Casa Pia Atlético Clube
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Ricardo Morais, uma vida ligada ao desporto, e à sua grande paixão, o hóquei em campo

O preparador físico da equipa de hóquei em campo estudou na Casa Pia de Lisboa, na década de 90, no curso Técnico Profissional de Desporto. O hóquei em campo fazia parte do programa curricular e foi no segundo ano que Ricardo recebeu o convite para integrar a equipa de hóquei do Casa Pia.

Terminou o 12º ano como um dos melhores alunos, e por isso, recebeu uma bolsa para ingressar no curso de Educação Física na Universidade Lusófona. Durante a licenciatura continuou a acompanhar a equipa de hóquei nos escalões de formação e fez parte da primeira equipa sénior do Casa Pia, como atleta, um projeto que durou pouco tempo, mas de que se orgulha muito.

Depois de uma pausa na modalidade, Ricardo foi convidado para integrar no projeto da criação da atual equipa sénior como preparador físico, justificada pela exigência da modalidade, como refere o preparador físico.

“De todas as modalidades olímpicas, o hóquei do ponto de vista físico, é o mais exigente, existe mesmo um estudo sobre isso, e com a minha mais valência de ter tirado o curso superior de Educação Física, tenho esse Know how e daí o Marco pediu a minha colaboração.”

A paixão pelo Hóquei surgiu logo no primeiro contacto, e é não menos que um desporto fora de série, enaltece o técnico.

“É um desporto que jogado ao mais alto nível é fora de série, não é por acaso que é uma modalidade olímpica com maior visibilidade dentro do programa olímpico. A riqueza do próprio jogo sempre me atraiu, e estando ligado é um gosto continuar, é sempre um desafio continuado.” Mas a modalidade também faz parte da sua vida de uma outra forma singular, foi onde conheceu a sua mulher, que jogava na equipa feminina.

Ricardo tem um apreço especial pela Casa Pia instituição e Casa Pia Clube devido à contribuição de ambos para o desenvolvimento do desporto em Portugal, declara o Casapiano.

“É engraçado porque não tenho muitos anos de instituição Casa Pia, porque na prática só estudei durante 3 anos, que é o critério para poder ser chamado de casapiano. É uma instituição que sempre me disse muito. Também estudei um bocadinho e gosto do fenómeno desportivo, a Casa Pia sempre esteve ligada a muitos projetos inovadores e no começo de muitas modalidades desportivas, assim como o Clube que tem uma história ao nível do desporto fora de série. A ligação entre ambos é uma mais valia que permite aos miúdos que praticam desporto na Casa Pia depois darem continuidade à prática desportiva.”

Ligado ao projeto desportivo, o preparador físico gostaria de ver a modalidade crescer, tanto dentro do Clube como a nível nacional.

“A minha ligação ao Clube é mais do que colaborar com o hóquei em campo, interessa-me este projeto desportivo que se quer criar. 

Acho que o principal é fazer uma aposta forte na melhoria das infraestruturas desportivas. E por tudo que já fez o hóquei em campo acho que já merece um espaço próprio para a sua prática, para o seu treino e para os seus jogos. Acho que o Clube tem de fazer mais em prol desta modalidade que ao longo destes anos já deu muito, e provou, de algum modo, que com pouco conseguiu fazer muito. Existe também uma obrigação legal por parte das autarquias de criar espaços de prática desportiva para modalidades que não têm tanta expressão, e aqui poderia existir um encontro de necessidades para levar à criação dessa infraestrutura.

Penso que os clubes não devem de ter muitas modalidades e sim apostar forte nas existentes. Em relação ao hóquei em campo faltam sobretudo técnicos mais qualificados para evoluir na modalidade para chegar a seniores. Temos vários atletas de grande qualidade em Portugal, mas que acabam por ir para fora onde existe a modalidade a nível profissional. Há que aumentar o nosso nível para atrair sponsors que ajudem a sustentar esta situação e que de algum modo venha a ser uma modalidade semi profissional. Neste momento um atleta tem de investir para praticar.

Para o incremento de outras modalidades dentro do clube, acho que faz sentido a criação de um pavilhão. Uma coisa é estar a treinar no estádio nacional ou no colégio Pina Manique, outra é estar em casa. É a identificação e a proximidade, até com os próprios adeptos, que não sabem quem são os atletas, esta proximidade é muito útil para o crescimento e desenvolvimento de qualquer desporto.”

Ricardo Morais deixa uma mensagem aos seus atletas, superação, pertença e trabalho de equipa.

“Para os atletas, que todos os dias e em cada treino tentem superar-se e ser exigentes com eles próprios, e exigir a quem os está a orientar, exatamente que lhes transmita os conceitos importantes que vão para além do desporto. Para além da técnica, há outras coisas mais importantes que é estar a formar homens do futuro, e sobretudo, dar as noções de pertença e do trabalho em equipa, os ensinamentos base que a prática de um desporto coletivo possa dar, são importantes para a vida futura. 

E também tenho que destacar o mérito do Sérgio, que também por ser um apaixonado pela modalidade, dá o mote para a continuidade da modalidade, e consegue, de algum modo, ser ouvido, é uma mais valia estar dentro da direção, e tem conseguido que percebam as nossas necessidades, e o investimento de cada um de nós.”

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