Casa Pia Atlético Clube
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Casa Pia AC perde no Estoril depois de chegar à vantagem

O Casa Pia AC esteve a ganhar no domingo na Amoreira, mas acabou por perder com o Estoril Praia por 4-1, na 20.ª jornada da LigaPro, depois de os locais darem a volta ao marcador a segundos do intervalo graças a um penalti mais que duvidoso.

Um grande remate de fora da área de Rodrigo Dantas, que levou a bola a entrar no ângulo superior esquerdo da baliza estorilista, colocou o Casa Pia AC em vantagem aos nove minutos, numa primeira parte equilibrada que ficou empatada aos 25, quando Roberto correspondeu de cabeça a um cruzamento da direita.

Mas o Estoril Praia acabaria por sair para o intervalo em vantagem, depois de, aos 45+5 minutos, Juninho ter convertido um pontapé de penalti assinalado sem que tenha sido visível qualquer falta de algum jogador casapiano.

A equipa ‘canarinha’ foi mais forte na segunda parte, principalmente depois de ter ‘acabado’ com o jogo ao apontar dois golos em nove minutos, aos 53 por Chiquinho e aos 62 por Crespo, na sequência de duas perdas de bola no meio-campo defensivo.

 “Mais uma vez, foi um jogo em que nós respeitámos o adversário, jogando de uma forma digna e ombreando o jogo durante a primeira parte. Obviamente que o Estoril, com a qualidade que tem, por vezes teve um ascendente sobre o jogo. Nós também em determinados momentos da primeira parte, pusemo-nos em vantagem primeiro e conseguimos controlar as iniciativas e o jogo perigoso que o Estoril tinha principalmente pelos corredores laterais”, disse no final o treinador do Casa Pia AC.

Ricardo Peres considerou que aos 45+2 minutos, depois de o árbitro ter dado dois minutos de tempo adicional, o empate 1-1 “era o resultado que devia ter ficado”, mas o Casa Pia AC saiu em desvantagem para o intervalo e abordou a segunda parte “com uma estratégia bem definida para tirar vantagem dos espaços que o Estoril estava a deixar”.

“Criámos duas situações em que podíamos ter finalizado e depois acabámos por sofrer dois golos por algum demérito nosso e não tanto por mérito do Estoril. Obviamente que depois o jogo acaba por morrer aí e o Estoril acaba por controlá-lo até final”, salientou.

De acordo com o técnico, “principalmente na primeira parte”, a equipa deixou no Estádio António Coimbra da Mota “uma imagem que tem vindo em crescendo” e que o Casa Pia AC “periodicamente tem vindo apresentar em quase todos os jogos”, sendo agora necessário conseguir estendê-la “por mais tempo” durante os jogos. “Esse é o nosso principal desafio”.

O Casa Pia AC ficou agora a 11 pontos do Vilafranquense, a última equipa colocada em posição de manutenção na LigaPro, mas, embora tenha reconhecido a dificuldade da situação do Clube na tabela, Ricardo Peres garante que a equipa vai lutar até ao fim.

“Difícil é desde que nós cá chegámos, o cenário não muda. E desde que nós cá chegámos, o que nos propusemos foi, com um bom futebol, tentar atingir o maior número de pontos possível. Estamos a fazê-lo em alguns jogos, noutros estamos a cometer alguns erros, como é perfeitamente normal numa equipa, mas nós vamos jogo a jogo. Até ser matematicamente impossível, aqui ninguém deita a toalha ao chão”, assegurou.

Questionado pelos jornalistas sobre a reformulação do plantel efetuada no mercado de janeiro, o treinador considerou que o Clube adaptou-se “bem às situações que aconteceram no mercado”, frisou que o Casa Pia AC passou a ter a equipa “mais jovem” da LigaPro “excetuando as equipas B” e assumiu a “inteira responsabilidade” pelas mudanças.

“O que tem de ficar bem esclarecido é que, quando eu aqui cheguei, o Presidente e o Diretor Desportivo deram-me total autonomia para reformular o plantel como eu achasse melhor, ou como nós, equipa técnica, achássemos melhor. Portanto, todas as dispensas, as três, mais os jogadores que pediram para sair e eu acedi, mais o Jorge Ribeiro, com quem chegámos a um acordo mútuo, são da minha inteira responsabilidade, de mais ninguém”, afirmou.

“Houve jogadores que foram dispensados por razões técnicas pela minha pessoa, houve jogadores com os quais chegámos [a equipa técnica] a um acordo mútuo, como é o exemplo do Jorge Ribeiro, que teve uma excelente relação connosco e saímos muito a bem, e tivemos jogadores que pediram para sair, que foram a maioria [dos que saíram]. Foi o exemplo do João Coito, que pediu quatro vezes para sair durante o mercado de janeiro, nomeadamente no último dia do mercado, em que de manhã que me pediu a mim e, de seguida, pediu para sair à frente do Presidente e do Diretor Desportivo e eu acedi”, acrescentou.

 Ricardo Peres assegurou que “o grupo recebeu com naturalidade todas estas mudanças, que são apanágio de acontecer em muitos clubes”, e acrescentou, relativamente ao caso de João Coito: “Nós no último dia, sabendo que ele tinha o seu futuro possível noutro clube, acedemos também, porque quem pede quatro vezes para sair não se apresenta a 100 por cento neste clube”.

“Nós queremos pessoas a 100 por cento e temos um grupo que pode estar a 100 por cento, como está, e temos jovens para desenvolver, temos um futebol positivo para jogar, sabendo que a juventude por vezes tem o seu preço, como teve hoje. Agora, acreditamos claramente nestes jogadores e esta equipa técnica, comigo à cabeça, vai fazer desenvolver os jogadores, tentando atingir os melhores resultados possíveis nos jogos que aí vêm”, concluiu.

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