele rol de equipas com plantel para andar nos lugares cimeiros. Equipa que, se foi buscar o segundo melhor marcador da Liga Pro do ano passado, Fabrício, é porque tem capacidade para lutar com ambição de subida. Um jogador feito, que decide jogos», elogia o treinador Luís Loureiro, em tom de alerta.
No banco adversário estará Sérgio Vieira, novo técnico da equipa algarvia.
«Quando chega novo treinador, chegam novas ideias. Sabemos que essas ideias não se assimilam num mês e, com certeza, que também estará à procura de aprimorar processos. Como digo, vai ser jogo complicado para nós mas estou, plenamente confiante na prestação da minha equipa. Jogar fora na estreia? É irrelevante. Olhando para este campeonato e para as equipas que o compõem, todas elas, no plano teórico, são muito competitivas a jogar em casa e fora. Jogar em casa não é garantia alguma. A prova é muito equilibrada», assenta o técnico, de 42 anos.
«Temos uma ideia de jogo que vem de algum tempo. Está assimilada. Obviamente que os jogadores que chegaram, e que ainda só têm três semanas de trabalho, outros nem tanto, carecem de mais algumas afinações. Mas estamos preparados para adaptar-nos às circunstâncias do jogo. Temos uma ideia de jogo mas também variantes para dar resposta ao que o jogo pede», junta, sublinhando o carácter dos homens com quem trabalha.
«Conheço bem os meus jogadores. Obviamente, e é bom que assim seja, neste jogo e em todos, é normal que sintam aquele friozinho na barriga. É o primeiro jogo de campeonato. Há sempre algum nervoso inicial mas são jogadores com carácter muito grande e com responsabilidade enorme de representar este clube e fazer época condizente com o que nos propomos», destaca.
Antigo internacional, Luís Loureiro estreia-se também como técnico nos campeonatos profissionais: «É prova com outra visibilidade e dimensão. Se estou preparado? Estou. No futebol acontece tudo muito rápido. Se já devia ter acontecido mais cedo? Não é algo que me preocupe. Quero desfrutar com muita responsabilidade e ambição desta participação na segunda liga e fazer um bom campeonato. Fazendo um bom campeonato, todos nós, equipa técnica e jogadores, estaremos mais perto do sucesso e das ambições naturais de cada um.»

Convocatória: Rafael (1), Filipe (77), Abel Pereira (5), Carlitos (13), Pedro Machado (4), Bruno Simão (3), Caio (36), Joel (20), David Rosa (21), Jorge Ribeiro (16), Jean Victor (15), João Coito (6), Rodrigo Dantas (18), Kikas (8), Martim (66), Mateus (10), Sountoura (12), Roncatto (11), Kenidy (14), Tharcysio (9)

Jeka é o novo camisola 7

Jeka, 21 anos, chega cedido pelo Boavista até final da presente temporada

Jeka, avançado de 21 anos, chega ao Casa Pia AC por empréstimo do Boavista. Em Portugal há quatro anos, percebe bem o português mas ainda se expressa com dificuldade. Mas só até ter a bola nos pés.
«Daqui conheço o Bruno Simão, joguei com ele no Fátima, e o Rodrigo Dantas. O treinador conheci-o agora e fiquei com muito boa impressão. Deu-me as boas-vindas», conta o ucraniano que continua firme na ideia de afirmar-se em Portugal. «O campeonato ucraniano ainda é muito inferior. Aqui vou jogar na Liga 2 e sei que vai ser complicado. É uma prova muito dura mas estou preparado», assegura o avançado que, apesar do pé esquerdo, diz fazer na frente as três posições de ataque.
Na camisola Jeka terá o número 7.
«Gosto do 7. Diz-se que é o número mágico. E é o número de Cristiano Ronaldo», junta, já com um sorriso à mistura no meio de muita timidez. «Golos? Tantos quantos possíveis. Nunca são demais», dispara.
«Não tenho nenhuma forma especial de comemorar mas, por vezes, coloco o indicador junto aos lábios, como que a mandar silenciar», conta Jeka, explicando que, na Ucrânia, todos os Yevhenii ganham o diminutivo de Jeka.
«Quando cheguei a Portugal percebi que era muito difícil para os portugueses e brasileiros dizerem o meu nome», justifica.
Que características podem diferencia-lo dos restantes atacantes na equipa de Luís Loureiro?
«A minha velocidade, sou bom no sprint. Sei ler o jogo e antecipar-me», acrescenta o avançado de 1,85 m e 77 kg, ainda que muito parco em palavras:
«Só quero afirmar-me, ajudar a equipa, desenvolver o meu futebol e marcar golos!»

Lucas: «Vim para ajudar o clube a fazer história!»

Lucas está desejoso de calçar as chuteiras

Lucas Cunha, central de 25 anos, é o novo elemento da defesa do Casa Pia AC. O brasileiro, 1,90m, 86 kg, esteve no Paços Ferreira, emblema onde não jogou muito. Daí apostar alto na vinda para Pina Manique.
«Procuro regularidade. Quero fazer o máximo de jogos e minutos possíveis, mostrar o meu futebol e ajudar a equipa a alcançar os seus objetivos. Sei que o projeto é bom, as expetativas estão altas, pelo que já estou em sintonia com o emblema», diz o novo camisola 26.
«Sou supersticioso e este é um número de sorte», justifica quem reconhece que a sorte também se procura.
 «Sou daqueles centrais que gosta de ajudar na frente e marcar. Tenho boa impulsão e costumo fazer golos de cabeça. Mas a minha missão é defender. É ajudar a não sofrer. E nunca esqueço isso», acrescenta Lucas, braço esquerdo tatuado com os nomes de familiares.
«Vim para ajudar o clube a fazer história», dispara Lucas, ansioso de conhecer a nova equipa: «Amanhã vou ver o jogo com o Boavista e vou estar na ‘torcida’. Quem sabe passamos a eliminatória e depois já posso ajudar? Vai ser espetáculo!»
Quanto à Liga 2, Lucas sabe que o percurso não será fácil.
«Sei que é campeonato muito forte, muito competitivo mas aguento o ‘tranco’. Todos vamos fazer o nosso melhor. O que é bom para um, é bom para todos. Esta vai ser grande oportunidade para mim e vou querer aproveita-la bem», garante o admirador de Sérgio Ramos: «É o central mais completo que conheço. A nível técnico, na visão de jogo, a defender, a atacar, é o melhor. »
Já houve jogo em que Lucas tivesse sido, também, completo?
«Uma vez frente ao Vizela. Ganhamos 1-0, fiz o golo, saltei muito alto, cabeceei, fui destaque da jornada, o melhor campo. É o quero fazer aqui no Casa Pia. Se em todos os meus jogos conseguir estar a 70 por cento do que estive nesse jogo, vou ajudar muito!»

«Adversário de I Liga não nos desresponsabiliza em nada!»

Treinador Luís Loureiro está ciente do grau de dificuldade do jogo,
mas garante que a equipa está a postos

O Casa Pia AC recebe amanhã (3/08/19), às 16 horas, o Boavista, jogo a contar para a 2.ª fase da Taça da Liga. Desafio que, só por si, mexe com os jogadores.
«O moral está bem. Há mês e meio a maior parte destes atletas estava a discutir o Campeonato de Portugal. Passado mês e meio estão a disputar jogo com equipa de I Liga, neste caso o Boavista, que é um histórico do futebol português. Só por si, a situação mexe com todos e a motivação aumenta bastante. Depois de passarmos a primeira eliminatória estamos, naturalmente, confiantes. Recebemos adversário que, normalmente, faz sempre bons campeonatos. Equipa que, este ano, na minha opinião, está ainda mais forte. Mas é jogo que vamos querer discutir», avança o treinador Luís Loureiro, garantindo que, eventual passagem à fase de grupos (em caso de vitória) e todas as benesses que daí adviriam, são factos que não preocupam a equipa.
«Pensamos no plano desportivo apenas», afiança o técnico, analisando os axadrezados.
«São adversário com excelentes executantes, orientados por um treinador experiente, equipa que desfruta do conforto emocional de serem de I Divisão a jogar contra equipa de Liga 2. É um conforto diferente- dentro de campo a confiança pode ser outra. Estamos à espera de um Boavista mais forte que no ano passado», reforça Luís Loureiro que, enquanto jogador, chegou a ser treinado por Lito Vidigal no Portimonense.
«As equipas de Lito são sempre muito agressivas, com forte entrega ao jogo. Depois têm jogadores que fazem a diferença, de qualidade acima da média e valem-se por isso», comenta.
Certo é que o Boavista faz-se sempre acompanhar de uma aguerrida massa adepta, que marcará forte presença no Desportivo de Mafra.
«Sabemos que estamos a jogar em casa emprestada e isso não facilita a deslocação dos nossos adeptos. Aquilo que peço é para que também os nossos apoiantes compareçam pois são enorme ajuda», pede Luís Loureiro, sem querer abrir o jogo:
«Os nosso trunfos? Não vou dizer. Mas, desde já, a nossa ambição e um enorme sentido de responsabilidade. Independentemente de discutirmos jogo com equipa de I Liga, isso não nos vai desresponsabilizar em nada. De maneira alguma! E aquilo que possamos explorar da equipa adversária vai ser guardado e passado aos jogadores no dia de jogo.»

Sountoura – Casa Pia AC é desafio!

Ousmane Sountoura, 25 anos, é o mais recente médio ofensivo do Casa Pia AC

Ousmane Sountoura é o novo camisola 12 do Casa Pia AC.
Médio ofensivo, 25 anos, natural do Mali, é introvertido, de poucas falas. Sem dominar o português, e entre o inglês e o francês, o jogador deixa, no entanto, a garantia. «Sou tímido cá fora mas a jogar sou forte e destemido», assegura o jovem, de 1,90 m e 82 kg. Na camisola quer apenas o nome Sountoura.
Vir para o Casa Pia é a oportunidade a bater-lhe à porta.
«Já joguei em Marrocos, depois estive na Grécia, cheguei, na última época, a estar no Santa Clara mas apenas fiz a pré-época. Aqui quero evoluir, aprender e afirmar-me. Gosto muito de desafios e sei que este vai ser um grande desafio para mim e para a equipa que se estreia na Liga 2», lembra Sountoura, assumindo ser bom tecnicamente, forte no um para um; médio ofensivo ávido de golos.
«Como festejo? Apontando para o céu e para Deus ou encostando a testa à relva. Sou muçulmano», justifica quem, garante, vai adaptar-se bem, ainda que possa sentir saudades de Bamako.
«É a minha terra. Tenho mais dois irmãos e duas irmãs, eu sou o mais novo e o único que joga futebol. Onde vivo há montanhas e eu, todos os dias de manhã, subia a montanha e corria pelos trilhos para manter a forma e o ritmo até vir para aqui, treinando-me depois com uma equipa lá. A minha mãe, Djeneba, já está habituda à minha ausência mas abençoou-me e disse-me – acredita em ti, tu és capaz e sei que vais ser bem sucedido», partilha Sountoura, ansioso por começar a treinar-se com a nova equipa: «Quem admiro no futebol? Paul Pogba. Adoro o seu estilo de jogar, a sua maneira de estar em campo, de ler o jogo, de brincar com a bola…»

«Um bom resultado pode ser muito importante para o que vem pela frente!»

Luís Loureiro estreia-se na Liga Pro

Luís Loureiro, 42 anos, é treinador jovem e ambicioso que esta temporada também se estreia na Liga Pro. Pouco tempo teve de descanso já que o arranque da nova época é já amanhã, frente ao Vilafranquense, jogo da 1.ª fase da Taça da Liga.

«Estes dias de trabalho têm sido positivos. Tentamos ficar com o núcleo duro dos jogadores, também entraram alguns elementos novos que estão em processo de adaptação mas a resposta por parte dos que chegaram tem sido positiva. Não houve muito tempo para preparar este jogo, pouco mais de 15 dias, mas vamos encara-lo da mesma forma que os outros. Vamos tentar vencê-lo, sabendo que, do outro lado, está uma equipa difícil com as suas ambições, também.»

Quis o sorteio que o Vilafranquense voltasse a ser o primeiro adversário, equipa frente à qual o Casa Pia AC conquistou o título de campeão do Campeonato de Portugal.
«O Vilafranquense fez muitas alterações na equipa. O conhecimento que tínhamos da equipa não contará muito ao nível individual. Aquilo que vão ser as dinâmicas coletivas- acredito que não se alterem muito. O que vai mudar, sim, são as características dos jogadores que chegaram de novo, que também estão a assimilar novos processos e, tenho a certeza que, pelos nomes, e no plano teórico, vai ser equipa ainda mais forte do que era no ano passado.»

A ascensão à Liga Pro foi deveras festejada pelos principais protagonistas, os jogadores, que, contudo, estão focados neste primeiro obstáculo da Allianz Cup. «Sim, plenamente focados. Muitos deles conhecem bem os princípios e o que pretendo para a equipa. Este jogo está a ser encarado com a máxima seriedade e força, dentro do que são as nossas possibilidades do momento.»

Com o pontapé de saída na nova e histórica época pela mão da Taça da Liga – poderá ser este bom ensaio para o arranque da nova competição?
«Para ser sincero, queria jogar, agora, no primeiro jogo de Taça, com todas as equipas menos com o Vilafranquense. A par da nossa equipa, foi o grupo que também discutiu o Campeonato de Portugal e, quer queiramos quer não, a exigência da Liga Pro é um bocadinho diferente. É equipa que também estava na última época no campeonato de Portugal e também não tem o conhecimento, tal como nós não temos, do que poderemos encontrar numa segunda liga. Mas, tendo em conta o sorteio – que mais uma vez nos reservou o Vilafranquense por adversário –, volto a dizer, equipa que teoricamente estará mais forte que na última época, vai ser jogo bastante competitivo. Um bom resultado neste jogo, pode ser muito importante para o que vem pela frente.»

Sem querer desviar a atenção do compromisso de amanhã, Luís Loureiro, sabe já, contudo, a identidade que gostaria que todos reconhecessem à sua equipa: «Organização! Equipa organizada, com compromisso muito grande daquilo que são as tarefas que têm de fazer e, acima de tudo, com a responsabilidade imensa de representar este clube histórico. »

Martim cedido pelo Rio Ave

«Liga 2 será boa montra»

Martim quer evidenciar-se na Liga 2

Martim Maia, 21 anos, 1,75m e 72 kg, é novidade no plantel do Casa Pia, médio defensivo que chega por empréstimo do Rio Ave. O jovem, que há oito temporadas está ligado ao emblema de Vila do Conde, acredita que a vinda para Pina Manique pode ajuda-lo a evidenciar-se num campeonato que vai exigir o melhor do seu futebol. «Fiquei agradado com a vinda para aqui. Não é todos os dias que se pode ingressar num clube da Liga Pro. Vai ser um bom desafio para que consiga evoluir. O campeonato, difícil e combativo, será muito boa montra», opina Martim, concordando que o campeonato de sub-23, onde jogou na última temporada, já o fez crescer.
No Casa Pia, será o camisola 66. «Gosto muito do número 6. Sempre me acompanhou. Mas aqui já estava ocupado. Escolhi então o 66», justifica quem na formação chegou a ter a alcunha de ‘Tanque’. «Porque, de vez em quando, dava umas porradas. Mas agora já não. Sou muito tranquilo. Na última época só vi quatro amarelos», salienta o médio que, preferencialmente, joga a 8. «Sou bom tecnicamente, transporto bem a bola, sou inteligente a ler o jogo e gosto muito de fazer assistências. Daí preferir ser 8 e não 6», explica Martim, já com ótima impressão do balneário. «Vai ser muito fácil adaptar-me. Conhecia já o Pedro Machado de ter jogado contra ele nos sub-23, quando ele estava no Belenenses SAD, conhecia o Jorge Ribeiro, claro, mais um ou outro. Mas já deu para ver que o grupo tem muito bom espírito. O treinador também foi espetáculo, tranquilo. Espero que seja uma boa temporada para todos, que a equipa consiga ficar num bom lugar no final de maio e que consiga o maior número de pontos possíveis. Eu cá estarei para contribuir. Trabalho sempre no máximo. É o que podem esperar de mim», dispara Martim, natural da Maia, barba e cabelos loiros, com duas tiras rapadas de lado: «É para marcar a diferença. Sim, também quero marca-la dentro de campo…»

Jorge Ribeiro em Pina Manique

Jorge Ribeiro tem ainda muito futebol

Jorge Ribeiro, lateral/médio de 37 anos que na última época esteve no Farense, já hoje se treinou com o grupo de Luís Loureiro. Experiente, conhecedor de vários campeonatos, internacional, o jogador diz-se ainda cheio de força e qualidade para reforçar projeto como o do Casa Pia. «Quando me falaram desta possibilidade, fiquei muito agradado. O treinador já me tinha abordado. É um clube histórico e estou aqui de corpo e alma», desfere, concordando que os seus quase 20 anos de profissional de futebol podem ser grande contributo para a equipa recém-chegada aos campeonatos profissionais.
«Tenho quase 38 anos, é verdade…Mas estou cá como todos, para contribuir para o sucesso do Clube dentro de um grupo que, já percebi, é humilde e trabalhador. E tem aqui bons jogadores… Vamos fazer tudo para ficarmos fortíssimos numa competição que sabemos ser muito complicada e combativa», antevê o jogador cuja polivalência sempre foi cartão de visita.
«Nestes últimos anos tenho jogado a lateral esquerdo e sinto-me confortável nessa posição. Mas tudo vai depender do sistema em que jogarmos», analisa Jorge Ribeiro, a quem um dia, ainda no Benfica, o seu treinador Arnaldo Teixeira – pai de Arnaldo Teixeira, atual adjunto de Rui Vitória-, alcunhou de Schwartz. «Por ser lateral esquerdo e por eu, na altura, também ser assim para o loirinho», justifica Jorge Ribeiro, afagando agora a barba já com alguns cabelos brancos.
No Casa Pia o jogador com vasto currículo no futebol português gostava de continuar com a camisola 16, já que sempre foi o número que o acompanhou nos relvados. Mas isso são pormenores. Jorge Ribeiro sublinha vestir novas cores e por elas fazer o seu melhor.
«Vou dar o litro por este Clube. Sei que tenho a idade que tenho mas serei o primeiro a dizer quando já não me sentir capaz de fazer o que mais gosto que é jogar futebol. Cuido-me muito, sigo alimentação regrada, descanso bem e sinto-me bem fisicamente. Nunca tive lesões graves e, reforço, quando achar que as pernas já não dão, serei o primeiro a querer parar», acentua o polivalente jogador que, logo no início do campeonato, reencontra o Farense, sua antiga equipa da qual saiu em litígio.
«Vai ser jogo especial para mim. Estive lá três anos, fui lá muito feliz, tenho lá muitos amigos que não têm culpa da situação que depois se verificou. Mas vou fazer o que me compete e defender e ajudar a equipa do Casa Pia que é agora a minha nova realidade», dispara Jorge Ribeiro, agradado com a primeira sessão de trabalho no Estádio Pina Manique.

Quero, internacional venezuelano, chega para ajudar

Eduin Quero quer aproveitar a oportunidade de jogar em Portugal e na Europa

Eduin Quero, lateral esquerdo que alinhava no Deportivo Táchira, defesa de 1,72 m e 72 kg, é jogador de sorriso fácil. O venezuelano, que já se treina em Pina Manique, mostra-se encantado por juntar-se ao Casa Pia, clube que quer descobrir e conhecer melhor, casa onde, acima de tudo, quer evidenciar-se. «É a minha primeira vez na Europa que é para onde todos os jogadores querem vir. É um futebol diferente, uma vitrina maior», concorda o lateral esquerdo, internacional que jogou o Mundial sub-20. «Foi uma experiência muito bonita! Inesquecível. Perdemos a final, infelizmente, mas foi grande momento. Claro que chorei, como todos!», conta Quero, com a sua imagem, de costas, evidenciando o 3 da camisola, tatuada no braço esquerdo. «É o meu número na seleção. Tenho também uma tatuagem com o nome do meu pai, José Quero, que já faleceu, também o nome do meu irmão Luís, que também faleceu num acidente de viação. A vida tem percalços e quero triunfar por todos nós», assegura o jovem de 22 anos que tem por referência Daniel Alves. Para Portugal vem sozinho. Talvez mais tarde possa chegar a mãe ou a namorada. Agora quer focar-se na presente temporada, adaptar-se a Portugal e ao seu futebol, observar de perto compatriotas como «Osório e Murillo» e fazer memorizar o nome Eduin Quero.

Caio reforça setor defensivo

Caio Marcelo quer merecer mediatismo

Caio Marcelo, 21 anos, 1.91m e 88 kg, é o novo rosto do grupo de Luís Loureiro. O central aposta no Casa Pia para primeira aventura na Europa depois de ter jogado no Vasco da Gama e de, na última época, ter representado o Orlando Pirates, emblema da África do Sul. «Evoluí muito lá, como atleta. O futebol era muito físico, tinha muita força e muito pulmão mas a adaptação foi complicada. Não falava a língua, logo aí há uma grande barreira. Depois comecei a falar um pouco de inglês mas não é a mesma coisa. Essa foi uma das razões de querer vir para Portugal e para o Casa Pia», solta Caio, ávido de fazer aparecer o seu futebol.  O natural do Rio de Janeiro acredita poder fazer deste novo projeto do histórico emblema lisboeta uma rampa de lançamento. «Claro que o futebol europeu é outra coisa. É outra montra. Podia ter ficado no Brasil mas é difícil conseguir lá bons clubes, organizados. O Casa Pia subiu à Liga 2 e esse desafio seduziu-me. Sou alto, bom no jogo aéreo, tenho bom passe e claro que sei que vou ter concorrência. Ainda conheço pouco do novo plantel mas sei que vou ter de trabalhar no meu máximo, que vou ter de dar sempre no duro», salienta Caio Marcelo, como gosta de ser tratado, avançando ter em Tiago Silva (PSG) o seu exemplo. «É muito bom, não é? A atitude dele em campo, a sua personalidade também a jogar. Gosto mesmo muito dele. É barra», reforça o central que, para já, vem sozinho para Lisboa, sem negar mais à frente poder trazer familiares. «Estive sozinho na África do Sul e tudo fica mais difícil. Mas aqui vai ser tudo diferente. Estou muito certo de que esta é boa aposta e tudo vou fazer para ganhar a aposta que o clube está a fazer em mim», dispara quem «até era inteligente na escola, aprendia rápido», mas a bola no pé nunca o largou.«Sempre foi o futebol! O que quero estar a dizer no final da época? Que tudo correu bem, que ficamos bem classificados  e que foi uma temporada ótima para todo o mundo!»

Dantas de regresso e para o Casa Pia

Dantas volta a Portugal onde há muito queria já estar

Rodrigo Dantas, 29 anos, médio ofensivo brasileiro que bem conhece o futebol português – depois de passagens por Belenenses, Varzim, Estoril e Fátima –, está de regresso aos palcos nacionais para defender o Casa Pia. «Estou muito feliz por estar de volta. Era mesmo o que eu queria. Estava a jogar no Madureira, lá do Brasil, mas o tempo que passei em Portugal foi muito marcante. A minha mulher estava sempre a falar-me, também, em voltar para cá. O meu filho, de três anos, foi concebido quando estava no Belenenses! Tive propostas para continuar lá mas achei que estava na hora de regressar e de voltar a ser feliz aqui. Estava à espera do Casa Pia», assegura o médio ofensivo, satisfeito por reencontrar muita «gente boa». «Conheço bem quase todos aqui. O Abel, com quem joguei no Varzim, o Simão de quem fui colega no Fátima, o Roncatto, com quem estive no Belenenses e de todos os outros com quem joguei contra quando estava no Estoril. Vai ser muito bom estarmos todos juntos num projeto como este, de chegada a uma competição que é supertrabalhosa e difícil. Não é brincadeira não! Vamos ter de suar muito mas com um bom balneário vamos conseguir se Deus quiser. Junto-me ao grupo com ambição e desejo de fazer isso acontecer», enfatiza Dantas, que, assim que chegou, pediu para treinar-se. A festa foi grande. Abel, abraçado a Dantas, garantia voltar a ser o seu padrinho. Roncatto andava pelos corredores, impaciente. «’Cadê’ o Dantas?»
Aproveite-se o mote – como é este Dantas?
«Jogador mais experiente, mais refinado taticamente, mais sábio dentro de campo. O futebol dá-nos conhecimento e quantos mais jogos, mais trunfos para jogar. Agora é aproveitar tudo isso e entrar na briga pelo Casa Pia», promete Rodrigo Dantas, a rir de gosto na companhia de Abel Pereira: «Bom recordar situações passadas. Mas vamos ao futuro!»

Tharcysio quer ser nome de golo

Tharcysio diz ser avançado móvel e perigoso

Tharcysio Henrique da Silva, 20 anos, 1.85m e 82 kg, é a nova referência atacante do Casa Pia.
O avançado brasileiro, que jogava no Nautico, terá em Pina Manique a sua primeira experiência fora de casa, arriscando alto na vinda para o campeonato português.
«Vai ser a minha primeira vez na Europa e chego muito motivado. Conheço pouco ainda, mas sei que a prova vai ser muito dura. Mas vai também ser grande oportunidade para mim. Estou aqui para mostrar o meu futebol, ajudar a equipa e, no mínimo, marcar 10 golos esta época», promete o atacante.
 «Sou um avançado móvel, que gosta de andar a pressionar lá na frente. Posso fazer de falso 9. Tenho bom cruzamento, boa técnica, defino bem e sou supertranquilo, dentro e fora de campo. É preciso ter calma durante o jogo para tomar decisões corretas, para jogar bem sobre pressão, para conseguir pensar no melhor a fazer no decorrer do encontro em prol da equipa», opina Tharcysio, cujo nome assim se escreve apenas por ter sido esse o gosto e a vontade de sua mãe.
Apesar de não ter forma definida para festejar golos – «às vezes sai uma dança ou qualquer coisa mais diferente», diz – Tharcysio descreve golo que elege como o mais bonito por si marcado até agora.
«Foi num clássico – Nautico- Recife – arranquei com a bola a meio campo, fui conquistando o campo, a defesa foi fechando, puxei a bola para o lado esquerdo e bati cruzado por baixo do guarda-redes», lembra o avançado, elogiando o seu pé direito, vincando também já ter marcado do meio -campo, também de cabeça, já que não é muito alto «mas tem boa impulsão».
«Espero que esta seja uma temporada de sucesso, que continue a jogar sempre, que faça boas prestações e que com isso ajude o clube a conseguir a melhor classificação possível. Agora é trabalhar e dar o meu melhor. Agora é comigo!»Rodolfo para a defesa

Rodolfo e Joel para a defesa

Rodolfo, guarda-redes de 31 anos que na última época esteve no Sintrense, junta- se a Rafael Marques e a Filipe Mendes na defesa das redes casapianas, tendo já ontem trabalhado com o grupo. Otimista quanto ao novo desafio, eleva a fasquia. «Expetativas? Fazer o melhor! Já conheço algumas pessoas do balneário, acredito que tudo irá correr bem e que esta será época de boa memória para todos nós. Já conheço bem o Filipe Mendes, de ter jogado contra, também o Rafael- que teve muito mérito na subida à Liga Pro –, pelo que a concorrência vai ser saudável», perspetiva Rod – alcunha da qual até não desgosta.
«Todos vamos querer jogar, todos vamos fazer por isso mas importa que, no final da época, o Casa Pia cumpra o objetivo de manter-se na prova. Pessoalmente? Quero ajudar, dar o meu melhor numa época sem percalços», deseja o guardião.
Novidade é também a chegada de Joel Monteiro, 28 anos, lateral direito que chega do Famalicão. O projeto Liga Pro do Casa Pia foi apelativo para o defesa, feliz por juntar-se a emblema histórico que cativa simpatias.
«Ouvi falar muito bem do clube, certinho, com projeto ambicioso com a chegada à Liga 2… Também falei com o Abel [Abel Pereira]. Já nos conhecíamos de quando ele esteve no Varzim. Joguei contra ele e continuamos sempre a falar. Já cumprimentei o treinador, que me deu as boas-vindas, mas ainda não falamos de futebol. Sou um lateral direito veloz, ofensivo, agressivo e quero por as minhas qualidades ao serviço do Casa Pia», assevera Joel, fã confesso de João Cancelo.
«Identifico-me com ele. Com os seus movimentos, maneira de jogar, leitura de jogo», explica o jogador que gostaria de ficar com o número 23.
«Foi o dia em que a minha namorada entrou em trabalho de parto, foi o número com que joguei em dois anos de subida no Famalicão», justifica, ainda, o reforço do Casa Pia, partilhando o significado de algumas das muitas tatuagens do corpo.
«Tenho pintado o nome do meu filho de três anos, Santiago, o nome da minha irmã, tenho também o desenho de um anjo….», solta Joel Monteiro, «homem de família».
«Sim, sou muito…»
A mudança para Lisboa será, pois, investimento na carreira, sabendo Joel o que gostaria de dizer no final de maio.
«Que o objetivo tinha sido cumprido, que o Casa Pia tinha conseguido andar pelos lugares cimeiros e que tinha sido uma das grandes surpresas da prova», dispara.
«A Liga Pro é cada vez mais uma grande montra. A dificuldade da competição e os bom valores que surgem começam a chamar cada vez mais à atenção», opina o novo lateral direito da equipa de Pina Manique que amanhã já se treina às ordens de Luís Loureiro.