Casa Pia Atlético Clube
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Empate 1-1 com Cova da Piedade foi resultado injusto, diz Ricardo Peres

O Casa Pia AC empatou hoje 1-1 em Pina Manique com o CD Cova da Piedade, num jogo da 23.ª jornada da LigaPro entre os dois últimos da classificação, que terminou com um sabor a injustiça para o treinador casapiano, Ricardo Peres.

Considerando que a sua equipa foi “dominante” em grande parte do jogo e criou “mais oportunidades”, Ricardo Peres afirmou: “Os dados estatísticos demonstram isso: 56 por cento de posse de bola, contra 44, e mais remates, 10 contra quatro, demonstra bem o que o Casa Pia AC tentou fazer e como tentou ganhar este jogo, pelo que, em nossa opinião, o resultado é injusto”.

O técnico casapiano começou, no entanto, por recordar o drama vivido pelo plantel nos dias anteriores ao jogo, com o falecimento do pai e de um tio de Joel e de uma irmã de John Kelechi.

“Foi uma semana, a nível humano, muito difícil para o nosso grupo. Tivemos dois jogadores com três perdas de familiares nas últimas 72 horas. Esses jogadores quiseram jogar e jogaram bem. E o grupo predispôs-se também a que fossem eles a jogar em vez dos outros que treinaram mais vezes. É de enaltecer o grupo de jogadores que o Casa Pia AC tem, o grupo de seres humanos que existe neste balneário. Isso é muito importante. Uma palavra de apreço e os nossos sentimentos para a dor que estes nossos jogadores sentiram hoje e foram eles os nossos capitães hoje”, sublinhou.

Fazendo a análise do jogo, o técnico considerou que o Casa Pia AC teve “uma entrada muito boa”, conseguindo criar “uma oportunidade de golo em segundos”, com um remate de Kikas por alto. “Depois, perdemos, não o controlo, mas o domínio do jogo um pouco na primeira parte, sofrendo um golo através de uma transição defensiva em que o nosso jogador escorrega, falhando mais duas oportunidades de golo”, recordou.

Após duas ameaças, aos 11 e 13 minutos, o Cova da Piedade inaugurou o marcador aos 27, por Júnior Sena, que logrou isolar-se num contra-ataque e ‘picou’ a bola sobre Vanderlaan, mas depois Joel, aos 33, Alexandros, aos 40, e Kenidy, aos 45+2, estiveram perto de conseguir empatar. Depois de perdidas de Enoh e Alexandros, aos 56 e 62 minutos, empate chegaria aos 80, num tiro de Sávio à entrada da área que levou a bola a entrar no ângulo superior direito.

“Nós sabíamos que o Cova da Piedade vinha jogar com um jogo mais direto, tentando explorar o Vitinho e a sua velocidade. Controlámos muito bem os pontos do adversário, preparámos muito bem a estratégia e conseguimos equilibrar o jogo”, disse Ricardo Peres, comentando ainda o sucedido na primeira parte.

Na segunda parte “houve um domínio total” do Casa Pia, de acordo com o técnico, que o justificou com uma passagem para dois pontas-de-lança, com o Enoh e o Alexandros “a jogarem mais juntos na frente de ataque, libertando um dos corredores para os laterais e jogando depois com o Damien [Furtado] mais aberto a partir dos 60 minutos”.

Com este resultado, o Casa Pia AC continua a três pontos do Cova da Piedade e passou a estar a 10 do Vilafranquense, que perdeu por 2-0 no Estoril, pelo que Ricardo Peres concordou com a afirmação do treinador adversário, João Alves, que minutos antes dissera haver “um campeonato a três” para evitar a despromoção.

“No confronto direto, neste momento estamos à frente de qualquer um dos dois adversários. Contra o Cova da Piedade, caso acabemos em igualdade pontual, estaremos na frente, com o Vilafranquense iremos ver porque temos mais um jogo para jogar. Mas há realmente um campeonato a três e há uma grande diferença destas três equipas para as outras”, referiu.

Ricardo Peres frisou que o Casa Pia AC, que participa pela primeira vez nos campeonatos profissionais, está a tentar “profissionalizar-se competindo, o que é muito difícil”.

“Há um esforço muito grande da parte do Presidente, da Administração, do nosso Diretor Desportivo e de todos os jogadores para que possamos ir para um contexto mais profissional possível, mas somos ainda um clube que não consegue reunir todas as condições para que possamos jogar com a performance que se exige num campeonato de II Liga. Trabalhamos para isso, todos unidos, desde a Administração até à equipa técnica, passando pelos jogadores, mas é um percurso que provoca dores de crescimento”, considerou.

Lembrando que, com a “mudança de filosofia a partir de janeiro”, o seu plantel passou a ser o mais jovem da LigaPro com a exceção das equipas B, Ricardo Peres fez notar que no jogo com o Cova da Piedade o Casa Pia AC só tinha em campo “quatro jogadores acima daquilo que podia ser uma participação na Liga Revelação”.

O técnico afirmou que é necessário trabalhar “com jovens ambiciosos que querem demonstrar que têm lugar no futebol português”, enquadrados com jogadores mais maduros do nível dos que o Casa Pia AC tem, “com a experiência e o espírito de grupo que têm para ajudarem os jovens a crescer e ajudarem a dignificar o nome do clube, que está a fazer o que é possível fazer”.

“E iremos continuar até ao fim a fazer o que é possível fazer”, prometeu.

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