Casa Pia Atlético Clube
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Modalidades, por fim o regresso

Numa fase de quase normalidade, o vogal de direção do CPAC e coordenador das modalidades Sérgio Ferreira, faz uma retrospetiva do percurso difícil destes últimos meses

Depois de uma época marcada pela paragem parcial para algumas das modalidades e total para outras, é feita a retrospetiva do trabalho realizado pelo clube. Com um plano de contingência bem definido e uma estratégia preventiva bem delineada, preparou-se o regresso à nova rotina.

Esta última época foi bastante complicada, quando se fala de modalidades,as palavras de ordem foram: incerteza, alterações de última hora, inexistência de treinos e jogos, que estratégia foi utilizada superar esta etapa difícil? 

“É preciso recuar até março de 2020, início da pandemia e do primeiro confinamento. Durante estes 20 meses os atletas da formação de todas as modalidades não competiram, e os treinos foram muito condicionados.

Devido às normas impostas pela DGS às equipas de formação na retoma desportiva, as modalidades foram caracterizadas por graus de risco, e por isso, foi necessário reinventar os modelos de treino e todos os processos necessários para o desenvolvimento desportivo.

A estratégia dividiu-se em várias etapas, foi criado um grupo multidisciplinar com a missão de elaborar um plano de contingência que respondesse rapidamente a todas as situações emergentes nos locais em que o CPAC tem as suas atividades.

Todos espaços físicos do CPAC foram descontaminados e preparados para a medição de temperatura e desinfeção das mãos, assim como devidamente sinalizados com a informação relativa às medidas de prevenção.

Foi feito o acompanhamento aos nossos atletas e aos seus pais através de uma comunicação de proximidade, com a consciência de que esta situação viria a trazer danos emocionais aos nossos atletas.

O Departamento Clínico ficou em funcionamento, pois foi necessário dar continuidade ao tratamento de lesões prolongadas e acompanhar as equipas que competem a nível profissional. 

O Departamento de Psicologia continuou a fazer o acompanhamento dos atletas, individual, aos que apresentavam sinais de maior frustração e ansiedade, e sessões de grupo para os restantes.

O Departamento de Fisiologia manteve os treinos através de videoconferência, com a colaboração de todos as equipas técnicas, e por último, o Departamento de Comunicação e Ética que proporcionou formações sobre ética desportiva, integridade e match-fixing.”

O Casa Pia teve um trabalho coletivo entre todos os departamentos e todos os colaboradores, (coordenadores das modalidades, equipas técnicas, Departamentos Clínico, psicologia, comunicação, ética, administrativo e fisiologia), eles foram a peça fundamental para manter 530 praticantes em atividade.

Mesmo com os treinos e competições parados os projetos para as modalidades têm tido continuidade. O Clube aproveitou esta paragem para reforçar várias áreas inerentes ao universo desportivo e preparar o futuro, fale-nos de alguns desses projetos. 

“Esta paragem “forçada” serviu para reorganizarmos o Clube em termos de gestão desportiva, aumentando a nossa capacidade de resposta em áreas que achamos prioritárias e que vão ser uma mais valia no futuro.

Temos vários projetos, dos quais o projeto: “Identidade Desportiva – A vontade de vencer, partilhas inspiradoras”, elaborado pelo departamento de psicologia em parceria com o Comité Olímpico, uma ideia transversal a todo o clube que vai permitir apresentar modelos desportivos, histórias de vida e de sucesso no desporto. Uma vez por mês os nossos atletas terão a oportunidade de conhecer atletas olímpicos e o seu percurso desportivo.

Outro dos projetos nasceu através do protocolo com a casa-mãe, a Casa Pia de Lisboa, irá permitir aos alunos conhecer as nossas instalações, a nossa história e cultura, realizar atividades desportivas, e visitar a equipa principal de futebol. 

Qual é o plano para o futuro das modalidades?

“O objetivo é com certeza abrir mais modalidades, algo que já estava em desenvolvimento, mas que estagnou com o COVID. 

Mas terá de assentar em alguns pilares importantes. Terão de ser reunidas as condições necessárias para o seu desenvolvimento a longo prazo.

O Início da modalidade tem que ser sempre sustentado nas equipas de formação, e depois, nas equipas seniores. 

É Importante que um atleta siga este percurso, que quando pratique uma modalidade tenha como objetivo de chegar a sénior, começando no escalão mais baixo.

É necessário garantir local de treino e de jogos e recursos humanos qualificados.

E por último garantir a sustentabilidade da modalidade em termos financeiros.”

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